Dor nas costas em mulheres: o que pode ser e quando investigar
A dor nas costas na mulher tem as mesmas origens que em todos (mecânica, discal, facetária, sacroilíaca), mas soma causas próprias: osteoporose e fratura vertebral na pós-menopausa, gravidez e pós-parto, dor pélvica referida da endometriose e do ciclo. O que aponta a causa é o padrão da dor.
- A maioria das dores nas costas na mulher é mecânica e benigna (sobrecarga, ponto-gatilho, disfunção facetária ou sacroilíaca), mas o corpo feminino soma causas próprias que mudam a conduta.
- O que diferencia a causa é o padrão: dor que desce com formigamento sugere raiz nervosa; dor súbita após esforço banal na pós-menopausa sugere fratura por osteoporose; dor lombar baixa amarrada ao ciclo sugere causa ginecológica referida.
- Dor de início súbito na mulher madura, dor que não cede com repouso, febre, perda de peso, história de câncer ou alteração de esfíncteres são bandeiras vermelhas e pedem avaliação sem demora.
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Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.
As grandes origens da dor nas costas na mulher
A dor nas costas na mulher quase nunca tem causa única. Ela costuma somar uma origem mecânica de fundo a um fator próprio da fase de vida, e o que aponta a causa não é o exame de imagem, é o padrão: onde dói, o que melhora, o que piora e o que veio junto.
Para raciocinar com clareza, vale agrupar as causas por sistema de origem. A maioria é musculoesquelética: sobrecarga, ponto-gatilho miofascial, disfunção facetária ou sacroilíaca, quadros que respondem a movimento e fortalecimento. Uma parcela é discal e radicular: a hérnia que comprime uma raiz e desce pela perna, ou a estenose do canal que dói ao caminhar. Há a frente óssea, dominada na mulher madura pela osteoporose e pela fratura vertebral por compressão, silenciosa até fraturar.
Há as causas próprias do corpo feminino, ligadas ao ciclo, à gravidez e ao pós-parto. Há a dor referida de vísceras pélvicas e do trato urinário, que se sente nas costas mas nasce fora delas. E há a dor sistêmica e de sensibilização central, como a fibromialgia. Por fim, separadas de tudo, estão as bandeiras vermelhas: fratura, infecção, tumor e compressão da cauda equina, raras, mas que mudam tudo.
Causas mecânicas e musculares
É o grupo mais comum e o mais benigno. A dor nasce de sobrecarga, de tensão muscular e de disfunção das articulações da coluna, costuma piorar com posição mantida e melhorar com movimento, e raramente desce além do joelho. Os quadros abaixo respondem bem a movimento e fortalecimento.
Lombalgia mecânica inespecífica
Dor na lombar baixa por sobrecarga dos músculos, ligamentos e discos, sem uma lesão única que a explique. Piora ao ficar muito tempo sentada ou em pé na mesma posição e alivia ao mudar de posição e caminhar. É a causa mais frequente e a de melhor prognóstico.
Síndrome miofascial e ponto-gatilho
Nó doloroso numa banda tensa do quadrado lombar, dos glúteos ou do piriforme. O ponto-gatilho do quadrado lombar imita a lombalgia baixa e a dor sobre a crista ilíaca; o do glúteo médio refere para a face lateral do quadril e se confunde com bursite. A pressão sobre o ponto reproduz a dor.
Disfunção e síndrome facetária
Dor das pequenas articulações posteriores da coluna (facetas). Piora ao estender o tronco para trás e ao girar para o lado doloroso, costuma ser mais localizada e melhora ao fletir para frente. Comum com o avanço da idade e a espondilose.
Disfunção sacroilíaca
Dor sobre a articulação que liga o sacro ao ilíaco, sentida na nádega e na transição lombossacra, em geral de um lado. Piora ao subir escadas, ao passar de sentada para de pé e ao apoiar o peso numa perna só. Frequente na gravidez e no pós-parto pela frouxidão ligamentar.
