CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Osteoporose: O que é, sintomas, riscos e tratamentos

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, tornando-os porosos e frágeis. Ela se desenvolve silenciosamente, muitas vezes só descoberta após uma fratura causada por uma queda simples. Ocorre quando o corpo perde massa óssea muito rapidamente ou a produz de forma insuficiente. Com o envelhecimento, a absorção de minerais como o cálcio diminui, contribuindo para o problema. Mulheres após a menopausa estão entre os grupos mais afetados.

Nosso corpo está constantemente renovando os ossos em um processo chamado remodelação óssea. Na juventude, formamos osso novo mais rápido do que perdemos o velho. Com o passar dos anos, especialmente após os 30, esse equilíbrio se inverte, iniciando uma perda gradual de densidade óssea. Quando essa perda é severa, caracteriza-se a osteoporose.

A doença afeta mais de 10 milhões de brasileiros, de acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose, sendo a maioria mulheres acima dos 50 anos.

Com os ossos gravemente enfraquecidos, movimentos rotineiros como se curvar ou pequenos traumas como um escorregão podem resultar em fraturas. As áreas mais comuns são o punho, o ombro, a coluna vertebral e o quadril.

Embora não tenha cura, a osteoporose pode ser prevenida e seu avanço, controlado. O diagnóstico precoce, antes da primeira fratura, é crucial para um tratamento eficaz, destacando a importância do rastreamento com o exame de densitometria óssea.

Continue lendo para entender as causas, sintomas e as principais formas de prevenção e tratamento:

A osteoporose é uma condição mais comum em mulheres acima dos 50 anos que deixa os ossos frágeis e porosos

Osteoporose e perda da massa óssea

Entenda a Diferença na Densidade Óssea

Use o controle para visualizar como a estrutura óssea se torna mais porosa e frágil na osteoporose.

Osso Normal Osteopenia Osteoporose

A imagem é uma representação ilustrativa. O diagnóstico preciso é feito pela densitometria óssea.

O que é osteoporose

A osteoporose é uma doença metabólica do osso caracterizada pela diminuição da densidade e qualidade da massa óssea. Isso torna o esqueleto mais frágil e significativamente mais suscetível a fraturas. O nome significa “osso poroso”: em um osso saudável, a estrutura interna se assemelha a um favo de mel com pequenos espaços. Na osteoporose, esses espaços se ampliam devido à perda de densidade, resultando em uma estrutura mais aberta e fraca.

A principal complicação são as fraturas, que podem ocorrer após quedas ou, em estágios avançados, até mesmo por movimentos rotineiros como um espirro forte ou um abraço mais firme.

Diferença entre osteoporose e osteopenia

osteopenia e osteoporose

A osteopenia é um estágio anterior à osteoporose, caracterizado por uma densidade óssea abaixo do normal, mas não suficientemente baixa para ser classificada como doença. Pode ser considerada um “alerta” do organismo.

O principal fator de risco para a osteopenia é a idade avançada, sendo comum que a perda óssea natural após os 35-40 anos leve a esse diagnóstico. Nem toda osteopenia progride para osteoporose, mas sua presença indica uma maior probabilidade de desenvolvê-la no futuro.

Identificar a osteopenia é uma oportunidade crucial para iniciar intervenções preventivas—como ajustes na dieta, suplementação e exercícios—que podem fortalecer os ossos e evitar a progressão para a osteoporose.

Estatísticas sobre a osteoporose

A osteoporose é um problema de saúde global e relevante no Brasil. Estima-se que seja responsável por quase 9 milhões de fraturas por ano no mundo todo, de acordo com a Federação Internacional da Osteoporose.

A doença afeta principalmente mulheres após a menopausa, acometendo cerca de 200 milhões em todo o mundo. No entanto, homens também são afetados—aproximadamente 1 em cada 5 homens acima de 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica. A fratura de quadril, em particular, tem consequências graves, com alto impacto na independência e qualidade de vida.

O desenvolvimento da condição depende de um conjunto de fatores, que vão desde a quantidade de massa óssea acumulada na juventude até o grupo étnico e o histórico familiar.

