CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Agendar avaliação
Tratamentos · Terapia adjuvante da dor

Ventosaterapia e seus benefícios: para que serve e como funciona

A ventosaterapia (cupping) usa copos que criam sucção sobre a pele com a proposta de aliviar a dor miofascial e relaxar a musculatura do pescoço, dos ombros e das costas.

Resposta direta
  • Para que serve a ventosaterapia? Para dor e tensão musculares no pescoço, nos ombros e nas costas: a sucção puxa pele e fáscia, pode melhorar o deslizamento dos tecidos e dar alívio de curto prazo, de dias a poucas semanas, como parte de um plano com exercício e, quando indicado, acupuntura.
  • Antes de fazer: a técnica tem contraindicações claras, sobretudo o uso de anticoagulantes (remédios que afinam o sangue), a pele lesada no local e a gravidez. Nesses casos, converse com o médico antes.
  • As marcas roxas (equimoses) na pele são esperadas, benignas e desaparecem em dias, no máximo em cerca de duas semanas.
  • Quando rever: faz mais sentido somada ao exercício e à reabilitação. Se depois de 3 a 4 sessões a dor não mudou, o plano é revisto.
4,9Google5,0Doctoralia

40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação médica

Agende uma avaliação com a nossa equipe médica. Diagnóstico e tratamento especializado, em São Paulo.

Atendimento particular · muitos planos reembolsam a consulta: veja como funciona.

O que é a ventosaterapia

Duas ventosas de vidro aplicadas sobre as costas de uma pessoa, com a pele sugada para dentro de um dos copos e a mão do terapeuta ao lado.
O vácuo dentro do copo eleva a pele e os tecidos, criando a sucção que define a técnica da ventosaterapia.

A ventosaterapia, também escrita como ventosa terapia ou ventosoterapia e conhecida internacionalmente como cupping, é uma técnica milenar em que copos (as ventosas) são aplicados sobre a pele. Dentro do copo se cria uma pressão negativa, uma sucção, que puxa a pele e os tecidos logo abaixo para dentro da ventosa.

Essa sucção pode ser obtida de duas formas, e ambas seguem em uso na prática clínica:

  • Ventosa de fogo. Uma chama aquece o ar dentro do copo por um instante; ao encostar na pele, o ar resfria e contrai, e esse resfriamento gera o vácuo.
  • Ventosa com bomba manual. Um copo com válvula é acoplado a uma bomba que aspira o ar, o que permite graduar a sucção com precisão e sem uso de chama.

A escolha entre elas depende da região tratada, da intensidade desejada, da tolerância e da preferência técnica.

A ventosaterapia faz parte de um conjunto maior de técnicas da medicina tradicional chinesa, ao lado da acupuntura, e hoje é usada também em um contexto musculoesquelético, como recurso de terapia manual sobre os tecidos moles. Trata-se de um adjuvante, um recurso que soma a um plano de tratamento e que rende melhores resultados quando combinado a outras frentes de cuidado.

As ventosas de que falamos aqui são de uso terapêutico sobre a musculatura e a fáscia, a película fina que envolve cada músculo. A ideia de que a sucção “retira toxinas” do corpo é uma explicação popular que a fisiologia não sustenta. O que a ventosa faz é um estímulo mecânico local sobre o tecido, e é a partir desse estímulo que se discutem os mecanismos de alívio da dor.

Equipe da clínica reunida em congresso do CREMESP
Equipe médica Equipe da clínica em congresso do CREMESP

Tipos de ventosaterapia e como cada técnica é aplicada

A ventosaterapia não é uma técnica única. O termo agrupa variações que diferem em três eixos: como o vácuo é gerado (fogo ou bomba mecânica), se o copo fica parado ou em movimento, e se a pele permanece íntegra ou é puncionada. Essas escolhas mudam o estímulo aplicado ao tecido, o perfil de risco e a exigência de biossegurança.

Tipos de ventosaterapia e como diferem
TipoComo é feitaBarreira da pele
Ventosa seca estáticaCopo fixado por sucção sobre o ponto e mantido parado por alguns minutosÍntegra
Ventosa deslizanteÓleo na pele e copo sob sucção leve deslizado pela musculaturaÍntegra
Ventosa a fogoChama aquece o ar do copo de vidro; o vácuo se forma ao esfriarÍntegra (risco de queimadura)
Ventosa a vácuo mecânicoBomba manual em copo de plástico ou silicone, com sucção graduávelÍntegra
Ventosa molhada (com punção)Pequenas picadas na pele antes da sucção, que puxa um pouco de sangueRompida (risco de infecção; exige material estéril e descartável)

Este texto trata das formas secas, as mais usadas na dor muscular. A ventosa molhada rompe a pele e soma o risco de infecção.