Dor dorsal e cervical postural
Dor na região entre as escápulas e na transição cervicotorácica, ligada à postura à frente do computador, do celular e durante a amamentação. Piora ao longo do dia e com a permanência na mesma posição, e melhora com pausas, alongamento e fortalecimento do dorso.
Hipercifose postural
Acentuação da curva torácica por fraqueza do dorso e postura à frente, em geral em mulheres jovens. Isoladamente raramente é a causa da dor e melhora com fortalecimento. Quando a curva aumenta na pós-menopausa, deixa de ser postural e levanta suspeita de fratura vertebral.
Causas discais, radiculares e articulares
Aqui a dor deixa de ser só nas costas e passa a envolver o nervo ou o desgaste articular. O sinal que define o grupo é a dor que desce pela perna seguindo um trajeto, ou que muda com a posição da coluna e a distância caminhada.
Hérnia de disco com radiculopatia
O material do disco comprime ou inflama uma raiz nervosa lombar (L4, L5 ou S1). A dor irradia pela nádega e desce pela perna em queimação, choque ou formigamento, ultrapassando o joelho, e piora ao sentar, tossir ou espirrar. Pode haver perda de força ou de sensibilidade no trajeto da raiz.
Estenose do canal lombar
Estreitamento do canal que comprime as raízes, típico da mulher mais idosa. Causa claudicação neurogênica: dor, peso ou formigamento nas pernas que surge ao caminhar e ao ficar em pé e alivia ao sentar ou ao curvar o tronco para frente, como ao apoiar no carrinho de compras.
Espondilose e artrose facetária
Desgaste degenerativo dos discos e das facetas com a idade. Cursa com dor de fundo, rigidez pela manhã e ao iniciar o movimento, e piora com a sobrecarga. Os achados de imagem de desgaste são comuns mesmo em quem não sente dor, por isso pesam menos que o quadro clínico.
Espondilolistese
Escorregamento de uma vértebra sobre a outra, que pode estreitar o canal e irritar raízes. Dá lombalgia mecânica que piora em pé e na extensão, às vezes com dor que desce a perna. Mais relevante quando é instável ou sintomática; muitos casos leves são achados de imagem.
Causa óssea: osteoporose e fratura vertebral
É a frente que mais muda a conduta na mulher madura. A queda do estrogênio na menopausa acelera a perda de massa óssea, e a coluna é um dos primeiros lugares onde a fratura aparece, muitas vezes sem trauma evidente. A regra que vale gravar: dor súbita nas costas em mulher pós-menopausa é fratura osteoporótica até prova radiológica em contrário.
Fratura vertebral por compressão
A vértebra enfraquecida pela osteoporose colapsa após um espirro, ao pegar uma sacola ou ao sentar com força. Dói como um lumbago comum, e por isso costuma ser tratada como tensão muscular por semanas. Dor dorsal ou lombar de início súbito na mulher madura merece imagem antes de qualquer exercício de carga.
Osteoporose e hipercifose por fraturas
Múltiplas microfraturas de compressão vão afundando a coluna torácica para frente, acentuando a cifose e reduzindo a altura ao longo do tempo. A osteoporose em si é silenciosa: a dor e a deformidade aparecem quando a vértebra já fraturou. Pede densitometria óssea e manejo com a especialidade do osso.
Causas ósseas que pedem alerta
Nem toda dor óssea é benigna. Dor que não alivia com o repouso, que acorda à noite, somada a febre, perda de peso ou história de câncer (incluindo o de mama, que metastatiza para a coluna), levanta infecção ou doença tumoral e exige investigação dirigida sem demora.
Causas próprias do corpo feminino
São causas ligadas ao ciclo hormonal, à gestação e ao pós-parto. A maioria é mecânica e benigna, mas reconhecê-las muda a conduta, porque a fase de vida restringe técnicas e medicações e porque algumas dores amarradas ao ciclo nascem fora da coluna.
