CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

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Tratamentos · Tendinopatias

Terapia por ondas de choque para tendinites: como funciona e quando é indicada

A terapia por ondas de choque é um tratamento não invasivo para tendinopatias crônicas que não responderam ao início, com pulsos acústicos que estimulam o reparo. Funciona melhor em alguns tendões e nunca substitui o exercício.

Resposta direta
  • A terapia por ondas de choque trata tendinopatias aplicando pulsos acústicos sobre o tendão. Esses pulsos estimulam a circulação e o reparo do colágeno e reduzem a dor, sem cortes e sem anestesia geral.
  • Funciona melhor em tendinopatias crônicas e em alguns locais específicos: fascite plantar com esporão, tendinite calcária do ombro, epicondilite, tendinopatia patelar e do calcâneo. A resposta varia conforme o tendão.
  • Não é tratamento isolado nem milagre: a base do tratamento da tendinopatia é o exercício de carga. As ondas de choque entram como parte de um plano multimodal, somando-se ao exercício e a outras técnicas.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

O que é a terapia por ondas de choque

A terapia por ondas de choque extracorpórea usa ondas acústicas de alta energia, geradas fora do corpo e transmitidas pela pele até o tendão doente. É o recurso que muitos pacientes conhecem como “choque” da fisioterapia, embora não tenha relação com choque elétrico: o estímulo é mecânico, uma onda de pressão, e não uma corrente.

A aplicação é feita em consultório, com a pele coberta por um gel de contato, e o aparelho encostado sobre a região do tendão. Cada sessão dura poucos minutos por ponto, e o paciente costuma sentir uma batida ou um incômodo profundo enquanto a onda é disparada. Não há corte, sutura ou internação, e a pessoa volta à rotina no mesmo dia, com algumas orientações simples.

O alvo da terapia por ondas de choque são as tendinopatias crônicas, ou seja, tendões que doem e perderam a capacidade de tolerar carga há semanas ou meses, e que não vinham respondendo de forma satisfatória ao tratamento inicial. O termo “tendinite” sugere apenas inflamação, mas na maioria desses quadros crônicos o problema é uma falha de reparo do colágeno, e não uma inflamação ativa. Por isso falamos em tendinopatia, e por isso um recurso que estimula o reparo, e não apenas desinflama, faz sentido nesses casos.

Em uma frase

Ondas de choque não são choque elétrico nem cirurgia: são pulsos de pressão que estimulam o tendão crônico a se reparar e a doer menos, dentro de um plano que tem o exercício como base.

Como funciona: o mecanismo

Aplicador de ondas de choque sobre o tendão de Aquiles, com círculos ampliando o tecido e setas que mostram aumento do fluxo sanguíneo e quebra de calcificação.
As ondas mecânicas estimulam neovascularização e fragmentam depósitos de cálcio, reativando o reparo do tendão.

A onda de choque não “quebra” nem “amolece” o tendão. O que ela faz é entregar um estímulo mecânico controlado a um tecido que parou de se reparar sozinho, e disparar nele uma sequência de respostas biológicas. Quatro mecanismos costumam ser descritos, e provavelmente atuam em conjunto.

Mecano
Mecanotransdução: o estímulo vira sinal de reparo
Neovaso
Neovascularização: novos vasos no tendão
Analgesia
Redução da dor e dessensibilização local
Colágeno
Estímulo ao reparo das fibras

Mecanotransdução

É o mecanismo central. As células do tendão (tenócitos) percebem a carga mecânica da onda e a convertem em sinais bioquímicos, que reativam processos de reparo. É o mesmo princípio do exercício de carga, que também funciona por estímulo mecânico, motivo pelo qual o tratamento e o exercício se somam tão bem: ambos “conversam” com a célula do tendão pela linguagem da carga.

Neovascularização

O tendão doente tende a ser mal vascularizado, o que dificulta o reparo. As ondas de choque estimulam a liberação de fatores de crescimento e a formação de novos vasos sanguíneos, melhorando o aporte de oxigênio e nutrientes à região e criando condições para o tecido se recuperar.

Analgesia

Há também um efeito direto sobre a dor. Postula-se que o estímulo de alta energia interfira na sinalização das terminações nervosas locais e reduza a sensibilização dos nociceptores da região, o que explica por que parte dos pacientes nota alívio antes mesmo de o tendão ter tido tempo de se reparar.