Causas da osteoporose

A causa fundamental da osteoporose é um desequilíbrio no ciclo natural de renovação dos ossos. Esse processo contínuo, chamado remoção óssea (ou reabsorção), envolve duas ações principais: a remoção de tecido ósseo antigo por células chamadas osteoclastos e a formação de osso novo pelos osteoblastos.

Na infância e juventude, a formação supera a remoção, permitindo que os ossos cresçam e atinjam seu pico de massa e força (por volta dos 30 anos). Após essa fase, o processo começa a se inverter lentamente. Na osteoporose, essa perda óssea se acelera ou a formação de osso novo fica muito lenta, resultando em um saldo negativo e no enfraquecimento da estrutura.

Osso normal saudável sem osteoporose

Fatores de risco

O risco de desenvolver osteoporose é influenciado por diversos fatores. Alguns não podem ser alterados, mas conhecê-los ajuda na vigilância e no diagnóstico precoce.

Sexo

Mulheres têm um risco significativamente maior, especialmente após a menopausa, devido à queda brusca dos níveis de estrogênio, um hormônio que protege os ossos.

Idade

O risco aumenta progressivamente com a idade, pois a perda natural de massa óssea se acumula ao longo das décadas.

Etnia

Mulheres brancas e de origem asiática têm risco mais elevado. Mulheres negras e hispânicas têm risco menor, mas ainda significativo.

Histórico Familiar

Ter um pai ou mãe com histórico de fratura de quadril, ou diagnóstico de osteoporose, aumenta a predisposição individual.

Avalie seus Fatores de Risco para Osteoporose

Marque os itens que se aplicam a você. Quanto mais fatores, maior a recomendação de conversar com um médico.

Você marcou 0 fator(es) de risco.

Manter hábitos saudáveis é fundamental para a saúde dos ossos.

Falar com um Especialista

Esta lista é informativa. Um médico pode fazer uma avaliação completa e personalizada.

Outros fatores de risco podem ser modificados com mudanças no estilo de vida ou tratamentos médicos:

Hormônios sexuais

Níveis baixos de estrogênio (em mulheres, por menopausa ou cirurgia) ou de testosterona (em homens) aceleram a perda óssea.

Distúrbios Alimentares

Condições como anorexia nervosa levam à desnutrição, deficiência hormonal e grave perda de massa óssea.

Tabagismo

As toxinas do cigarro interferem diretamente na função das células formadoras de osso (osteoblastos).

Consumo excessivo de álcool

O álcool em excesso é tóxico para os osteoblastos e prejudica o equilíbrio de cálcio no corpo.

Sedentarismo

Os ossos precisam do estímulo mecânico do exercício para se manterem fortes. A falta de atividade os enfraquece.

Dieta inadequada

Ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D ao longo da vida, especialmente na infância e adolescência, compromete a construção do pico de massa óssea.

Uso de medicamentos

Uso prolongado de corticosteroides (para artrite, asma), alguns anticonvulsivantes, inibidores de aromatase (câncer de mama) e outros.

Doenças associadas

Algumas condições como artrite reumatoide, hipertireoidismo não controlado, doença celíaca e doenças renais ou hepáticas crônicas.

A osteoporose é conhecida como uma 'doença silenciosa' porque não provoca dor ou sintomas perceptíveis até que ocorra uma fratura. Cansaço e dores articulares ou musculares não são causados diretamente pela perda de densidade óssea. Radiografias comuns não são adequadas para o diagnóstico precoce; esse papel é da densitometria óssea.

Sintomas

A osteoporose em si é assintomática. O primeiro “sintoma” muitas vezes é a fratura em si, que causa dor súbita e aguda. Como a doença pode passar despercebida por anos, muitas fraturas vertebrais leves ocorrem sem que a pessoa perceba, sendo descobertas apenas em exames de imagem feitos por outros motivos.