Ventosa seca estática

O que é
A forma mais usada na dor musculoesquelética. Um ou vários copos são fixados por sucção sobre bandas musculares tensas e pontos-gatilho, em regiões como o trapézio superior, o elevador da escápula, a musculatura ao lado da coluna no pescoço e na lombar, e mantidos parados por cerca de cinco a quinze minutos.
Como age
A pressão negativa eleva e separa as camadas de pele, tecido subcutâneo, fáscia e músculo, em sentido oposto ao da compressão da maioria das terapias manuais. Postula-se que essa descompressão solte a interface entre fáscia e músculo e reduza a tensão na banda muscular; é uma hipótese plausível, ainda sem demonstração direta. O puxão na pele também estimula nervos de tato e pressão, que ajudam a abafar o sinal de dor.
O que esperar
Sensação de pressão ou puxão firme, raramente dolorosa; marcas circulares que surgem na hora e somem em dias. O alívio, quando ocorre, tende a ser de curto prazo, por isso ela entra somada a outro tratamento.
Indicações
Componente miofascial localizado da dor cervical e lombar, somada ao exercício e à reabilitação.
Limitações
Efeito modesto e pouco duradouro; bolhas se a sucção for excessiva; contraindicada sobre pele lesada e com cautela em anticoagulação (ver «Segurança e contraindicações»).

Ventosa deslizante

O que é
Também chamada de massagem com ventosa. Aplica-se óleo na pele e o copo, sob sucção mais leve, é deslizado ao longo da musculatura, cobrindo áreas maiores como toda a faixa ao lado da coluna.
Como age
Soma à tração da sucção um deslizamento entre as camadas do tecido, parecido com uma liberação miofascial feita com instrumento. Postula-se mobilização da fáscia e estímulo da circulação local; o ganho medido nos estudos permanece modesto.
O que esperar
Sensação de massagem profunda, em geral bem tolerada; vermelhidão espalhada mais do que marcas circulares bem definidas.
Indicações
Tensão muscular difusa em regiões extensas, quando se prefere um estímulo móvel ao estático.
Limitações
Mesmas cautelas da ventosa seca; requer pele íntegra e lubrificada para o deslize seguro.

Ventosa a fogo e ventosa a vácuo mecânico

Duas formas de gerar a mesma sucção. Na ventosa a fogo, método tradicional, uma chama aquece por um instante o ar dentro de um copo de vidro; ao encostar na pele e esfriar, o ar se contrai e cria o vácuo. Na ventosa a vácuo mecânico, mais usada em consultório, uma bomba manual acoplada a copos de plástico ou silicone aspira o ar, permitindo graduar a intensidade com precisão e sem fogo.

O estímulo mecânico sobre o tecido é, na prática, equivalente entre os dois métodos, com resultado clínico semelhante; muda a segurança. O método mecânico oferece controle fino da sucção e dispensa a manipulação de chama perto da pele. O método a fogo adiciona risco de queimadura cutânea, descrito entre os eventos adversos da técnica e evitável com o vácuo mecânico.

Ventosa, acupuntura e agulhamento seco na mesma sessão

A ventosa raramente é aplicada de forma isolada. Na dor miofascial, ela costuma ser combinada, na mesma sessão ou no mesmo ciclo, com a acupuntura, a eletroacupuntura e o agulhamento seco. A diferença prática está no tipo de estímulo: a ventosa puxa e descomprime a superfície miofascial de forma difusa, enquanto a agulha atua de forma dirigida no ponto que dói. Como cada uma entra no plano está em «Onde a ventosa entra no plano de tratamento».

Em uma frase

Na dor musculoesquelética do dia a dia, a ventosa seca ou deslizante, por vácuo mecânico, é o que faz mais sentido como adjuvante. A ventosa a fogo agrega risco de queimadura sem ganho adicional, então o vácuo mecânico costuma ser a escolha preferível.