Dor lombopélvica da gravidez
O útero em crescimento desloca o centro de gravidade para frente, a lordose aumenta e a relaxina afrouxa os ligamentos da pelve. Resulta em dor lombar baixa e dor sobre a nádega ou o púbis, que piora ao caminhar muito, subir escadas e virar na cama. Manejo conservador, sempre alinhado ao obstetra.
Dor da cintura pélvica e da sínfise
Instabilidade da sínfise púbica e das sacroilíacas pela frouxidão ligamentar da gestação. A mulher aponta o púbis e a transição lombossacra ao mesmo tempo, e o que mais alivia é estabilizar a pelve, não alongar. Pode persistir no pós-parto e responde a estabilização e ajuste de movimento.
Sobrecarga postural do pós-parto
Dor cervical, entre as escápulas e lombar de quem amamenta horas por dia inclinada sobre o bebê e o carrega apoiado num só quadril. Soma-se a recuperação da parede abdominal. Reposicionar a amamentação e fortalecer o tronco e os glúteos muda o quadro mais rápido que qualquer outra medida.
Endometriose e causas ginecológicas referidas
A endometriose pode referir dor para a lombar baixa e o sacro, com piora na menstruação e ao evacuar ou na relação. O detalhe que levanta a suspeita é a dor amarrada ao ciclo. Quando esse padrão aparece, a conduta inclui encaminhamento à ginecologia em paralelo à avaliação da coluna.
Dismenorreia e dor cíclica pré-menstrual
A variação de estrogênio e progesterona modula a sensibilidade à dor e a retenção de líquido, e a cólica menstrual (dismenorreia) irradia para a lombar baixa. A dor é cíclica, surge no período pré-menstrual e menstrual e cede depois. Benigna, mas merece avaliação se for intensa, progressiva ou fugir do padrão.
Causas referidas e sistêmicas
Aqui a dor é sentida nas costas, mas a origem está em outro órgão ou em uma alteração do processamento da dor. O que diferencia este grupo é que a dor não muda com a posição da coluna nem com o movimento do tronco.
Dor renal e urinária referida
A cólica renal por cálculo dá dor lombar alta em flanco, em ondas intensas, que irradia para a virilha e não alivia ao mudar de posição. A pielonefrite (infecção renal) soma febre, dor à punho-percussão lombar e sintomas urinários. Diferente da dor mecânica, não responde a repouso nem a movimento.
Fibromialgia e dor de sensibilização central
Dor musculoesquelética difusa e crônica, mais prevalente em mulheres, com pontos dolorosos, fadiga, sono não reparador e sensibilidade aumentada. A dor nas costas é parte de um quadro corporal amplo, não de uma lesão local, e o tratamento é multimodal e ativo, com foco em condicionamento e sono.
Espondiloartrite inflamatória
Dor lombar inflamatória, que ao contrário da mecânica piora com o repouso e melhora com o movimento, com rigidez matinal prolongada, despertar na segunda metade da noite e início antes dos 45 anos. É menos comum, mas merece suspeita nesse padrão e investigação reumatológica dirigida.
Como diferenciar pelo padrão
O padrão da dor, mais do que a imagem, é o que aponta a origem. A tabela resume, por grupo de causa, o sinal de reconhecimento e a conduta inicial.
