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Rigidez do cotovelo: porque acontece e como tratar

A rigidez do cotovelo é um sintoma de que há alguma alteração nessa articulação, por isso, é preciso ficar de olho. 

O cotovelo é a articulação que delimite o lugar da mão no espaço, do tipo dobradiça, permite uma grande variedade de movimentos e essencial para ações frequentes em nosso dia a dia. 

Quando há rigidez, ou seja, bloqueio na movimentação, tais ações ficam prejudicadas, o que acaba afetando a qualidade de vida da pessoa. 

São diversas as possíveis causas para o problema. Geralmente, quando isso acontece, há fibrose da cápsula, tecido que reveste a articulação. Dentre outras causas, podemos citar ainda esporões e deformidades ósseas. 

Quer saber mais sobre a condição? Continue acompanhando e entenda melhor o que é e porque acontece a rigidez do cotovelo, e saiba quais são os tratamentos indicados.

Rigidez do cotovelo é um quadro marcado pela limitação dos movimentos dessa articulação de diferentes maneiras e em diferentes níveis. 

O cotovelo é responsável por  flexionar, esticar, e rotacionar os braços, definindo assim o posicionamento das mãos. Quando tais movimentos são prejudicados, diversas atividades comuns do dia a dia são afetadas, dentre elas levar a mão à boca, escrever e realizar a higiene íntima.

Alguns casos são mais doloridos que outros, mas independente dos sintomas, é importante avaliar o que está acontecendo, já que o problema pode sinalizar uma possível lesão ou, ainda, a presença de doenças mais graves como a artrose.

Quais os tipos de limitações do cotovelo?

O cotovelo, quando saudável, movimenta-se a uma amplitude de 150°. No grau 0° encontra-se estendido (esticado), realizando movimento de flexão (dobra) até 150°. Algumas variações são comuns entre os indivíduos. 

Além do movimento de extensão e flexão, o braço é capaz de rotacionar. O cotovelo é responsável pela rotação do antebraço, realizada por meio dos movimentos de pronação e supinação, que pode chegar a 80°.

A limitação do movimento de extensão é a mais comum, impedindo que o paciente consiga esticar o cotovelo. Geralmente é causada pela contratura da cápsula articular anterior (na frente do cotovelo).

 O grau de alteação varia bastante, e nem todos eles precisam de tratamento. 

Movimentos de 30° a 130° de extensão e flexão são considerados aceitáveis, bem como de 50° de pronação e supinação, já que permitem a realização de atividades diárias sem grandes prejuízos.

Mesmo nesses casos, o paciente pode optar por tratar a rigidez do cotovelo, o que depende muito da sua atividade e expectativa.

Existem diversas possíveis causas para a rigidez do cotovelo.

O que pode causar rigidez do cotovelo?

O cotovelo é uma articulação muito utilizada, o que explica sua propensão à rigidez.  Existem diversas possíveis causas para a rigidez do cotovelo, até por isso, é tão importante ficar de olho nos sintomas e procurar ajuda médica para identificar o que está acontecendo. 

Veja abaixo alguns exemplos: 

  • Traumas 
  • Luxação do cotovelo
  • Prática inadequada de algum esporte
  • Falta de alongamentos
  • Imobilização prolongada
  • Artrose (degeneração da cartilagem)
  • Artrose secundária (artrite reumatoide)

É essencial o conhecimento da causa da limitação dos movimentos articulares para um tratamento efetivo. O médico irá avaliar a fundo o caso ao fazer o diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico?

Como vimos, é muito importante entender o que está causando a rigidez do cotovelo para recuperação total da funcionalidade da articulação e, como consequência disso, da qualidade de vida do paciente. 

Sendo assim, mediante qualquer indício de limitação na movimentação articular deve-se procurar por médico de confiança. Jamais tente fazer o seu tratamento sozinho. 

O processo diagnóstico envolve anamnese, exame físico e exames complementares. 

Durante a anamnese o médico irá perguntar sobre o histórico de saúde do paciente, identificando possíveis lesões anteriores, dores e demais queixas. Serão avaliados ainda hábitos e vícios, e tudo o que possa ter alguma relação com o problema apresentado. 

O exame físico também é importante. Normalmente é realizada uma a comparação com o cotovelo contra-lateral para quantificar a perda de amplitude articular. Além disso, em casos de rigidez, é comum a identificação de perda muscular. 

Quanto aos exames de imagem, os mais pedidos são:

  • Raio X: evidencia alterações ósseas que podem ser causadas por fraturas, artrose, ossificações ligamentares, calcificações periarticulares, etc. 
  • Tomografia computadorizada: contribui com mais informações acerca da anatomia óssea, identificando, por exemplo, corpos livres e osteófitos. 
  • Ressonância magnética: permite avaliar todas as partes moles adjacentes à articulação.

