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A diabetes é a condição crônica que mais cresce em países em desenvolvimento. No Brasil, é considerada um problema de saúde pública devido ao crescimento e envelhecimento da população, e da prevalência de seus principais fatores de risco, obesidade e sedentarismo. Estima-se que até 2025 serão 11 milhões de brasileiros diabéticos. 

Esta patologia é marcada por uma quantidade excessiva de glicose no sangue, que se mantida por muito tempo pode provocar lesões em todo o corpo, inclusive nos olhos, no sistema nervoso, nos vasos sanguíneos, no coração e nos rins, desencadeando as tão temíveis complicações da diabetes. 

Além do descontrole da glicemia, são fatores associados ao surgimento de complicações idade, cor e constituição genética.  

A evolução da doença acarreta significativa perda na qualidade de vida do paciente, e leva a uma alta morbimortalidade. Por isso, o distúrbio sempre deve ser investigado em relação às suas complicações agudas, crônicas e degenerativas.

O risco de complicações aumenta ao longo dos anos, o que torna essencial traçar medidas que minimizem tal coisa desde o início. Para tanto, deve-se considerar características sociodemográficas e clínicas como norte para programas educativos que orientem os usuários do serviço de saúde com diabetes.

Ao longo deste artigo discorreremos sobre as principais complicações da diabetes, alertando sobre a importância do tratamento e controle da doença.

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Pele e calos

É comum que pacientes diabéticos sofram com o ressecamento da pele dos pés, que se torna endurecida, favorecendo o aparecimento de feridas e rachaduras. 

O quadro é provocado por danos causados pela condição aos nervos que controlam a produção de óleo e umidade.

Pelo mesmo motivo os calos aparecem com mais frequência nessas pessoas, em especial nos pés, onde estão as áreas de alta pressão do corpo, já que aguentam o peso do indivíduo na maior parte do dia. 

Deve-se ficar atento, pois calos não tratados ou tratados incorretamente podem se transformar em úlceras (feridas abertas). A recomendação é que você nunca os corte você mesmo, nem use agentes químicos que possam queimar a pele ou deixe uma pedicure tentar dar um jeitinho. Uma avaliação médica é essencial. 

Na tentativa de evitar o ressecamento dos pés, é importante fazer massagem neles com um bom creme após o banho, tomando cuidado para não deixar acúmulo de produto entre os dedos, o que pode levar a proliferação de microorganismos e infecções. 

Em caso de calos, o uso de pedras-pomes geralmente é liberado pelo médico e produz melhorias. Se houver sinais de ulceração o tratamento indicado é limpeza e uso de proteções especiais para os pés, podendo haver a necessidade de um acompanhamento com um cirurgião vascular quando a circulação do paciente já está comprometida pela diabetes.

Pé diabético

Uma das mais famosas complicações da diabetes, o pé diabético é caracterizado pelo aparecimento de feridas na pele do pé acompanhadas por perda da sensibilidade causada por lesões provocadas pelo acúmulo de glicose no sangue a vasos e nervos. 

Em casos mais graves pode ser necessária a amputação do membro afetado. 

Os primeiros sintomas da condição são anormalidades de sensação, temperatura, cor, presença de inflamação ou infecção e deformidades dos ossos do pé. 

O tratamento envolve curativos feitos no posto médico, além da aplicação de cremes hidratantes, principalmente na região do calcanhar. 

Lesões nos rins

Como vimos, a diabetes pode acabar causando lesões nos vasos sanguíneos, quando atinge vasos dos rins, acaba levando a dificuldades na filtração do sangue, o que pode resultar em insuficiência renal. 

As lesões nos rins provocadas pelo aumento da glicose sanguínea dão origem a nefropatia diabética e em situações avançadas podem levar a necessidade de hemodiálise, um procedimento capaz de substituir a função renal e realizar filtração. 

A presença de albumina na urina é o principal sinal de complicações renais, e quanto maior a quantidade da substância, mais grave o caso.

Problemas nos olhos

A diabetes pode ainda afetar a visão, levando a um maior risco de desenvolvimento de doenças como: 

 

Glaucoma

Pacientes portadores de diabetes tem cerca de 40% a mais de chance de desenvolver glaucoma, distúrbio caracterizado pelo aumento da pressão ocular. Além disso, quanto maior o tempo convivendo com a doença, maior o risco. 

A alta pressão ocular afeta o sistema de drenagem do humor aquoso, tornando-o mais lento, o que leva ao acúmulo do líquido na câmara anterior. Com isso, há compressão dos vasos que transportam o sangue para a retina e para o nervo óptico, o que pode levar a uma perda gradual da visão. 

O glaucoma tem tratamento, que pode ser medicamentoso e cirúrgico, e deve ser devidamente acompanhado pelo oftalmologista.

 

Catarata

Quanto a catarata, o aumento do risco é 60%. A doença é marcada pelo escurecimento da lente clara do olho, o cristalino, que vai se tornando opaca e passa a bloquear a passagem de luz. 

Pessoas com diabetes tendem a desenvolver catarata mais cedo e progredir mais rápido. Gradualmente vão perdendo a visão, que se torna cada vez mais embaçada. 

O tratamento inclui desde o uso de óculos de sol e lentes de controle de brilho, a cirurgia para substituição do cristalino por uma lente sintética. 

Em casos cirúrgicos é preciso cautela, já que em pacientes com diabetes o processo de remoção do cristalino pode favorecer o desenvolvimento de glaucoma e de retinopatia. 

