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CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

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Cervical · Sinal de alerta · Resposta rápida

Dor no pescoço pode ser sinal de infarto?

Quase sempre a dor no pescoço vem do músculo. Mas o infarto e um rasgo na aorta ou na carótida também podem doer no pescoço e na mandíbula, de qualquer lado.

Resposta direta
  • Pode ser, do lado esquerdo ou do direito, mas na maioria das vezes a dor no pescoço vem do músculo. O lado não decide; o que decide é o que vem junto.
  • Ligue 192 já se a dor no peito, no pescoço ou na mandíbula vier com falta de ar, suor frio ou náusea por mais de 10 minutos. Aperto ou peso no peito que começa num esforço também é motivo para ligar. A dor pode ir para o braço esquerdo, o direito ou os dois.
  • Dor que muda quando você gira ou aperta o pescoço, sem esses sinais, costuma ser muscular: cuide em casa por 1 a 2 semanas e marque consulta se não melhorar.
  • Já passou pelo pronto-socorro e o coração está bem? A dor que continua tem avaliação e tratamento próprios.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

Atendimento particular · muitos planos reembolsam a consulta: veja como funciona.

Causas perigosas: coração e grandes vasos

Ilustração do coração com uma artéria coronária esquerda obstruída por placa e uma área de infarto anterior destacada na parede do ventrículo.
Quando uma coronária entope, a isquemia do coração pode irradiar para mandíbula e pescoço, simulando dor cervical.

O coração e o pescoço mandam a dor para o mesmo trecho da medula, e o cérebro confunde a origem. Por isso um infarto pode doer no pescoço sem doer no peito. A dor também pode ir para o lado direito ou para os dois braços.

Esforço · peito e braço

Infarto e síndrome coronariana aguda

A falta de sangue no músculo do coração faz doer o pescoço, a mandíbula, o ombro e o braço. O padrão que denuncia o coração: dor em aperto ou peso que surge ou piora ao esforço e melhora com repouso, com os sinais de alerta, e que não muda ao mover ou apertar o pescoço. Por mais de 10 minutos, ligue 192.

Esforço · em crescendo

Angina estável e instável

A angina é a mesma falta de sangue, em grau menor. Na estável, a dor no pescoço ou na mandíbula aparece de forma previsível ao esforço e cede em minutos com o repouso; o exame normal no pronto-socorro não a afasta, e esse padrão pede cardiologista e teste de esforço. Na instável, a dor passa a vir em repouso, dura mais ou volta mais vezes: o coração já está em risco de infarto, e a conduta é pronto-socorro.

Início súbito · dilacerante

Dissecção da aorta

O rasgo na parede da aorta provoca dor de início abrupto, intensa e dilacerante (em facada ou rasgando), que pode irradiar para o pescoço, a mandíbula, o tórax e as costas e migrar conforme o sangue disseca a parede. Pode vir com diferença de pulso ou pressão entre os braços, desmaio ou déficit neurológico. É emergência de altíssima gravidade.

Lateral · após manipular

Dissecção da carótida

O rasgo na parede da artéria carótida dá dor lateral no pescoço e na cabeça, de início recente e atípico, com frequência após trauma, esforço ou manipulação cervical brusca. Pode vir com pálpebra caída e pupila menor de um lado (síndrome de Horner) e sinais de derrame (AVC): boca torta, fala enrolada, fraqueza de um lado. Dor cervical nova com déficit neurológico é emergência vascular. O risco depois de estalar ou manipular o pescoço tem página própria.

Respiração · falta de ar

Causas torácicas e pulmonares

Coágulo no pulmão (embolia), pulmão que murcha (pneumotórax) e inflamação da membrana do coração (pericardite) podem doer na base do pescoço e no ombro. A pista é a relação com a respiração: dor que piora ao inspirar fundo, com fôlego curto e, por vezes, tosse. Pede avaliação de urgência quando há falta de ar.

Mito

“Se não dói no peito, não é o coração.”

Fato

A dor cardíaca pode aparecer só no pescoço, na mandíbula ou no braço, sem dor no peito, sobretudo em mulheres, idosos e diabéticos. A ausência de dor torácica não exclui o infarto. Nesses grupos, e em quem tem pressão alta, fuma, tem colesterol alto ou casos de infarto na família, o limiar para procurar emergência deve ser ainda mais baixo.