Estímulo ao reparo do colágeno

No conjunto, esses efeitos favorecem a reorganização das fibras de colágeno do tendão e, na tendinite calcária, contribuem para a fragmentação e a reabsorção do depósito de cálcio. O resultado pretendido é um tendão mais bem reparado e menos doloroso, capaz de voltar a tolerar carga.

Radial e focal: não é tudo igual

Existem duas grandes categorias de equipamento, e a diferença importa para a indicação. A confusão é comum, porque ambos são chamados de “ondas de choque” e ambos usam um aplicador encostado na pele.

As ondas radiais (mais precisamente, ondas de pressão balísticas) são geradas por um projétil que bate contra um aplicador. A energia é máxima na superfície e se dissipa em profundidade, espalhando-se de forma radial. São ideais para estruturas superficiais e para tratar áreas mais amplas, como a musculatura ao redor de um tendão e pontos dolorosos.

As ondas focais são verdadeiras ondas de choque, concentradas em um ponto definido em profundidade, com energia maior e mais precisa. São preferidas para alvos profundos e bem localizados, como um depósito de cálcio no ombro ou uma entesopatia profunda.

Na prática clínica, a escolha entre radial e focal, a intensidade (densidade de energia) e o número de disparos por sessão dependem do tendão, da profundidade da lesão e da tolerância do paciente, e fazem parte da decisão médica. Nem todo aparelho de “choque” de fisioterapia é igual, e nem toda tendinopatia pede o mesmo tipo de onda.

Ondas radiais e focais, em resumo
AspectoRadial (balística)Focal
Onde a energia se concentraNa superfície, espalhando-seEm um ponto definido, em profundidade
Profundidade de açãoMais superficialMais profunda e precisa
Melhor paraÁreas amplas e estruturas superficiaisAlvos profundos e localizados, como cálcio no ombro
Exemplos de usoFascite plantar, epicondilite, pontos miofasciaisTendinite calcária do ombro, entesopatias profundas
Aplicador radial de ondas de choque Storz Medical em uso, com o console do aparelho ao fundo, na clínica
Onda radial — Storz Medical Aplicador de pulso superficial, para alvos rasos e musculatura.
Aparelho de ondas de choque focal BTL da clínica, com console e aplicador segurado por profissional de jaleco
Onda focal — BTL Aplicador de pulso profundo e concentrado, para calcificações e enteses.

Em quais tendinites a evidência é mais forte

Silhueta de um corredor de perfil com as articulações de ombro, cotovelo, punho, quadril, joelho e tornozelo destacadas em azul luminoso.
As tendinopatias de sobrecarga concentram-se em ombro, cotovelo, quadril, joelho, tornozelo e planta do pe.

A força de evidência da terapia por ondas de choque varia conforme o tendão. Em alguns quadros, o tratamento tem boa sustentação na literatura e em diretrizes; em outros, é uma opção razoável quando o tratamento inicial falhou; e há tendões em que o benefício é mais incerto. A tabela abaixo resume essa leitura por local, e o texto que segue detalha os principais sítios.

Resposta da tendinopatia à terapia por ondas de choque, por local
TendinopatiaResposta à terapia por ondas de choqueObservação
Fascite plantar / esporão de calcâneoBoaUm dos usos mais consolidados, sobretudo em casos crônicos resistentes ao tratamento inicial
Tendinite calcária do ombroBoaAjuda a fragmentar e reabsorver o depósito de cálcio; melhor com ondas focais, por vezes guiadas por imagem
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista)ModeradaOpção quando exercício e ajuste de carga não resolvem; resultados variam entre estudos
Tendinopatia patelar (joelho do saltador)ModeradaAdjuvante ao exercício excêntrico, que segue sendo a base
Tendinopatia do calcâneo (Aquiles)ModeradaMelhor na porção média do tendão, somada ao exercício de carga
Tendinopatia glútea / trocantéricaModerada / em estudoPode ajudar em casos crônicos; exercício e manejo de carga são o eixo

Fascite plantar e esporão de calcâneo

É um dos usos mais bem estabelecidos. Na fascite plantar crônica, aquela dor no calcanhar que castiga nos primeiros passos da manhã e não cedeu após semanas de tratamento, as ondas de choque têm boa evidência de reduzir a dor e melhorar a função. O “esporão” que aparece na radiografia costuma ser uma consequência, e não a causa, da sobrecarga da fáscia, e o objetivo do tratamento é a fáscia, não o esporão em si. Veja a abordagem completa em fascite plantar e em dor na sola do pé e esporão de calcâneo.

