AVISO: NOVO LOCAL DE ATENDIMENTO - Rua Saint Hilaire 96 (a 5 minutos da clínica antiga), de segunda a sábado. Maiores informações, entrar em contato via WhatsApp

Dor Torácica: O que pode ser?

Entre cinco a oito milhões de pessoas procuram atendimento médico anualmente nos Estados Unidos queixando-se de dor torácica. Embora não tenhamos dados precisos no Brasil, considerando a sua proporção populacional em comparação com a americana, estima-se 4 milhões de atendimentos médicos por causa desse sintoma. 

Embora inúmeras doenças possam causar dor torácica, as maiores preocupações envolvem o sistema cardiovascular. Contudo, apenas de 10 a 15% dos casos tem alguma relação com infarto. e cerca de 1% com embolia pulmonar ou dissecção aórtica, que seriam situações mais graves. Por outro lado, muitos desses pacientes acabam sendo liberados erroneamente sem um diagnóstico correto.

De qualquer forma, é essencial uma avaliação clínica detalhada. A abordagem inicial dos pacientes é o que possibilita a diferenciação entre as patologias, prevenindo complicações.

Continue a leitura para compreender melhor a dor torácica, conheça suas principais causas e descubra quando é preciso se preocupar.

O que é?

A dor torácica é caracterizada pela sensação dolorosa na região anterior do tórax, é conhecida popularmente como dor no peito. 

O sintoma pode ter diferentes características: difusa, em aperto, pressão, queimação, agulhadas, etc. Pode ainda se espalhar para outras áreas como membros inferiores e costas. 

Para compreender melhor essa dor, é preciso falar sobre seus principais aspectos, que são: 

  • Localização 
  • Duração 
  • Fatores precipitantes
  • Fatores de melhora ou piora 
  • Sintomas associados

A seguir descreveremos em detalhes cada um desses aspectos. 

Localização

A localização da dor torácica permite uma maior compreensão a respeito da sua origem. As maiores preocupações envolvendo o sintoma tem relação com doenças do coração. 

No caso da doença arterial coronariana, uma das causas de dor no peito, o incômodo se concentra na região central do tórax, havendo risco de irradiação para outras áreas. 

Algumas doenças cardiovasculares causam sintomas que se espalham para diversos locais desde a mandíbula ao umbigo.

Duração

Se a dor torácica é intermitente, ou seja, dura um tempinho e logo desaparece, dificilmente o problema terá relação com uma doença no coração. 

A dor da angina dura entre 5 a 20 minutos, duração superior a essa leva a suspeita de doença arterial coronariana ou infarto do miocárdio. 

Fatores precipitantes

Alguns fatores podem desencadear a dor, e eles também devem ser avaliados para uma maior compreensão do problema, os mais comuns são: 

Fatores de melhora e piora

A dor torácica pode ou não ter fatores de melhora e piora, a dor coronariana, por exemplo, não costuma ter um fator de piora. 

Geralmente, a melhora da sensação vem por meio de repouso, por outro lado, a palpação do tórax, uma mudança de posição e alguns movimentos dos braços podem trazer piora para o quadro. 

Sintomas associados

A dor torácica pode vir acompanhada de outros sintomas, os principais associados são: 

  • Falta de ar
  • Sudorese
  • Náuseas
  • Vômitos 
  • Palpitações
  • Palidez
  • Tosse
  • Febre
  • Azia

O que pode ser e tratamentos

A partir de agora falaremos mais sobre as principais causas de dor torácica, e sobre como se dá o tratamento para cada um desses problemas. 

Ansiedade e estresse

A ansiedade é um sentimento normal, fisiológico e até protetor, da mesma forma o estresse. Contudo, em alguns casos, esses sentimentos podem se tornar patológicos, configurando distúrbios psíquicos que devem ser tratados. 

Indivíduos que sofrem com essas condições geralmente sentem dor torácica nos momentos de crise. Os sintomas incluem ainda aumento dos batimentos cardíacos e da frequência respiratória, sensações de calor e tontura. 

Nesses casos, a dor está relacionada exatamente a essas mudanças no sistema cardiorrespiratório. Se a dor persistir por mais de uma hora, deve procurar atendimento médico para avaliação da necessidade de um tratamento específico. 

No momento de crise recomenda-se procurar relaxar, respirar fundo e tentar de alguma forma distrair a mente. 