Quando sintomáticas, as fraturas vertebrais podem causar:

  • Dor intensa nas costas que pode irradiar para os lados.
  • Diminuição da altura ao longo do tempo.
  • Postura curvada para frente (corcunda ou cifose acentuada).
  • Dificuldade para respirar, em casos mais graves, devido à compressão do tórax.

Fraturas por estresse nos pés ou na perna podem causar dor durante atividades como caminhadas. As fraturas de quadril geralmente ocorrem após uma queda e exigem intervenção cirúrgica, sendo um evento com grande impacto na independência.

Como é o diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose se baseia principalmente no exame de densitometria óssea, também conhecido como DXA. É um exame rápido, indolor e de baixa radiação que mede a densidade mineral óssea (DMO) na coluna e no quadril, comparando-a com a de um adulto jovem saudável (valor T).

Quando fazer o rastreamento:

  • Mulheres: A partir dos 65 anos, de rotina. Deve ser considerado a partir dos 50 anos se houver fatores de risco (ex: fratura prévia, uso de corticoide, menopausa precoce).
  • Homens: A partir dos 70 anos. A partir dos 50 anos na presença de fatores de risco significativos.

Na consulta, um médico (clínico geral, ortopedista, reumatologista ou endocrinologista) fará uma avaliação completa, incluindo histórico médico, hábitos de vida e exame físico. Exames de sangue podem ser solicitados para descartar outras causas de perda óssea (como problemas de tireoide) e medir níveis de vitamina D e cálcio. Radiografias são úteis apenas para confirmar uma fratura suspeita, não para diagnosticar a osteoporose precocemente.

Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para um plano de tratamento eficaz, que pode prevenir fraturas futuras e manter a qualidade de vida.

Precisa de um Diagnóstico Preciso para Dor Óssea ou Suspeita de Osteoporose?

Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, realizamos uma avaliação médica especializada para investigar a causa da sua dor e a saúde dos seus ossos. Contamos com equipe médica especializada em Dor, com formação pelo Hospital das Clínicas da USP.

Localizados na Al. Jau 687 - São Paulo - SP, oferecendo um diagnóstico claro é o primeiro passo para um tratamento seguro e eficaz.

Agendar Avaliação por WhatsApp
risco quedas cadeira idosos

Complicações e riscos

A principal e mais séria complicação da osteoporose são as fraturas por fragilidade. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos sofrerão uma dessas fraturas ao longo da vida.

Impacto das fraturas mais comuns:

  • Vértebras (coluna): Causam dor crônica, perda de altura, deformidade postural (corcunda) e podem reduzir a capacidade pulmonar.
  • Quadril: Geralmente requer cirurgia e longa reabilitação. Está associada a uma perda significativa de independência, e até a um aumento no risco de mortalidade no ano seguinte à fratura.
  • Punho (rádio distal): Embora geralmente se cure bem, é um marcador importante de fragilidade óssea e aumenta o risco de futuras fraturas no quadril e na coluna.

É crucial entender que o risco de fratura aumenta exponencialmente com a perda de densidade óssea. Uma perda de 10% na densidade pode dobrar o risco de fratura vertebral. Por isso, a prevenção e o tratamento precoce são tão importantes.

Tratamentos para osteoporose

O objetivo principal do tratamento é prevenir fraturas. Para isso, atua-se em duas frentes: reduzir a perda óssea e, quando possível, estimular a formação de osso novo. O plano é individualizado, considerando idade, sexo, risco de fratura e causas da osteoporose, e pode incluir:

1. Medicações para fortalecer os ossos

  • Bisfosfonatos (ex: alendronato, risedronato): São os mais prescritos. Inibem a ação das células que reabsorvem osso (osteoclastos), reduzindo a perda. Podem ser tomados semanalmente ou mensalmente, ou via infusão anual.
  • Modulador Seletivo do Receptor de Estrogênio (SERM) (raloxifeno): Age como o estrogênio nos ossos, reduzindo a reabsorção, mas sem seus efeitos em outros tecidos.
  • Terapia de Reposição Hormonal (TRH): Usada em mulheres no início da menopausa para aliviar sintomas e prevenir perda óssea. Os riscos e benefícios devem ser cuidadosamente avaliados com um ginecologista.
  • Denosumabe: Uma medicação injetável a cada 6 meses que também inibe a reabsorção óssea.
  • Terapia anabólica (ex: teriparatida, romosozumabe): São medicamentos mais recentes que estimulam a formação de osso novo. São indicados para casos de alto risco ou quando outros tratamentos falharam.