| Origem | Padrão típico | Conduta inicial |
|---|---|---|
| Mecânica e miofascial | Lombar baixa, piora parada, alivia andando, não desce além do joelho | Manter-se ativa, reabilitação e fortalecimento; bom prognóstico |
| Facetária e sacroilíaca | Dor localizada na nádega ou paravertebral, pior na extensão e ao apoiar uma perna | Estabilização, terapia manual e fortalecimento dirigido |
| Discal e radicular | Dor que desce a perna abaixo do joelho em queimação ou choque, pior ao sentar e tossir | Avaliar a raiz e a força; reabilitação; imagem se déficit ou refratária |
| Estenose do canal | Dor nas pernas ao caminhar e em pé, alivia ao sentar e curvar para frente | Reabilitação e marcha tolerada; avaliar imagem na limitação importante |
| Óssea (osteoporose) | Dor súbita após esforço banal na pós-menopausa, perda de altura, cifose que aumenta | Imagem antes de carga; densitometria; manejo com a especialidade do osso |
| Gravidez e pós-parto | Dor lombopélvica, púbis e sacroilíaca, pior ao virar na cama e subir escadas | Conservador e estabilização, alinhado ao obstetra |
| Ginecológica referida | Dor amarrada ao ciclo, pior menstruada, ao evacuar ou na relação | Avaliar a coluna e encaminhar à ginecologia em paralelo |
| Renal ou urinária | Cólica em flanco que irradia para a virilha, não muda com a postura, sintomas urinários | Avaliação clínica e exames dirigidos; urgência se febre |
| Sistêmica e inflamatória | Dor difusa com fadiga e sono ruim, ou lombar que piora em repouso com rigidez matinal longa | Abordagem multimodal; investigação reumatológica no padrão inflamatório |
| Bandeira vermelha | Febre, perda de peso, câncer prévio, déficit progressivo, alteração de esfíncteres | Avaliação sem demora; não tratar como dor mecânica |
- Piora com posição mantida e melhora ao mover-se
- Localizada nas costas, no máximo desce até a coxa
- Sem febre, sem perda de peso, sem alteração de esfíncter
- Responde a movimento, fortalecimento e tempo
- Não alivia com repouso, acorda à noite ou piora progressiva
- Desce a perna abaixo do joelho ou cursa com perda de força
- Início súbito na pós-menopausa, ou amarrada ao ciclo
- Febre, perda de peso, câncer prévio ou alteração de esfíncter
Sinais de alerta
A dor nas costas em mulheres é, na imensa maioria das vezes, benigna. Ainda assim, alguns sinais indicam que a avaliação não deve esperar, porque apontam para causas que mudam a conduta. Procure atendimento sem demora se notar qualquer um destes:
Procure avaliação sem demora se houver
- Dificuldade ou incapacidade de urinar, perda do controle da urina ou das fezes, ou dormência na região da sela (entre as pernas, ao sentar): sugere síndrome da cauda equina, uma urgência.
- Fraqueza nas pernas que piora de forma progressiva ou que afeta os dois lados.
- Febre, perda de peso sem explicação ou história de câncer (incluindo câncer de mama): levanta infecção ou doença tumoral.
- Dor de início súbito após esforço banal em mulher na pós-menopausa, sugerindo fratura vertebral por osteoporose.
- Dor que não alivia com o repouso, acorda à noite ou começa após os 50 anos pela primeira vez.
- Na gravidez, sangramento, contrações regulares antes do termo ou dor que não se comporta como dor mecânica: avaliação obstétrica imediata.
Na ausência desses sinais, a dor nas costas de fundo mecânico costuma responder bem ao tratamento conservador ao longo de algumas semanas. A abordagem completa da lombalgia, com a investigação de todas essas bandeiras, está no guia de tratamento da lombalgia.
Como é avaliada
A avaliação parte do padrão da dor e se confirma no exame dirigido, não na imagem de rotina. A história localiza o problema: idade e fase de vida (ciclo, gravidez, menopausa), início súbito ou arrastado, trajeto da dor, o que melhora e o que piora, e a presença de qualquer bandeira vermelha.
No exame, cada manobra orienta a origem da dor:
A imagem é dirigida, não automática. Ela só entra quando muda a conduta:
Pergunta-chave
A imagem vai mudar o manejo?
Na dor mecânica sem bandeiras, a radiografia ou a ressonância de rotina nas primeiras semanas não muda a conduta e revela achados de desgaste comuns mesmo em quem não sente dor.
Déficit neurológico ou dor radicular refratária (ressonância); suspeita de fratura por osteoporose na pós-menopausa (radiografia e densitometria óssea); ou qualquer bandeira vermelha de infecção ou tumor.