Problemas intestinais

Embora não pensemos em problemas intestinais quando sentimos dor torácica, doenças relacionadas a esse sistema estão entre as principais causas de dor no peito. 

A principal explicação para isso é o aumento da pressão sobre os órgãos do tórax, o que acaba levando a dor. Geralmente, o quadro tem início com uma fisgada intensa do lado do tórax que naturalmente vai desaparecendo com o tempo. 

Se você tem a sensação de excesso de gases ou tem sofrido com prisão de ventre, essas podem ser as causas. Nesse caso, faça uma leve massagem abdominal para ajudar no funcionamento do intestino e aumente a ingestão de água e fibras. 

Distúrbios no sistema digestivo

Problemas no sistema digestivo também podem causar dor no peito, em especial quando afetam o esôfago, o fígado, o pâncreas e a boca do estômago, dentre as doenças mais comuns, espasmos, refluxo, hérnia de hiato, úlcera e pancreatite são alguns exemplos. 

Quando relacionada ao sistema digestivo, a dor tende a se concentrar na porção inferior do tórax e pode vir acompanhada de enjoo, vômitos e azia. 

Diante desses sintomas, procure um clínico geral para identificar a origem do problema. Se necessário, o médico fará um encaminhamento para um gastroenterologista. 

Problemas respiratórios

O pulmão e outros importantes órgãos se localizam no tórax, por isso, alterações no sistema respiratório também podem acarretar dor nessa região, especialmente aquelas relacionadas às vias respiratórias superiores, como laringe e faringe. 

A sintomatologia desses problemas geralmente inclui ainda falta de ar, nariz entupido, catarro, cansaço e dor de garganta. 

Procure um médico clínico geral para que a origem do problema possa ser identificada e o tratamento adequadamente prescrito. 

Dor muscular

A dor muscular na região do tórax é algo bastante comum. Essa talvez seja a causa mais fácil de identificarmos, já que em quase todos os casos ela piora com o movimento ou em uma respiração profunda, além de ser predominante na parte da frente do tórax e das costelas. 

O problema pode ter início após um treino intenso na academia ou mesmo um trauma. A maioria dos pacientes a descreve como uma sensação de pressão, como se tivessem recebendo pequenas pancadas. 

No caso das dores de origem muscular, o tratamento envolve principalmente descanso. A aplicação de compressas mornas também pode ajudar. 

Doenças cardíacas

Certamente a maior preocupação de quem sente dor torácica é com doenças cardíacas, já que o coração é um dos principais órgãos do corpo. Quando relacionada a esse órgão, a dor é predominante no lado esquerdo do peito e geralmente é descrita como aperto ou queimação. 

Além da dor, surgem sintomas como palidez, náuseas, suor, falta de ar e cansaço, em especial após esforços físicos. 

É muito importante que diante de qualquer suspeita de doenças no coração você procure atendimento médico de urgência, especialmente devido ao risco de infarto, o que pode levar a morte. 

O acompanhamento com um cardiologista é a melhor opção para quem quer evitar esse tipo de situação, check-ups regulares podem ajudar na detecção precoce dessas patologias, que se não tratadas adequadamente, podem acarretar complicações graves.

Quando procurar ajuda médica?

Muitas pessoas entram em desespero ao sentir qualquer tipo de incômodo na região do peito. Contudo, como vimos até aqui, nem sempre sentir dor torácica quer dizer algo grave, embora sim, seja importante avaliar. 

Para te ajudar a saber quando se preocupar, reunimos alguns sinais de gravidade. Diante de qualquer um deles, procure ajuda médica imediatamente. 

  • Aperto no peito ou dor intensa e repentina 
  • Dor que irradia para a região da mandíbula, escápula ou para o braço esquerdo 
  • Incômodos acompanhados por náusea, suor, tontura e taquicardia 
  • Dificuldades para respirar 
  • Caso a dor se intensifique de repente mesmo na ausência de esforços físicos 
  • Quando os sintomas surgem em repouso
  • Caso além da dor haja edema de membros inferiores

Diagnóstico

Para um diagnóstico assertivo da dor torácica é preciso uma avaliação cautelosa da queixa do paciente e do seu estado geral de saúde. Esse processo é muito importante, especialmente devido à diversidade de causas possíveis. 

Algumas pessoas, embora sofram com doenças torácicas graves apresentam sintomas leves, em muitos casos uma dor pouco incômoda, e até mesmo uma sensação de indigestão. Enquanto isso, outros indivíduos chegam ao consultório queixando-se de dor forte, quase insuportável. 