Tendinite calcária do ombro

Na tendinite calcária, há um depósito de cálcio no tendão do manguito rotador, em geral no supraespinhal, que pode causar dor intensa. Aqui as ondas de choque, sobretudo as focais e por vezes guiadas por imagem, ajudam a fragmentar e reabsorver o depósito, com boa evidência de melhora da dor e da função. É um dos cenários em que o tratamento pode mudar de fato o curso do quadro. O detalhamento está em ondas de choque para tendinite calcária do ombro.

Epicondilite lateral (cotovelo de tenista)

Na epicondilite lateral, a tendinopatia dos extensores do punho na origem do cotovelo, a evidência é mais heterogênea: alguns estudos mostram benefício, outros não, e o efeito tende a ser modesto. Por isso a terapia por ondas de choque entra como opção quando o exercício de carga, o ajuste das atividades e o tempo não resolveram, e não como primeira escolha. A página dedicada explica essa indicação: ondas de choque para epicondilite lateral.

Tendinopatia patelar e do calcâneo (Aquiles)

Na tendinopatia patelar (o joelho do saltador) e na tendinopatia do calcâneo, a base do tratamento é o exercício, em especial o trabalho excêntrico e de carga progressiva. As ondas de choque funcionam aqui como adjuvante, somando-se ao programa de exercícios, com melhor resposta na porção média do tendão de Aquiles do que na inserção. Aprofunde em tendinopatia patelar e em ondas de choque para o tendão de Aquiles.

Tendinopatia glútea e trocantérica

A dor lateral do quadril, antes chamada de bursite trocantérica e hoje entendida sobretudo como tendinopatia glútea, também pode se beneficiar das ondas de choque em casos crônicos, ainda que o eixo do tratamento seja o exercício e o manejo da carga. O quadro e suas opções estão em tendinopatia e bursite trocantérica do quadril.

O tratamento é parte de um plano, não o plano inteiro

Profissional aplica a ponteira radial azul no antebraço do paciente enquanto o console do aparelho exibe 4000 disparos programados.
O plano define número de disparos, energia e intervalo entre sessões conforme o tendão tratado.

Nenhuma tendinopatia crônica se resolve só com ondas de choque. A base do tratamento é a carga progressiva, o exercício que reeduca o tendão a tolerar esforço de novo. As ondas de choque criam uma janela melhor para esse exercício acontecer, reduzindo a dor e estimulando o reparo, mas é o exercício que sustenta o resultado a longo prazo. Aplicar terapia por ondas de choque sem reabilitar o tendão é tratar pela metade.

Ajuste de carga e educação

Identificar e modular o que sobrecarrega o tendão (treino, trabalho, calçado, técnica), sem repouso absoluto, que enfraquece o tendão.

Exercício de carga progressiva

A base. Fortalecimento progressivo, com ênfase no trabalho excêntrico e isométrico conforme o tendão, conduzido na reabilitação.

Ondas de choque e técnicas em clínica

Terapia por ondas de choque, agulhamento seco, acupuntura e laser de alta intensidade quando o quadro é crônico e não respondeu à base ativa bem conduzida.

Procedimentos e reavaliação

Infiltração guiada e encaminhamento ao especialista em casos refratários, sempre dentro do plano e com metas reavaliadas.

Exercício e reabilitação: a base ativa

O tendão responde à carga. O programa de reabilitação trabalha o fortalecimento progressivo, com exercícios isométricos nas fases mais dolorosas e excêntricos e de carga lenta na progressão, ajustando o estímulo à tolerância do tendão. É a intervenção com melhor relação entre evidência e segurança nas tendinopatias, e o eixo ao qual todas as demais se somam. Na clínica, a reabilitação é individual, um paciente por sala, e o programa é mantido depois do alívio para reduzir a recorrência, já que o tendão tende a recidivar se a carga e a força não forem trabalhadas.