O tratamento depende da causa
Não existe um tratamento único da dor nas costas na mulher: o que funciona depende da origem identificada na avaliação, e a fase de vida (ciclo, gravidez, menopausa) adapta cada escolha. O princípio é tratar a causa, e a base ativa é comum à maioria dos quadros mecânicos. A meta é reduzir a dor a um nível que não limite a vida e devolver força e confiança à coluna.
Origem musculoesquelética: a base ativa, com fisioterapia e agulhamento seco
Para a dor mecânica, facetária e sacroilíaca, o eixo é o exercício orientado e a fisioterapia; as demais modalidades se somam conforme a apresentação.
Exercício orientado e fisioterapia
Cinesioterapia de estabilização do tronco (ativação do transverso do abdome e dos multífidos), fortalecimento progressivo de glúteos e cadeia posterior, somados à Reeducação Postural Global e ao Pilates clínico para corrigir padrões posturais. É a intervenção com a melhor relação entre evidência e segurança, e a revisão Cochrane de exercício para dor lombar crônica confirma benefício consistente sobre dor e função.
Agulhamento seco e infiltração de pontos-gatilho
Quando há componente miofascial, o agulhamento seco e a infiltração de pontos-gatilho do quadrado lombar, dos glúteos e do piriforme cortam o circuito dor-espasmo-dor.
Acupuntura médica
Tem evidência específica de segurança e benefício na dor lombar e pélvica da gestação, o que a torna atraente quando se busca poupar medicação, com a indicação alinhada ao pré-natal.
Ondas de choque
Entram como adjuvante onde há componente miofascial crônico ou tendíneo associado.
Origem neuropática, óssea e referida
Na dor radicular (irradiação por queimação, choque ou formigamento abaixo do joelho), trata-se a raiz: reabilitação dirigida e, quando indicado, neuromoduladores como os gabapentinoides (gabapentina, pregabalina) ou antidepressivos com ação na dor (duloxetina, tricíclicos em dose baixa), com benefício modesto e indicação seletiva. Na causa óssea, o tratamento da osteoporose (medicação específica, cálcio, vitamina D) é conduzido por endocrinologista, ginecologista ou ortopedista, e o papel da clínica é controlar a dor e orientar fortalecimento e equilíbrio seguros, com cautela quanto a flexão e impacto. Nas causas ginecológicas, renais e sistêmicas, o passo decisivo é reconhecer o padrão e encaminhar à especialidade certa, mantendo a reabilitação quando há componente mecânico associado.
Medicação e quando se pensa em cirurgia
A medicação é adjuvante e por prazo definido: anti-inflamatórios em ciclos curtos, analgésicos simples e, em espasmo agudo, relaxante muscular por poucos dias aliviam a fase de dor para a reabilitação avançar, mas não corrigem a causa. Opioides não são recomendados na dor comum. Na gravidez e na amamentação, a escolha de qualquer fármaco muda e é alinhada ao obstetra. A cirurgia é exceção: reserva-se a déficit neurológico progressivo, à síndrome da cauda equina (urgência) e à dor radicular ou claudicação incapacitante e refratária com causa estrutural na imagem; a fratura osteoporótica intratável pode, em casos selecionados, levar a vertebroplastia conduzida pelo especialista.
A imensa maioria das dores nas costas na mulher não tem indicação cirúrgica. Detalhes de fármacos no guia de remédios para dor na coluna.
Autocuidado e prevenção
Para a dor mecânica sem bandeiras de alerta, manter-se ativa é mais eficaz que o repouso, e o fortalecimento progressivo do tronco e dos glúteos é o que reduz a recorrência. Alongamentos como o gato-camelo, joelhos ao peito, alongamento do piriforme e abertura de peito na parede aliviam a tensão e preparam para o fortalecimento, mas não substituem a força. A sequência deve respeitar o conforto e ser interrompida diante de dor que irradia para a perna ou de qualquer sinal de alerta.