Outra questão importante a se considerar aqui, é que muitas pessoas não imaginam que uma sensação azia ou mesmo de enjoo possa ter alguma coisa a ver com doenças do coração, e por isso nem sempre se preocupam em passar por uma avaliação médica adequada. 

A consulta é extremamente importante, os dados clínicos do paciente são essenciais para um diagnóstico seguro e um tratamento certeiro. 

Existem alguns fatores de risco que podem indicar a gravidade da dor torácica, ou seja, dar pistas de que o problema pode indicar uma doença mais grave. 

A seguir listamos os principais: 

  • Idade superior a 40 anos
  • História prévia de doença cardíaca
  • Sedentarismo
  • Má alimentação
  • Obesidade 
  • Diabetes mellitus
  • Histórico familiar para doença isquêmica cardíaca
  • Tabagismo
  • Hipertensão arterial
  • Colesterol elevado 
  • Insuficiência renal crônica

Todos esses fatores serão avaliados durante a anamnese, uma breve entrevista onde o médico fará perguntas sobre seu estilo de vida, seu histórico familiar de saúde, seus histórico clínico, seus hábitos e vícios, além de procurar entender melhor a sua queixa. 

Além disso, para que não haja nenhuma dúvida, ele pode optar por prescrever alguns exames, que o permitirão uma avaliação mais detalhada do caso. 

Exames

Os exames servem principalmente para eliminar causas mais perigosas. Geralmente, para pacientes adultos, são requeridos os seguintes testes:

  • Medição dos níveis de oxigênio usando-se um sensor colocado em um dedo (oxímetro de pulso)
  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Radiografia do tórax

Se houver suspeita de síndrome coronariana aguda sem causa evidente, é necessário ir mais além. Nesses casos, os médicos pedem também um exame dos marcadores cardíacos, que medem os níveis de substância que acusam lesão no coração. 

Quando tais exames dão negativos, o que geralmente envolve ainda uma série de eletrocardiogramas para confirmação, pode ser necessário um teste de esforço. Esse exame é feito por meio de ECG ou ecocardiograma enquanto a pessoa executa uma atividade física, geralmente uma caminhada em uma esteira. 

Pode-se também realizar o mesmo procedimento após administração de medicamentos capazes de acelerar o batimento cardíaco ou aumentar o fluxo sanguíneo nas artérias coronarianas. 

Outros exames são necessários em caso de suspeita de embolia pulmonar, são eles a tomografia computadorizada dos pulmões e o exame pulmonar. Se não houver sinais suficientes para a avaliação, um exame de sangue pode ser recomendado para detecção de coágulos. Quando todos esses testes não apontam o problema, a probabilidade de embolia é baixíssima. 

Contudo, se ainda houver suspeita, é preciso uma avaliação mais detalhada, que inclui uma ultrassonografia das pernas e uma tomografia do tórax. 

A necessidade de exames, como podemos ver, vai surgindo a medida que o caso vai sendo estudado e depende muito dos sintomas e dos achados em outros testes. 

Como prevenir a dor torácica

Para prevenir a dor torácica é necessário evitar suas causas de maneira geral.

Nem todas as doenças apresentadas como origem desse problema podem ser completamente prevenidas.

Contudo, algumas mudanças no estilo de vida podem ter alguma influência. 

Temos ótimas dicas para você nesse sentido. 

  • Reduzir o consumo de alimentos fritos e ricos em gordura
  • Evitar doces e os refrigerantes
  • Substituir os óleos por azeite de oliva
  • Consumir alimentos ricos em fibras
  • Praticar atividade física diariamente 
  • Fazer exercícios com acompanhamento médico adequado
  • Procurar manter-se em forma 
  • Evitar o estresse e tirar momentos para o lazer
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Abandonar o tabagismo 
  • Fazer um acompanhamento médico adequado de doenças crônicas como hipertensão e diabetes
  • Fazer check-ups médicos regularmente 

De qualquer forma, diante da dor torácica sempre é preciso precaução. Sendo assim, diante desse problema, principalmente se associado a outros sintomas, procure ajuda médica imediata. 

Cuide bem da sua saúde e não espere as coisas ficarem complicadas para cuidar melhor de você mesmo! Acredite, a prevenção é sempre o melhor caminho! 

Equipe Clínica Dr. Hong Jin Pai

Deixe o seu comentário

Send this to a friend