 

Retinopatia diabética 

Retinopatia diabética é o termo usado para descrever todas as complicações da diabetes que afetam a retina. Temos dois tipos mais comuns: 

Não-proliferativa

É o mais comum. Ocorre quando os capilares na parte de trás dos olhos incham e formam bolsas. Em casos mais complexos, quando mais vasos sanguíneos ficam bloqueados, pode haver perda do controle sobre a passagem de substâncias entre o sangue e a retina.

Com isso, o fluido pode vazar para dentro da mácula dando origem ao que chamamos de edema macular, levando ao embaçamento da visão, que pode ser completamente perdida. 

 

Proliferativa 

A proliferativa é o tipo mais grave de retinopatia diabética. Aqui, os vasos sanguíneos se apresentam completamente obstruídos, por isso, não chega oxigênio à retina, levando ao surgimento de novos vasos como uma tentativa do corpo de resolver o problema. 

Contudo, muitas vezes esses vasinhos são frágeis e podem vazar, o que leva a hemorragia vítrea. Além disso, a formação de novos vasos produz uma cicatriz, distorcendo a retina e aumentando o risco de descolamento e glaucoma. 

A retinopatia proliferativa é pouco comum, atingindo uma em cada 20 pessoas com diabetes. 

Para ambos os tipos há tratamento, geralmente realizado com técnicas de fotocoagulação, laser e vitrectomia. Quanto mais cedo o diagnóstico e precoce o tratamento, maior a chance de sucesso da terapia e melhores os resultados quanto a qualidade da visão. 

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Problemas no coração

Como vimos, as complicações da diabetes advém de seus danos vasculares, que afetam praticamente todo o corpo. Os problemas no coração são explicados pelo desenvolvimento de processos inflamatórios no organismo, o que aumenta o risco de infarto, hipertensão arterial e AVC.

Além disso, a doença é fator de risco para doença vascular periférica, onde as artérias das pernas e dos pés sofrem obstrução ou oclusão, o que leva ao estreitamento e endurecimento das artérias.

A aterosclerose (endurecimento das artérias) pode causar o desencadear de problemas graves de saúde como ataques cardíacos, derrame e má circulação nos pés. 

Os problemas no coração são a principal causa de morte relacionada a diabetes, adultos diabéticos apresentam taxa de mortalidade relacionadas a doenças cardíacas de 2 a 4 vezes maior do que adultos sem a doença.

Neuropatia diabética

A neuropatia diabética é uma das complicações da diabetes mais conhecidas. De acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, aproximadamente 60 a 70% das pessoas com diabetes possuem algum tipo de neuropatia 

A condição é causada por lesões às fibras nervosas, o que pode acontecer em qualquer parte do corpo. Dentre os seus sintomas, podemos citar redução da sensibilidade ou sensação de formigamento, devido à degeneração progressiva dos nervos.

Os pés e as mãos são as principais áreas afetadas, contudo, a condição pode afetar as diversas áreas do corpo, inclusive sistema digestivo, coração e órgãos reprodutores.

Geralmente o tratamento tem início com medidas de controle dos níveis de glicose. São recomendados medicamentos para alívio dos sintomas, e ainda medidas mais específicas conforme as partes do corpo que foram acometidas.

Como prevenir as complicações da diabetes

Como prevenir as complicações da diabetes

O primeiro passo para prevenir a evolução da diabetes é ter um bom controle glicêmico, fazendo o possível para manter as taxas em seus níveis normais, entre  80 e 120 mg/dL antes das refeições e entre 100 e 140 mg/dL na hora de dormir.

Para quem sofre de cardiopatias e outras patologias, o controle glicêmico pode ter metas mais agressivas.

 

Diversas medidas contribuem para o controle da glicemia. Veja abaixo alguns exemplos: 

  • Praticar exercícios regularmente
  • Manter alimentação equilibrada e regrada
  • Fazer o controle de outros fatores de risco, como hipertensão e altos níveis de colesterol
  • Fazer todos os exames nos intervalos de tempo recomendados para cada tipo de doença
  • Seguir todas as orientações médicas e realizar consultas periódicas 

 

Além disso, é essencial ficar atento aos sintomas, fazer acompanhado da saúde com outros profissionais (oftalmologista, cardiologista, etc) para garantir que todo o organismo esteja bem cuidado e ainda prevenir e possíveis infecções, já que o sistema imunológico e circulatório de pessoas com diabetes tende a ser mais fraco do que o de indivíduos sem a doença.

 

 

É possível prevenir a diabetes?

Por se tratar de uma doença silenciosa, muitas pessoas só descobrem a condição já em estágio avançado, quando o risco de complicações é alto. Sem dúvidas, prevenir a diabetes é o melhor caminho. 

Para isso, você precisará ter consciência a respeito da condição. Veja quais são os principais fatores de risco: 

  •  Excesso de peso e obesidade
  •  Ingestão de açúcar e gordura em excesso
  •  Sedentarismo
  •  História familiar e herança genética
  •  Idade
  •  Estresse
  •  Alcoolismo
  •  HTA
  •  Diabetes gestacional prévia

 

Agora ficou fácil pensarmos em prevenção: 

  • Conheça a Diabetes
  • Adote uma Vida Saudável
  • Mantenha uma alimentação equilibrada
  • Pratique exercício físico regularmente

Equipe Clínica Dr. Hong Jin Pai

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