Como funciona: o mecanismo proposto

Terapeuta de jaleco branco aquece o interior de um copo de vidro com uma chama em pinça antes de aplicá-lo nas costas da paciente.
Na ventosa de fogo, a chama consome o oxigênio do copo e gera o vácuo que adere o vidro à pele ao esfriar.

A ventosaterapia age por um estímulo mecânico sobre a pele e os tecidos moles, e há boas hipóteses sobre como essa sucção alivia a dor miofascial.

A primeira hipótese é o efeito sobre a fáscia e os tecidos moles. A sucção levanta e separa as camadas da pele, da fáscia e do músculo, em um movimento oposto ao da maioria das técnicas manuais, que comprimem. Postula-se que essa descompressão mobilize a fáscia, reduza aderências e diminua a tensão nas bandas musculares e nos pontos-gatilho, com efeito parecido ao de uma liberação miofascial feita por outras vias.

A segunda hipótese é o aumento local da circulação. A pressão negativa atrai sangue para a região tratada, o que explica, inclusive, as marcas arroxeadas. Esse afluxo poderia favorecer três coisas: a oxigenação local, a remoção de resíduos do metabolismo do músculo e um ambiente menos propício à perpetuação da dor. É uma explicação coerente para parte do alívio percebido.

A terceira hipótese é o efeito sobre os nervos da dor. O estímulo intenso da pele e dos tecidos profundos ativa nervos de tato e pressão que, na medula, competem com o sinal doloroso; é o mesmo motivo pelo qual esfregar o lugar que bateu alivia. O corpo também pode liberar substâncias analgésicas próprias, efeito que a ventosa compartilha, em parte, com a acupuntura e o agulhamento seco. Há ainda o efeito de relaxamento associado ao toque e à atenção terapêutica, que contribui para o alívio percebido.

Nenhuma dessas hipóteses está provada por completo. Os estudos medem o resultado: em pessoas com dor crônica no pescoço e na lombar, o alívio aparece, é modesto e de curto prazo, em pesquisas ainda pequenas.

Benefícios da ventosaterapia

Bem indicada, a ventosaterapia oferece benefícios reais como parte do cuidado da dor miofascial. O principal é o alívio da dor de curto prazo, sobretudo na dor cervical e na dor lombar de componente muscular, acompanhado da redução da tensão nas bandas musculares e nos pontos-gatilho. Na prática, os benefícios são estes:

  • Menos dor no pescoço e nas costas por dias a poucas semanas. É o benefício com mais estudos.
  • Menos sensação de músculo travado, o que facilita mexer e fazer os exercícios.
  • Relaxamento durante e logo depois da sessão, como muitas pessoas descrevem.
  • Baixo risco nas formas secas, respeitadas as contraindicações.

Celulite, retenção de líquido, emagrecimento e “limpeza do sangue” aparecem em muitos sites como benefícios, sem estudos que os sustentem.

Esses ganhos aparecem com mais clareza quando a ventosa é usada como adjuvante, somada ao exercício, à reabilitação e a técnicas como a acupuntura e o agulhamento seco. Ela prepara o terreno e melhora o conforto para que a pessoa avance na reabilitação, que é o que sustenta o resultado ao longo do tempo.

Mito

“A ventosaterapia desintoxica o corpo, tira o sangue ruim e resolve a dor nas costas de vez.”

Fato

A ventosa não remove toxinas. Ela oferece alívio da dor miofascial e relaxamento como adjuvante, somada ao tratamento de base.

O que a cor da marca significa

A cor da marca não mede o quanto a área estava “ruim” nem o quanto o tratamento funcionou. A intensidade do roxo depende de fatores mecânicos e individuais:

  • a força e o tempo de sucção aplicados;
  • a fragilidade dos capilares e a espessura da pele;
  • o uso de medicamentos que afinam o sangue.

Marca mais escura significa, sobretudo, que mais capilares superficiais se romperam ali. Por isso buscar marcas intensas não traz mais benefício: só aumenta o desconforto e o risco de bolha.

O que esperar da sessão e as marcas na pele

Costas de uma nadadora mostrando várias marcas circulares avermelhadas deixadas pela aplicação das ventosas.
As marcas circulares avermelhadas são temporárias e desaparecem em alguns dias, sinal esperado após a sessão.