Agulhamento seco e acupuntura, para o componente miofascial

Tendinopatias crônicas quase sempre vêm acompanhadas de pontos-gatilho miofasciais na musculatura ao redor, que somam dor e alteram o movimento. No agulhamento seco, a agulha inserida no ponto-gatilho provoca a resposta de contração local e reduz a atividade elétrica espontânea da placa motora, com efeito analgésico local e segmentar. A acupuntura médica e a eletroacupuntura modulam a dor por mecanismos segmentares no corno dorsal da medula e pela ativação de vias inibitórias descendentes, sendo úteis quando se busca controlar a dor reduzindo a medicação.

Na clínica, são conduzidas dentro da tradição de ensino e pesquisa iniciada pelo Prof. Hong Jin Pai, pioneiro da acupuntura médica no Brasil.

Ondas de choque e laser na mesma tendinopatia

É comum combinarmos as duas tecnologias no mesmo tendão, porque elas chegam ao tecido por caminhos distintos. A onda de choque entrega energia mecânica: o pulso dispara a mecanotransdução, estimula neovascularização e remodela o colágeno de um tendão que parou de cicatrizar. O laser de alta intensidade age por fotobiomodulação, com a luz de 810 a 1064 nm absorvida pelas mitocôndrias, mais ATP disponível e menos prostaglandinas, substância P e edema. Um estimula o reparo; o outro reduz a dor enquanto o reparo acontece.

Na rotina, o laser ocupa o espaço em que a onda de choque cobra seu preço: as 24 a 48 horas de sensibilidade após a sessão e as fases em que a região não tolera bem os pulsos. Como é indolor e não aplica pressão, pode ser feito na mesma sessão ou nos dias intermediários, e ajuda a manter o exercício de carga progressiva em andamento, que é o que de fato consolida o resultado no tendão.

Cada recurso tem evidência própria nas tendinopatias; estudos das duas somadas ainda são poucos, e a combinação é decidida caso a caso. Veja a página sobre laser de alta intensidade para dor.

Assista: Tratamento por Ondas de Choque – Epicondilite, Fascite Plantar, Tendinopatias e Dores miofasciai

O que esperar: protocolo e sessões

Ilustração editorial do tratamento por ondas de choque no ombro, com ondas concêntricas em terracota
Cada sessão dura poucos minutos, com o paciente acordado e retorno imediato as atividades leves.

O protocolo varia conforme o tendão e o aparelho, mas segue um padrão geral. O tratamento costuma envolver um ciclo de 3 a 5 sessões, com intervalo de cerca de uma semana entre elas. Cada sessão é rápida, de poucos minutos por ponto, feita em consultório e sem anestesia geral.

Cada sessão

Aplicação e desconforto

Gel de contato, aplicador sobre o tendão e disparos por poucos minutos. É comum sentir um incômodo profundo durante a aplicação; a intensidade é ajustada à tolerância.

Entre sessões

Intervalo e atividade

Intervalo de cerca de 1 semana. Pode haver dor leve no local por 1 a 2 dias após a aplicação. Mantém-se o exercício de reabilitação, ajustando a carga conforme orientação.

Semanas a meses

Resposta e reavaliação

A melhora costuma ser progressiva ao longo de semanas, e não imediata, porque depende do reparo do tendão. A resposta é reavaliada por dor e função para decidir os próximos passos.

Alguns pontos práticos costumam surgir na consulta. A dor durante a aplicação é esperada e tolerável, e a intensidade é calibrada justamente pela sua resposta. Um leve incômodo local nas 24 a 48 horas seguintes é comum e passageiro.

E, como já dito, costuma-se evitar anti-inflamatórios perto das sessões para não interferir no estímulo de reparo. A terapia por ondas de choque não exige afastamento das atividades, mas o ajuste de carga e a manutenção do exercício seguem valendo durante todo o ciclo.

Expectativa realista

As ondas de choque não trazem alívio instantâneo na maioria dos casos. Elas iniciam um processo de reparo que se traduz em melhora ao longo de semanas. Combinadas ao exercício, aumentam a chance de o tendão crônico voltar a tolerar carga.

Contraindicações e cuidados

O tratamento é um procedimento seguro quando bem indicado, mas tem situações em que não deve ser aplicada, ou em que exige cautela. A avaliação médica antes do tratamento serve justamente para verificar esses pontos e definir o tipo de onda, a região e a intensidade.