Tratamento para rigidez do cotovelo

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Após diagnosticar a causa da condição, o médico também fará o direcionamento do tratamento, que varia bastante de caso a caso. Vamos aos principais métodos recomendados. 

Alongamentos

Os alongamentos, por mais simples que pareçam, são a base do tratamento da rigidez do cotovelo. É importante, contudo, que sejam realizados da maneira correta. Se possível, procure orientação profissional. 

Você pode fazer alongamentos leves, realizados de forma padronizada diversas vezes ao dia. São menos dolorosos que a manipulação forçada. 

Órteses

As órtoses são essenciais no tratamento do problema, contribuindo para o alongamento das partes moles que compoem a articulação. Elas podem ser estáticas, ou seja, não permitir movimento, ou dinâmicas, permitindo alguma movimentação. 

Estudos já comprovaram um ganho médio de 40° na amplitude de movimento do cotovelo com uso das órteses. 

CPM

Continuous passive motion, ou CPM, é um método de movimentação lenta e progressiva através de uma máquina. 

Geralmente esse tratamento é recomendado após liberações cirúrgicas, com o objetivo de reduzir o risco de fibrose e de novas contraturas. 

Uma ótima alternativa para pessoas com rigidez do cotovelo, possui baixo risco e poucas complicações, porém, faltam evidências na literatura médica de sua maior eficiência quando comparada aos alongamentos manuais isolados.

Tratamento cirúrgico

Quando o tratamento conservador falha, o que requer que ele seja mantido por no mínimo 4 meses, tempo necessário para avaliar sua eficiência, a cirurgia pode ser o caminho. O tratamento cirúrgico também é a melhor opção para pessoas que sofrem com deformidades ósseas e articulares ou artrose avançada. 

Diante da indicação da cirurgia, é necessário então avaliar qual a melhor técnica para cada paciente. Existe diversos tipos de procedimentos, que devem ser escolhidos de acordo com seu risco-benefício. 

Veja a seguir quais são os métodos mais recomendados. 

Artroscopia

A artroscopia é uma dos procedimentos mais realizados para liberação da rigidez do cotovelo ao realizar a liberação das contraturas das partes moles. 

Embora a técnica seja seguro e efetiva, não é recomendada para casos de artrose ou deformidades articulares, pois gera resultados pouco satisfatórios. 

Liberação aberta

A liberação aberta é uma cirurgia mais complexa do que a descrita anteriormente, mas que também é eficaz para o ganho de movimento. É essencial que a reabilitação pós-operatória seja intensiva para redução do risco de recidiva. 

Artroplastia de interposição

Quando a rigidez está associada a perda de cartilagem, em especial em casos de pessoas mais jovens e ativas, a artroplastia de interposição passa a ser a melhor opção. 

O procedimento consiste em revestir a cartilagem degenerada utilizando um tecido de outras partes do corpo do próprio paciente ou de doares criando uma superfície deslizante. 

Se trata de uma técnica completa, com certo risco de complicações, porém, seus resultados são satisfatórios em pelo menos 70% dos casos. 

Artroplastia (prótese)

Na artroplastia é feita a substituição da cartilagem do cotovelo por um implante metálico. O procedimento pode ser realizado apenas na cabeça no rádio, o osso mais lateral do antebraço, se tornando menos complexo, ou em ambos os ossos, rádio e una, quando recebe o nome de artroplastia total. 

Geralmente essa técnica é indicada para pessoas com grave artrose ou deformidade articular.

Como prevenir?

Não existe uma fórmula para evitar a rigidez do cotovelo. Contudo, existem sim alguns hábitos que podem afastar o risco de desenvolver o problema, o principal dentre eles é o hábito de se alongar. 

Os alongamentos são essenciais ao tratamento da rigidez do cotovelo, mas também são úteis em sua prevenção. Sendo assim, crie o hábito de alongar diariamente, não somente antes e depois de atividades físicas, mas também ao acordar e antes de dormir

Essa esticadinha nas articulações ajuda na prevenção de diversos problemas articulares, alguns deles muito mais graves do que a rigidez. 

É crucial também que você trabalhe o fortalecimento da musculatura corporal incluindo atividades físicas em seu dia a dia, o que contribui para a saúde articular. 

Além disso, faça acompanhamento médico. Profissionais da medicina esportiva, por exemplo, podem te ajudar a prever complicações e a minimizar os riscos. 

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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