A prevenção se ajusta à fase de vida: na gravidez, exercício liberado pelo obstetra e atenção ao modo de virar na cama e levantar; no pós-parto, reposicionar a amamentação e o carregar do bebê; na pós-menopausa, cuidar da saúde óssea e prevenir quedas, evitando flexão brusca e impacto sem orientação. Em todas as fases, ajustar a ergonomia do trabalho e do uso do celular protege o dorso. O ideal é ter a sequência ajustada por um profissional, sobretudo na gravidez e na osteoporose.
Referência reconhecida em dor
A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).
Perguntas frequentes
Quais são as dores nas costas mais comuns nas mulheres e que alongamentos ajudam?
As dores mais comuns nas mulheres na coluna são a lombalgia mecânica, a dor pélvica e sacroilíaca (frequente na gravidez e no pós-parto) e a dor dorsal postural. Para a maioria desses quadros, alongamentos como o gato-camelo, joelhos ao peito, alongamento de piriforme e abertura de peito, somados a fortalecimento de tronco e glúteos, ajudam a aliviar. A sequência deve respeitar o conforto e, idealmente, ser ajustada por um profissional, sobretudo na gravidez e na osteoporose.
O que significa cifose leve no laudo?
Uma cifose leve geralmente está dentro ou próxima da faixa normal da curva torácica e, isoladamente, raramente é a causa da dor. Em uma mulher jovem com dor postural, costuma melhorar com fortalecimento e ajuste de hábitos. O laudo descreve a anatomia; o diagnóstico vem da combinação com a sua história e o exame. Veja a página sobre cifose.
Cifose acentuada é grave?
Depende da causa. Uma cifose acentuada de origem postural costuma responder a exercício e correção de postura. Quando ela surge ou aumenta em uma mulher na pós-menopausa, pode indicar fraturas vertebrais por osteoporose, e aí a prioridade passa a ser investigar e tratar a saúde óssea com a especialidade adequada. Por isso a curva sempre é interpretada junto com a idade e o quadro clínico.
A menopausa pode causar dor nas costas?
Sim, de forma indireta e importante. A queda do estrogênio acelera a perda de massa óssea e faz da osteoporose uma causa silenciosa de dor e de fraturas vertebrais. Em uma mulher na pós-menopausa com dor nas costas, sobretudo de início recente ou com perda de altura, vale investigar a saúde óssea com densitometria e encaminhar ao especialista que conduz a osteoporose. Veja osteoporose, muitas vezes silenciosa.
Dor nas costas na gravidez é normal? O que posso fazer?
A dor lombar e pélvica é muito frequente na gestação e, na maioria das vezes, mecânica e benigna, ligada ao ganho de peso, ao deslocamento do centro de gravidade e à frouxidão ligamentar. Exercício orientado, alongamentos suaves, atenção à postura e terapia manual leve costumam ajudar, sempre com liberação do obstetra. Sangramento, contrações antes do termo ou dor que não se comporta como mecânica pedem avaliação obstétrica imediata. Veja dores lombares na gravidez.
A dor nas costas piora na menstruação?
Parte das mulheres relata piora da dor lombar no período pré-menstrual e menstrual, ligada às variações hormonais, à retenção de líquido e, muitas vezes, à cólica. Costuma ser cíclica e benigna. Se a dor é intensa, progressiva ou foge desse padrão, vale uma avaliação para afastar outras causas, inclusive ginecológicas.
Preciso fazer ressonância para investigar dor nas costas?
Na ausência de sinais de alerta, a imagem de rotina não é recomendada nas primeiras semanas de dor mecânica, porque revela achados de desgaste comuns mesmo em quem não sente dor. A investigação é direcionada conforme a fase de vida e o quadro: na suspeita de osteoporose na pós-menopausa, por exemplo, a densitometria óssea costuma ser mais útil. A decisão de quando e qual exame pedir é individual e clínica.
Referências6 fontes citadas neste artigoVerOcultar
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Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. Cada mulher chega com uma combinação própria de fase de vida, exames e história, e só um plano individualizado em consulta dá conta dessas diferenças. Na gravidez e na amamentação, qualquer conduta deve ser alinhada ao obstetra.
