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Opioides para dor: O que você precisa saber sobre

A dor crônica afeta cerca de 20% da população nos países desenvolvidos e pelo menos 10% desses casos são tratados com opioides. 

Esses medicamentos são utilizados de forma individual ou associados a outros medicamentos não-opioides para tratamento de dor moderada e severa. 

O fármaco é muito parecido com substâncias naturais, as endorfinas, produzidas pelo organismo para controle da dor. Contudo, possuem alto risco de dependência, como veremos ao longo deste artigo. 

Continue a leitura e conheça melhor os opioides, sua ação e perigos.

Os opioides são medicamentos utilizados para controle da dor. Embora a maioria dos opioides usados atualmente sejam sintéticos, existem também opioides naturais encontrados em plantas (morfina) e produzidos pelo corpo humano, amplamente distribuídos pelo sistema nervoso central. 

Esses fármacos atuam ao ligar-se em receptores no cérebro, na medula espinhal, no intestino e em outras partes do corpo, causando assim a diminuição da experiência de dor e aumentando a tolerância do indivíduo ao sintoma. 

Geralmente, antes de prescrever um medicamento como esse, o médico recomenda analgésicos mais fracos como o paracetamol e o ibuprofeno. Ao longo deste artigo você também irá entender porque acontece dessa forma.

Tipos de Opioides

Os opioides são divididos em dois tipos:

  • Opioides fracos: codeína e di-hidrocodeína;
  • Opioides fortes: tramadol, metadona, fentanil, morfina e oxicodona.

Mesmo os opioides que são classificados juntos possuem algumas diferenças no quesito força.

Uso seguro dos opioides

São necessários alguns cuidados na utilização dos opioides para dor.

Abaixo listamos alguns alertas: 

  • Certos analgésicos podem interferir na ação de outros medicamentos.
  • Cada fármaco afeta o paciente de uma determinada maneira, sendo que seus efeitos podem diferir de pessoa para pessoa. 
  • Há uma crescente epidemia de opioides, por isso eles devem ser prescritos com cautela e usados com segurança.
  • Os opioides não podem ser utilizados sem prescrição médica escrita, assinada e com retenção de receita especial.
  • É necessário que o seu médico faça uma avaliação cuidadosa para ajustar a dose do medicamento para o seu caso, garantindo que você se medique de forma eficiente e sem excessos.
  • Pessoas que consomem bebidas alcoólicas, antidepressivos, anti-histamínicos ou quaisquer outros medicamentos que provoquem sonolência devem conversar com o médico a respeito, pois a combinação pode ser perigosa. 

 

Também são importantes medidas como: 

  • Armazenar o medicamento com segurança.
  • Tomar o medicamento apenas conforme as instruções.
  • Não compartilhar a medicação com ninguém.
Os opioides podem causar efeitos colaterais.

Efeitos Colaterais

Assim como outros medicamentos, os opioides podem causar efeitos colaterais. Contudo, por se tratar de um remédio mais forte, a preocupação é ainda maior. 

Veja abaixo quais são os efeitos colaterais mais comuns: 

  • Constipação: por isso, em alguns casos, ao prescrever o opioide, o médico também indica um medicamento para prevenir a constipação. 
  • Náusea: um sintoma comum de quando você começa a usar o remédio, mas que provavelmente irá passar em uma semana, assim que o corpo se acostumar com a medicação. Caso o desconforto não passe, converse com o seu médico, mudar de opioide pode ajudar. 
  • Sonolência: esse é um problema que também costuma desaparecer a medida que o corpo se habitua ao medicamento. Contudo, é importante que você evite ingerir álcool ou outras substâncias que possam causar sono, pois podem intensificar a sonolência e causar acidentes.
  • Boca seca: muitos pacientes relatam ter a sensação de boca seca quando começam o tratamento com opioides, para evitar esse efeito, aumente a ingestão de líquidos. Mascar chicletes também pode ajudar. 