Uma sessão de ventosaterapia seca ou deslizante costuma durar de poucos a cerca de quinze minutos por região e é, em geral, bem tolerada. A sensação é de uma pressão ou puxão firme na pele, às vezes com leve ardência, raramente dolorosa. Na ventosa deslizante, soma-se a sensação de uma massagem profunda. A maioria das pessoas descreve a experiência como relaxante.

A consequência mais visível são as marcas arroxeadas circulares que aparecem onde os copos foram aplicados. Essas marcas são esperadas e benignas. Elas são equimoses, ou seja, pequenos extravasamentos de sangue dos vasos superficiais provocados pela sucção. A cor varia conforme a intensidade aplicada e a circulação local. Elas costumam desaparecer sozinhas em alguns dias a até cerca de duas semanas, mudando de tom como um hematoma comum, sem necessidade de tratamento.

Quem não pode ficar com marcas visíveis por motivos pessoais ou profissionais deve avisar antes da sessão: dá para ajustar a intensidade ou preferir outra técnica. Como qualquer recurso adjuvante, a ventosa é avaliada pela resposta: se ajuda no alívio e permite avançar a reabilitação, mantém-se por algumas sessões; se não traz benefício, o plano é revisto, sem insistência. O alívio, quando ocorre, tende a ser de curto prazo, o que reforça a necessidade de um tratamento de base que sustente o resultado.

Depois da sessão: o que é normal e quando avisar

Na hora

Marcas e pele quente

Círculos vermelhos a roxos onde ficaram os copos, com a pele quente e um pouco sensível.

1 a 2 dias

Sensibilidade leve

Dor leve no local, parecida com a de um treino. A rotina e os exercícios seguem normalmente.

Até 2 semanas

As marcas clareiam

Passam do roxo ao esverdeado e ao amarelado, como um hematoma comum, e somem sem tratamento.

Quando avisar

Sinais fora do esperado

Bolha, ferida aberta, dor que aumenta depois do 2º ou 3º dia, vermelhidão quente que se espalha ou marca que não clareia em 3 semanas.

Da prática clínica

Quem procura a ventosa raramente chega por causa dela em si: chega depois de ter visto as marcas em atletas ou nas redes, ou trazendo uma dor cervical e lombar antiga em busca de alívio rápido. É comum a expectativa de que a sucção “puxe para fora” algo que estaria preso, a tensão, o “sangue ruim”, as toxinas. Faz parte da consulta desfazer com cuidado essa ideia, respeitando a busca da pessoa: a marca é mecânica, e isso costuma surpreender quem vinha medindo o resultado pela cor do roxo.

Onde a ventosa de fato ajuda, na nossa leitura, é como camada de conforto no componente miofascial difuso, sobretudo na musculatura ao lado da coluna e no trapézio, quando somada ao exercício e a técnicas de agulha. Onde ela é mais vendida do que entrega é como tratamento isolado, como promessa de resolver hérnia, ciática ou causas estruturais, ou quando a intensidade é elevada só para deixar marca. O que surpreende boa parte dos pacientes é descobrir que o recurso de maior valor para a dor miofascial costuma ser a agulha, e que a sessão mais útil é em geral a menos espetacular. Diante de uma dor que não cede, o passo seguinte é reavaliar o diagnóstico e o plano de base.

Segurança e contraindicações

A ventosaterapia, nas formas secas, é de baixo risco quando bem indicada. Ainda assim, não é para todos, e algumas situações exigem cautela ou contraindicam a técnica.

Contraindicações e cautelas · avalie com o médico

A ventosaterapia deve ser evitada ou repensada quando há

  • Uso de anticoagulantes ou antiagregantes, ou distúrbios de coagulação, pelo risco aumentado de hematomas e sangramento.
  • Pele lesada, ferida, inflamada, com infecção, dermatite, queimadura ou sobre lesões de pele de natureza indefinida.
  • Sobre tromboses, varizes importantes, áreas de fragilidade vascular ou regiões com circulação comprometida.
  • Gravidez (sobretudo abdome e parte baixa das costas) e sobre ossos salientes, sem indicação e avaliação específicas.
  • Diabetes com fragilidade cutânea, uso de corticoide, imunidade baixa ou qualquer condição que prejudique a cicatrização.
  • Febre, infecção ativa, fraqueza importante, ou pele com pouca sensibilidade na área a ser tratada.