Contraindicações e cautelas · avalie antes

A terapia por ondas de choque deve ser evitada ou usada com cautela

  • Gestação, pela ausência de segurança estabelecida.
  • Aplicação sobre área de tumor, infecção ativa da pele ou trombose conhecida na região.
  • Distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes, pelo risco de sangramento e hematoma.
  • Aplicação sobre o tórax, em projeção do pulmão, e em cima de grandes vasos e nervos, pela proximidade de estruturas sensíveis.
  • Sobre placas de crescimento em crianças e adolescentes, salvo indicação específica.
  • Marca-passo ou dispositivo eletrônico implantado na região a tratar deve ser informado ao médico.

Os efeitos mais comuns são locais e passageiros: dor durante a aplicação, vermelhidão, pequenos hematomas e inchaço leve na região, que costumam ceder em poucos dias. Eventos sérios são raros quando a técnica é aplicada por profissional treinado, com a indicação correta. Informe sempre o médico sobre medicações em uso, gestação, dispositivos implantados e doenças de base antes de iniciar o tratamento.

Perguntas frequentes

O que é o “choque” da fisioterapia e para que serve o aparelho de ondas de choque?

É a terapia por ondas de choque, um aparelho que aplica pulsos acústicos de pressão sobre o tendão doente. Apesar do nome, não é choque elétrico: o estímulo é mecânico. Serve para tratar tendinopatias crônicas, estimulando o reparo do tendão e reduzindo a dor, sempre como parte de um plano que inclui exercício.

O tratamento com ondas de choque para tendinites dói?

É comum sentir um incômodo profundo durante a aplicação, e a intensidade é ajustada à sua tolerância. Pode haver dor leve no local por 1 a 2 dias após a sessão, que passa sozinha. A maioria das pessoas tolera bem o procedimento, feito em consultório e sem anestesia geral.

Quantas sessões são necessárias e de quanto em quanto tempo?

O ciclo costuma ter 3 a 5 sessões, com intervalo de cerca de uma semana entre elas. O número exato depende do tendão e da resposta. A melhora é progressiva ao longo de semanas, porque depende do reparo do tecido, e a resposta é reavaliada por dor e função.

Para quais tendinites as ondas de choque funcionam melhor?

A evidência é mais forte na fascite plantar com esporão e na tendinite calcária do ombro. É uma opção razoável, quando o tratamento inicial falhou, na epicondilite, na tendinopatia patelar e do calcâneo e na tendinopatia glútea. A resposta varia conforme o local, e em todos eles o exercício segue sendo a base.

Ondas de choque substituem a fisioterapia e o exercício?

Não. O exercício de carga progressiva é a base do tratamento da tendinopatia e o que sustenta o resultado a longo prazo. As ondas de choque entram como adjuvante, criando uma janela melhor para a reabilitação, mas não a substituem. Aplicar terapia por ondas de choque sem reabilitar o tendão é tratar pela metade.

Posso tomar anti-inflamatório durante o tratamento com ondas de choque?

Costuma-se evitar anti-inflamatórios no período próximo às sessões, porque as ondas de choque agem estimulando uma resposta de reparo que o anti-inflamatório pode atenuar.

Qual a diferença entre ondas radiais e focais?

As ondas radiais concentram a energia na superfície e tratam áreas mais amplas e estruturas superficiais. As ondas focais concentram a energia em um ponto profundo e preciso, sendo preferidas para alvos profundos, como o depósito de cálcio na tendinite calcária do ombro. A escolha faz parte da decisão médica.

Quem realiza o tratamento por ondas de choque?

O tratamento por ondas de choque é realizado pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730). Usamos apenas aparelhos importados de alta energia, das marcas BTL e Storz; não utilizamos aparelhos de baixa energia.

Preciso de internação ou anestesia?

Não. É um tratamento ambulatorial e não invasivo, feito em sessões curtas em consultório; você retorna às atividades no mesmo dia, seguindo as orientações passadas para a região tratada.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Majidi et al. The effect of extracorporeal shock-wave therapy on pain in patients with various tendinopathies: a systematic review and meta-analysis of randomized control trials. BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation. 2024. doi:10.1186/s13102-024-00884-8.
  2. Dedes et al. Effectiveness and Safety of Shockwave Therapy in Tendinopathies. Materia Socio-Medica. 2018. doi:10.5455/msm.2018.30.141-146.
Atualizado em 31 mai 2026 Leitura 9 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A indicação e a resposta à terapia por ondas de choque variam entre pessoas e o plano deve ser individualizado após consulta.

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