 

Se a dose for muito alta, os opioides podem causar tontura, desmaio ou alucinações. Diante de sintomas como esses, informe o seu médico imediatamente, pois pode ser necessário reduzir a dose.

Tolerância e dependência

opioide para dor

Pessoas que tomam opioides para dor há muito tempo e sentem que eles já não funcionam tão bem, passam pelo processo de tolerância. 

Isso acontece por causa da exposição excessiva dessas pessoas ao princípio ativo do medicamento, o que faz com que ingiram dosagens cada vez maiores em busca dos resultados relacionados às dosagens padrão. 

Com o tempo, a escala e a natureza do consumo fazem com que o medicamento se torne um vício. Pessoas que são dependentes sentirão desejo por opioides mesmo depois de reduzir de forma lenta a sua ingestão.

São dois os mecanismos responsáveis pela tolerância, veja:

  • O metabolismo da droga é acelerado;
  • Há redução do número de receptores ou sua afinidade pelo medicamento.

 

No que diz respeito a dependência, estão relacionadas anormalidades no funcionamento cerebral. O aumento de dopamina no sistema mesolímbico causado pelos opioides pode gerar aumento da transmissão dopaminérgica, e é considerado primordial para o desenvolvimento de dependência

Seguir a prescrição médica é o caminho para prevenir a tolerância e dependência. É incomum que pessoas que recebem prescrição de opioides para dor se tornem viciadas.

Fatores de risco para dependência

Há uma maior prevalência de dependência de opioides nos seguintes casos: jovens, dor crônica após acidente automobilístico; múltiplas regiões dolorosas; antecedente de uso de drogas ilícitas; depressão, doença psiquiátrica; uso de medicamento psicotrópico; dependência de tabaco; dose maior; maior tempo de uso; uso de álcool e uso por familiar.

Ao que tudo indica, uma combinação de fatores está relacionada, entre eles predisposição genética, perfil psicológico, contexto sócio-cultural e exposição ao fármaco.

Abstinência

A abstinência acontece quando o indivíduo desenvolve uma dependência física dos opioides. Então, mediante uma interrupção abrupta da medicação, apresenta diversos sintomas indesejáveis, como: 

 

O tratamento para abstinência inclui voltar a tomar medicamento inicialmente. Logo, os sintomas começam a melhorar.

Em seguida, conforme orientação médica, deve-se fazer a redução gradual das doses no decorrer de quatro a seis semanas até a interrupção completa, que então pode ser realizada com segurança.

A overdose é caracterizada pelo consumo excessivo de uma determinada substância.

Os opioides podem causar overdose?

 Os opioides podem causar overdose quando consumidas doses além das recomendadas para o corpo. 

Se trata de um quadro grave, que pode acarretar efeitos nocivos para os órgãos e até mesmo levar à morte. 

Normalmente a crise acontece quando a pessoa comete abusos no consumo do remédio em um curto período, mas também pode ocorrer quando há uso da substância por um tempo prolongado.

Como obter o melhor efeito possível com opioides 

Para evitar qualquer tipo de complicação envolvendo o uso de opioides para dor, basta seguir a risca todas as orientações do seu médico, administrando a medicação de forma consciente. 

Além disso, são essenciais as avaliações periódicas, já que o uso prolongado do fármaco provoca inúmeras alterações no corpo e pode causar tolerância, dependência e abstinência. 

No momento de descontinuar o tratamento também será importante a participação do médico, que orientará a redução progressiva da dose. 

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Andrew Seung Ho Park

CRM-SP: 157730 / RQE: 67991 | Médico Fisiatra e Neurofisiologista. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Residência Médica em Fisiatria e Neurofisiologia Clínica (Eletroneuromiografia, Aplicação de Toxina Botulínica tipo A) pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professor Colaborador do Centro de Estudos Integrados de Medicina Chinesa.

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