O método a fogo, por envolver chama perto da pele, adiciona um risco de queimadura que o vácuo mecânico evita; eventos adversos mais sérios são raros e, em geral, ligados à técnica inadequada. Efeitos colaterais leves e transitórios podem ocorrer mesmo nas formas secas: além das marcas, dor leve no local, sensibilidade cutânea por um a dois dias e, raramente, pequenas bolhas se a sucção for excessiva ou prolongada. Respeitar as contraindicações e ajustar a intensidade é o que mantém a ventosa segura.

Assista: Ventosaterapia: entenda a técnica adotada por atletas da Olimpíada como Michael Phelps

Onde a ventosa entra no plano de tratamento

Médico de jaleco branco segurando dois copos de ventosa de vidro de tamanhos diferentes, com cartaz de pontos do corpo ao fundo.
Copos de calibres distintos permitem ajustar a sucção à região tratada dentro de um plano individualizado.

A ventosaterapia tem mais valor quando ocupa o lugar certo: o de um recurso adjuvante, somado a um plano de tratamento individualizado e sem cirurgia da dor musculoesquelética. Ela não é o eixo do tratamento e não substitui a base ativa. Pensar nela isoladamente é o erro mais comum, e o que mais frustra expectativas. A seguir, como ela se encaixa entre as demais frentes que a clínica utiliza.

Consulta e diagnóstico

Entender a origem da dor (músculo, nervo ou articulação) e conferir o que impede a ventosa. O diagnóstico orienta quais recursos somam ao caso.

Exercício e reabilitação

A base do plano, desde o início: fortalecimento progressivo e mobilidade com o fisioterapeuta, 1 a 2 vezes por semana, por 4 a 8 semanas; os degraus seguintes entram junto dele.

Alívio para conseguir se exercitar

Nas semanas de mais dor, a ventosa, feita na clínica, pode somar conforto ao exercício, assim como a acupuntura. Rever após 3 a 4 sessões; se não ajudou, sai do plano.

Agulha no ponto-gatilho

Ponto-gatilho ativo no exame, ou que não cede: agulhamento seco e, se resistir, infiltração com anestésico local no mesmo ponto.

Exercício e reabilitação: a base que sustenta o resultado

É a intervenção mais importante e segura na dor cervical e lombar, e o eixo de todo o resto. O foco é o fortalecimento progressivo e o controle do movimento, para que a pessoa recupere a função e tolere a carga do dia a dia. A reabilitação ativa é o que dá durabilidade ao alívio; recursos como a ventosa preparam o terreno e ajudam no conforto.

Na clínica, o fisioterapeuta conduz o programa, um paciente por sala, e ajusta a carga a cada etapa. O tema é detalhado no guia de tratamento da lombalgia ou dor lombar.

Acupuntura e eletroacupuntura

É a parente próxima da ventosa dentro da mesma tradição, e as duas compartilham parte da forma de aliviar a dor. Na prática, quando o paciente procura a ventosa atraído pela origem chinesa da técnica, é comum apresentar também a acupuntura, que pode ajudar a reduzir a dor no pescoço, na lombar e a dor de cabeça, com baixo risco. Para quem busca entender melhor esse recurso, há a página acupuntura funciona.

Agulhamento seco e infiltração de pontos-gatilho

Na mesma sessão, costumamos preferir a agulha à ventosa quando a dor é claramente miofascial. O agulhamento seco insere uma agulha fina diretamente na banda tensa e no ponto-gatilho e provoca a resposta de contração local, um espasmo breve e involuntário do feixe muscular, com efeito analgésico local. É um estímulo dirigido ao ponto que dói, enquanto a sucção da ventosa atua de forma mais difusa sobre a superfície miofascial. Quando o ponto-gatilho é resistente ao agulhamento e à terapia manual, a infiltração com anestésico local no mesmo ponto ajuda a interromper o ciclo dor-espasmo-dor.

Os detalhes estão nas páginas de agulhamento seco e de infiltração de ponto-gatilho. Para a dor miofascial, é frequentemente entre essas técnicas de agulha que está o maior ganho clínico; a ventosa entra como camada de conforto.

Comparando o lugar de cada recurso

Nenhum desses recursos substitui o exercício; eles somam conforme o quadro de cada pessoa.