Causas musculoesqueléticas comuns

Diagrama de um ponto-gatilho miofascial mostrando banda tensa, foco ativo e nódulo de contração entre fibras musculares normais.
A dor muscular do pescoço nasce de bandas tensas e nódulos de contração, não de uma ameaça ao coração.

A maioria das dores no pescoço vem dos músculos, das juntas e dos discos da coluna. A pista é que a dor muda quando você gira, inclina ou aperta o pescoço.

Difusa · mecânica

Cervicalgia mecânica

Aperto e rigidez ligados à postura e à tensão, piores no fim do dia, que melhoram ao mover e descansar. Assusta quando aparece num dia de estresse; a pista é que muda com a posição. O catálogo completo está no guia de dor no pescoço.

Ponto-gatilho · ombro alto

Dor miofascial do trapézio

O nó no alto do ombro que dói ao apertar e joga a dor para a nuca e a têmpora. Do lado esquerdo, assusta; comprimir o ponto e reproduzir a dor habitual é o que confirma a origem no músculo. Veja dor no trapézio.

Desgaste · idade

Espondilose cervical

Desgaste dos discos e das articulações da coluna, com dor no meio do pescoço, rigidez matinal e estalos. É achado comum nos exames a partir da meia-idade e, sozinho, não explica dor com falta de ar ou suor frio.

Agudo · travou

Torcicolo agudo

Pescoço que trava de repente, em geral ao acordar, com a cabeça presa para um lado e dor ao tentar virar. É um espasmo muscular benigno, sem déficit, que cede em dias. As primeiras horas têm orientação própria na página de torcicolo.

Outras causas que confundem

Ilustração editorial de pessoa vista de costas com arcos de tensão em terracota irradiando da nuca, representando dor e rigidez no pescoço
Estruturas da coluna cervical projetam dor para ombros e nuca, um padrão que ajuda a separar a origem musculoesquelética.

Estas não ameaçam a vida, mas confundem porque também doem longe do músculo; a pista costuma ser o sintoma do próprio órgão.

Queima · após comer

Refluxo e causa esofágica

O espasmo do esôfago e a doença do refluxo podem dar dor em queimação ou aperto que sobe da boca do estômago para o tórax e a base do pescoço, às vezes confundida com angina. A pista: relação com refeições, posição deitada e à noite, com gosto ácido ou azia. Quando imita dor cardíaca, o coração precisa ser descartado primeiro.

Raiz · trajeto definido

Raiz nervosa comprimida

Formigamento ou choque que desce até dedos definidos aponta para uma raiz nervosa do pescoço comprimida (radiculopatia). Pode atingir o braço esquerdo e assustar; a dor piora ao estender e girar o pescoço. O mapa por dedo está em dormência no braço.

Sobe da nuca · um lado

Cefaleia cervicogênica

Dor que nasce na nuca e sobe para um lado da cabeça, sempre do mesmo lado, com o movimento ou a postura do pescoço. Detalhada na página de cefaleia cervicogênica.

Vizinha · com seu sintoma

Ouvido, garganta, mandíbula e dente

Estruturas vizinhas referem dor para o pescoço: ouvido, garganta, dentes e a articulação da mandíbula. A dor costuma vir com o sintoma da própria estrutura (dor de ouvido, dor ao engolir, dor ao mastigar) e muda pouco ao mover o pescoço. Veja dor no pescoço e garganta e dor abaixo da orelha.

Nuca · coração disparado

Coração acelerado, ansiedade e pressão alta

Na crise de ansiedade e na dor forte, a nuca tensiona, o coração acelera e a pressão sobe; veja dor cervical e pressão arterial.