Onde cada recurso se encaixa na dor miofascial
RecursoPara que servePapel no plano
Exercício e reabilitaçãoBase do plano: força, controle motor, funçãoEixo do tratamento
Acupuntura / eletroacupunturaAlívio da dor pelo estímulo dos nervosRecurso complementar consolidado
Agulhamento secoDesativar pontos-gatilho miofasciaisDirecionado ao ponto-gatilho
VentosaterapiaAdjuvante para alívio de curto prazo da dor miofascialCamada de conforto e alívio

A ventosaterapia pode ser uma camada útil de conforto e alívio de curto prazo para quem tem dor miofascial cervical ou lombar, desde que somada ao que de fato muda o curso do problema.

Como avaliamos aqui

Na consulta, o médico procura de onde vem a dor. Aperta o alto dos ombros, a base do pescoço e a musculatura ao lado da coluna atrás de faixas tensas e pontos-gatilho que reproduzam a sua dor. Testa força, sensibilidade e reflexos para afastar um nervo comprimido e confere se há algo que contraindique a ventosa: remédio que afina o sangue, pele lesada no local ou gravidez. Quando há ponto-gatilho ativo, o agulhamento seco ou a acupuntura podem começar no mesmo dia da consulta.

A ventosa, quando indicada, é feita na clínica como complemento dessas sessões. O plano é revisto em 3 a 6 semanas.

Referência reconhecida em dor

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

Para que serve a ventosaterapia?

A ventosaterapia serve, na prática clínica, como recurso adjuvante no alívio de curto prazo da dor miofascial, sobretudo cervical e lombar. Copos com sucção mobilizam pele, fáscia e músculo. Faz mais sentido somada ao exercício, à reabilitação e a técnicas como a acupuntura.

Quais são os benefícios da ventosaterapia?

Os principais benefícios são a redução da dor de curto prazo e o alívio da tensão muscular, como adjuvante, além de uma sensação de relaxamento durante e após a sessão. O alívio dura de dias a poucas semanas; o tratamento de base é o que sustenta o resultado.

As marcas roxas da ventosa são perigosas?

Não. As marcas arroxeadas circulares são esperadas e benignas: pequenos extravasamentos de sangue dos vasos superficiais provocados pela sucção. Costumam desaparecer sozinhas em alguns dias a cerca de duas semanas, mudando de cor como um hematoma comum, sem necessidade de tratamento. Bolha ou ferida no local pede aviso.

A ventosaterapia dói?

Em geral, não. A sensação é de pressão ou puxão firme na pele, às vezes com leve ardência, raramente dolorosa. Na ventosa deslizante, soma-se a sensação de uma massagem profunda. Pode haver leve sensibilidade no local por um a dois dias após a sessão. Se a sucção incomodar, peça para reduzir a intensidade.

Quantas sessões de ventosaterapia são necessárias?

Não há um número fixo. Na dor muscular, a ventosa entra por algumas sessões, junto do exercício. Se depois de 3 a 4 sessões a dor não mudou, ela sai do plano e o diagnóstico é revisto.

Quem não pode fazer ventosaterapia?

Deve-se evitar ou avaliar com cautela em pessoas que usam anticoagulantes ou têm distúrbios de coagulação, sobre pele lesada, ferida, inflamada ou infectada, sobre tromboses e varizes importantes, na gravidez sem indicação específica e em quadros que prejudicam a cicatrização. A avaliação médica define o que é seguro no seu caso.

Ventosaterapia funciona para dor nas costas?

A ventosaterapia pode aliviar a dor lombar e cervical de curto prazo quando usada como adjuvante. Ela ajuda no conforto enquanto o tratamento de base, o exercício e a reabilitação, faz o trabalho de fundo. Sozinha, ela não resolve causas estruturais como a hérnia de disco.

Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Atuação acadêmica e institucional
  • Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura
  • Professor Colaborador da Pós-Graduação em Dor da USP
  • Ex-membro da Câmara Técnica de Acupuntura do CREMESP
Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Leitura 18 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual.

Sem comentários

Deixe o seu comentário.

Equipe médica · Jardim Paulista · 40+ anos

Centro de Tratamento de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica.

Quatro décadas de medicina da dor não cirúrgica, tudo em um só endereço:

Na mídia Globo Folha de S.Paulo Estadão UOL Band SBT IstoÉ ESPN Vogue Marie Claire TV Gazeta