Como diferenciar pelo padrão

Mapa anatômico da musculatura das costas e pescoço com pontos-gatilho marcados em trapézio, levantador da escápula, romboides e eretores.
Localizar o ponto-gatilho que reproduz a queixa orienta o diagnóstico e afasta uma causa cardíaca.
Diferencial da dor no pescoço por padrão
Grupo / causaPadrão típicoO que fazer
Cardíaca (infarto, angina)Aperto ou peso ao esforço, com falta de ar, suor frio e náusea; não muda ao mover o pescoço; pode vir só na mandíbula ou no braço, esquerdo ou direitoEmergência: SAMU 192
Vascular (dissecção de aorta ou carótida)Dor súbita e intensa, dilacerante ou atípica, às vezes após esforço ou trauma; pálpebra caída, fala enrolada, fraqueza de um lado ou diferença de pulsoEmergência: SAMU 192
Esofágica / refluxoQueimação que sobe da boca do estômago, ligada a refeições e à posição deitada, com azia ou gosto ácidoDescartar o coração; investigar causa digestiva
Raiz nervosa (radiculopatia)Dor que desce pelo braço até dedos definidos, com formigamento e perda de força; pior à extensão e rotaçãoConsulta: exame de força e sensibilidade do braço; ressonância só se houver fraqueza ou se não melhorar
Musculoesquelética / miofascialDor surda ou rigidez, pior no fim do dia e com postura; reproduz-se ao mover e palpar; sem sintoma sistêmicoCuidados em casa por 1 a 2 semanas; consulta se não melhorar
Dor de origem cardíaca versus dor musculoesquelética
CaracterísticaOrigem cardíaca (referida)Origem musculoesquelética (mecânica)
GatilhoSurge ou piora ao esforço, estresse ou frio; alivia com repousoSurge ou piora com posturas, movimentos do pescoço e palpação
ReprodutibilidadeNão muda ao girar, estender ou apertar o pescoçoReproduz-se ao girar, estender e palpar a região: é mecânica
Sintomas associadosAperto no peito, falta de ar, suor frio, náusea, dor no braço esquerdo, direito ou nos doisRigidez, pontos dolorosos; alivia com calor e alongamento
Tempo e cursoContínua por mais de 10 minutos, intensa, com mal-estar; ou súbita e dilacerante na dissecçãoOscila ao longo do dia, varia com a posição, tende a melhorar em semanas

A dor muscular costuma mudar quando você move o pescoço ou aperta o ponto dolorido; a do coração segue igual, porque a fonte está longe do músculo. Ainda assim, nenhum critério isolado é à prova de falhas: com qualquer sinal de alerta, procure emergência, mesmo que a dor pareça muscular.

Marque o que você sente

  • Já fui ao pronto-socorro, o coração está bem e a dor continua
  • Dor no pescoço ou no peito que vem ao subir escada ou andar depressa e passa em minutos no repouso
  • Formigamento que desce até dedos definidos, sem perda de força
  • Dor na nuca com coração acelerado que se repete, sem dor no peito nem falta de ar
  • Dor que não melhorou em 1 a 2 semanas de cuidados em casa
  • Dor no peito, no pescoço ou na mandíbula com falta de ar, suor frio ou náusea por mais de 10 minutos
  • Aperto ou peso no peito que começa num esforço
  • Dor súbita e forte, em rasgo, no pescoço, no peito ou nas costas
  • Boca torta, fala enrolada, fraqueza de um lado ou pálpebra caída
  • Coração disparado com desmaio, falta de ar ou dor no peito

Nada marcado? Se a dor muda quando você gira, inclina ou aperta o pescoço, o mais provável é que venha do músculo. Calor local por 15 a 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia, pausas e movimento suave ajudam (veja compressa quente ou fria). Observe em casa por 1 a 2 semanas; sem melhora nesse prazo, marque consulta.

Marcou um ou dois? Marque consulta nos próximos 7 dias. Dor que vem no esforço e passa no repouso vai primeiro ao cardiologista, para o teste de esforço; coração acelerado que se repete pede clínico e eletrocardiograma; formigamento e dor que persiste vão ao fisiatra ou ao médico da dor.

Marcou item em destaque? Pronto-socorro agora ou ligue 192. Três ou mais, sem item em destaque? Consulta em 2 a 3 dias, começando pelo clínico ou pelo cardiologista: a soma de sinais pede olhar o coração antes do pescoço.

Sinais de alerta: chame o SAMU 192

Com qualquer um destes sinais, não espere: no infarto e na dissecção, cada minuto conta.

Emergência · chame o SAMU 192 agora

Procure socorro imediato se a dor no pescoço vier com

  • Dor, aperto, peso ou queimação no peito que pode subir para o pescoço, a mandíbula ou o ombro.
  • Dor irradiando para o braço esquerdo (às vezes para o direito ou para os dois braços) ou para a mandíbula.
  • Falta de ar, fôlego curto, suor frio, palidez, náusea ou vômito.
  • Dor que dura mais de 10 minutos ou volta em repouso.
  • Sintomas que começam ou pioram com esforço físico e melhoram com repouso.
  • Dor súbita, dilacerante ou em facada na nuca, no tórax ou nas costas, sobretudo após esforço ou trauma: pode ser dissecção arterial.
  • Dor lateral nova no pescoço com pálpebra caída, alteração da visão, boca torta, fala enrolada ou fraqueza de um lado: pode ser dissecção da carótida ou derrame (AVC).
  • Tontura ou sensação de desmaio, ou coração disparado e batimentos irregulares junto com falta de ar ou dor no peito.

Diante de qualquer um desses sinais, a conduta é uma só: ligue para o SAMU 192 ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Não espere a dor passar. Não dirija sozinho se houver alternativa. Não tome remédio por conta própria: um analgésico pode mascarar o quadro e atrasar o socorro, e o atendente do 192 orienta o que fazer até a ambulância chegar.

Da prática clínica

No consultório, a primeira coisa que se faz com uma dor cervical é tentar reproduzi-la: pedir para girar e estender o pescoço, inclinar a cabeça e pressionar o trapézio e a nuca. Quando a dor aparece e some com esses movimentos, e fica ligada à posição, o padrão fala a favor de origem mecânica. O sinal que muda a conduta é o oposto: dor que surge ao subir uma escada ou caminhar depressa, que vem com suor, falta de ar ou enjoo, e que não se reproduz ao apertar o pescoço. Esse padrão é do coração, e a avaliação passa a ser de emergência.

Como é avaliada

A avaliação tem uma ordem fixa: primeiro excluir as causas de risco de vida, só depois investigar a coluna. Ressonância da coluna não mostra o coração. Se a suspeita é cardíaca, os exames são eletrocardiograma e troponina, no pronto-socorro.

Pergunta-chave

Há algum sinal cardíaco ou vascular?

Sim

O caminho é o pronto-socorro. O eletrocardiograma e o exame de sangue do coração (troponina) mostram se há infarto; a tomografia dos vasos procura o rasgo na aorta ou na carótida.

Não

Afastado o perigo, investiga-se a origem cervical mecânica e o eventual componente de raiz nervosa.

Imagem da coluna

Pedir ressonância agora?

Reservada

Para déficit neurológico, suspeita de radiculopatia ou dor que persiste apesar do tratamento.

Em geral, não

Raramente é necessária nas primeiras semanas de uma dor mecânica sem sinais de alerta.

Coração descartado: e agora?

Infarto, angina instável e dissecção se tratam no hospital: a cardiologia reabre a artéria por angioplastia ou trombolítico, e a dissecção exige controle da pressão e avaliação cirúrgica vascular urgente. Diante desse padrão, o papel de quem tem a dor é reconhecer e ligar 192. No refluxo, trata-se a causa digestiva, com o coração já descartado.

Como avaliamos a dor que continua

Se o pronto-socorro afastou o coração e a dor continua, a próxima pergunta é de onde ela vem. Uma ressalva: se a dor aparece quando você sobe escada ou anda depressa e passa em minutos no repouso, o exame normal no pronto-socorro não encerra a questão. Marque o cardiologista para o teste de esforço antes de tratar o pescoço.

Na consulta, o fisiatra pede para você girar, estender e inclinar o pescoço e aperta o trapézio, o elevador da escápula e os músculos da nuca, procurando o ponto que reproduz a sua dor. Depois testa força, reflexos e sensibilidade do braço e faz a manobra de Spurling (inclinar a cabeça para o lado e pressionar de leve), que mostra se há uma raiz nervosa comprimida. Na maioria das vezes você sai com o diagnóstico e o plano, sem exame de imagem.

Quando o exame acha o ponto do músculo que reproduz a sua dor, o agulhamento seco pode começar na mesma consulta. A reabilitação é conduzida pelo fisioterapeuta da equipe, em atendimento individual, na própria clínica. Traga o eletrocardiograma e os exames do pronto-socorro.

Escada de tratamento

Liberado do pronto-socorro: em casa por 1 a 2 semanas

Calor local por 15 a 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia. Movimento suave do pescoço em todas as direções, sem forçar a dor, e pausa de tela a cada 45 minutos. Analgésico simples por poucos dias, se precisar. Suba de degrau se não melhorar em 1 a 2 semanas. Se a dor passar a vir no esforço, o caminho é o cardiologista.

Consulta, agulhamento no dia e fisioterapia: 4 a 8 semanas

Quando o exame acha o ponto que reproduz a sua dor, o agulhamento seco começa no dia da consulta, com 1 a 2 sessões por semana e reavaliação após 3 a 4 sessões. A fisioterapia, 1 a 2 vezes por semana, fortalece os músculos profundos do pescoço e os que seguram as escápulas; o fisioterapeuta ajusta a dose. A reavaliação do plano acontece entre 3 e 6 semanas. Se a dor persiste depois de 4 a 8 semanas, entram a infiltração do ponto-gatilho, a acupuntura e o laser de alta intensidade, no mesmo dia da consulta.

Rever o diagnóstico

Se a dor não cair até aí, voltamos ao diagnóstico e pedimos ressonância quando há fraqueza ou formigamento no braço. Se a dor passar a vir no esforço, o caminho é de volta ao cardiologista.

Agulhamento seco

É o tratamento que pode começar na mesma consulta, quando o exame acha o ponto que reproduz a sua dor. O passo a passo do trapézio está em dor no trapézio.

O que é
Agulha fina, sem medicação, inserida no ponto-gatilho do trapézio, do elevador da escápula ou dos músculos da nuca.
Como age
Provoca pequenas contrações locais que soltam a banda tensa e reduzem a dor que o músculo joga para a nuca, o ombro e a cabeça.
O que esperar
Alívio no mesmo dia ou em 24 a 72 horas; dor local leve por 1 a 2 dias; 1 a 2 sessões por semana, com reavaliação após 3 a 4, sempre junto com o exercício.
Indicação
Ponto que reproduz a sua dor quando pressionado, com o coração já descartado no pronto-socorro ou na consulta.
Limitações
Adia-se com anticoagulante fora de controle ou infecção na pele do local. Sem o exercício, o ponto tende a voltar.

Se a dor desce até os dedos com formigamento, o caso é de raiz nervosa e segue o plano descrito em dormência no braço. Remédio entra como apoio por poucos dias; o guia de remédios para dor explica cada um. Cirurgia de coluna quase nunca entra neste quadro; os critérios estão no guia de dor no pescoço.

Reconhecimento

Centro de Dor

Listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)

Centro de Tratamento por Ondas de Choque

Listado pela Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC)

Clínica listada

Listada pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)

Perguntas frequentes

Dor no pescoço do lado esquerdo tem relação com o coração?

Sozinho, o lado esquerdo costuma ser tensão muscular ou postura. Se a dor desce para o braço com formigamento e muda quando você mexe o pescoço, costuma ser um nervo do pescoço. Com aperto no peito, veja os sinais de alerta.

Dor no pescoço do lado direito pode ser infarto?

Pode. A dor do coração aparece mais à esquerda, mas pode ir para o lado direito do pescoço, para a mandíbula e para os dois braços. O lado não decide; decidem os sinais de alerta.

Dor no pescoço do lado esquerdo pode ser AVC?

Raramente, mas pode. A dissecção da carótida dá dor nova de um lado do pescoço e da cabeça, às vezes depois de manipular o pescoço. Boca torta, fala enrolada ou fraqueza de um lado: ligue 192.

Dor na nuca com coração acelerado, o que pode ser?

Com frequência é ansiedade ou dor forte, que tensionam a nuca e aceleram o coração. Com dor no peito, falta de ar, desmaio ou pressão de 180 por 120 ou mais, ligue 192. Se se repete, procure o clínico e faça um eletrocardiograma.

Dor nas costas ou na escápula pode ser infarto?

Pode. O infarto, e sobretudo a dissecção da aorta, pode doer entre as escápulas. Dor que não muda ao mexer o ombro, ou súbita e em rasgo, pede atenção aos sinais de alerta.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Atuação acadêmica e institucional
  • Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura
  • Professor Colaborador da Pós-Graduação em Dor da USP
  • Ex-membro da Câmara Técnica de Acupuntura do CREMESP
Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências4 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Gross A, Kay TM, Paquin JP, et al. Exercises for mechanical neck disorders. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2015;(1):CD004250.
  2. Blanpied PR, Gross AR, Elliott JM, et al. Neck Pain: Revision 2017. Clinical Practice Guidelines. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy. 2017;47(7):A1-A83.
  3. North American Spine Society. Diagnosis and Treatment of Cervical Radiculopathy from Degenerative Disorders: Evidence-Based Clinical Guidelines for Multidisciplinary Spine Care. NASS; 2011.
  4. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia.
Leitura 17 min

Não substitui o atendimento de emergência. Diante de sinais de alerta cardíacos, ligue para o SAMU 192 ou procure o pronto-socorro mais próximo, sem esperar para ver se a dor passa.

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