2. Suplementação Nutricional

  • Cálcio: Garantir a ingestão diária adequada (1000-1200 mg) é fundamental para fornecer matéria-prima. Suplementos podem ser necessários se a dieta for insuficiente.
  • Vitamina D: Essencial para que o corpo consiga absorver o cálcio ingerido. A deficiência é muito comum. Suplementação é frequentemente necessária, mesmo com exposição solar.

3. Modificações no Estilo de Vida

  • Exercícios Físicos: Combinam exercícios com sustentação de peso (caminhada, dança) para estimular os ossos e exercícios de fortalecimento muscular e equilíbrio (musculação, pilates) para prevenir quedas.
  • Parar de fumar e moderar o álcool: Medidas cruciais para proteger a saúde óssea.
  • Prevenção de quedas: Adaptar a casa (retirar tapetes, melhorar iluminação, instalar barras), usar calçados adequados e tratar problemas de visão são tão importantes quanto o tratamento medicamentoso.

4. Tratamentos Auxiliares para Controle da Dor

Após uma fratura ou para dores musculoesqueléticas associadas, terapias não cirúrgicas podem trazer alívio significativo. A acupuntura médica e o dry needling são eficazes no controle da dor. Tratamentos como laser de alta intensidade, ondas de choque e eletroestimulação podem auxiliar na recuperação e no manejo da dor crônica.

Sempre converse com seu médico antes de iniciar qualquer novo tratamento, suplemento ou terapia.

Caminhos para o Tratamento da Osteoporose

O tratamento é personalizado. Este fluxo ilustra as opções principais que um médico pode considerar com você.

Este fluxograma é uma visão geral. A prescrição médica depende de uma avaliação individual detalhada.

exercicios-dores-lombares

Tratamento Especializado e Não Cirúrgico para a Dor

Na Clínica Dr. Hong Jin Pai, oferecemos um abordagem integrada para o manejo da dor relacionada a condições osteomusculares e da osteoporose. Nossa equipe médica especializada em Dor, com formação pelo HC-FMUSP, atua com tratamentos modernos e eficazes, sem necessidade de cirurgia.

Entre os tratamentos que realizamos: Acupuntura Médica, Dry Needling, Ondas de Choque, Laser de Alta Intensidade, Eletroestimulação, Pilates e RPG em salas individuais, além de outros procedimentos como aplicação de Botox para dor crônica.

Nosso objetivo é aliviar a dor, melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida com um atendimento individualizado.

Conversar sobre Opções de Tratamento

Prevenção

A saúde dos ossos se constrói ao longo de toda a vida. As estratégias de prevenção são eficazes tanto para quem nunca teve problemas quanto para quem já tem osteopenia ou osteoporose e quer evitar pioras.

Construa um Pico de Massa Óssea Sólido (até os ~30 anos)

  • Alimentação rica em cálcio: Incentive crianças e adolescentes a consumirem laticínios, vegetais verde-escuros (couve, brócolis), sardinha e alimentos fortificados.
  • Vitamina D e sol seguro: Exposição solar moderada nos horários adequados e, se necessário, suplementação.
  • Exercícios com impacto: Atividades como corrida, pular corda e esportes durante a juventude são fundamentais para ossos mais densos.

Mantenha e Proteja sua Massa Óssea (após os 30 anos)

  • Continue se movimentando: Pratique regularmente exercícios de força (musculação) e de sustentação de peso (caminhada, subir escadas).
  • Mantenha o peso adequado: Estar muito abaixo do peso é prejudicial aos ossos. O sobrepeso pode aumentar o risco de fraturas em certas quedas.
  • Evite hábitos nocivos: Não fume e limite o consumo de álcool a no máximo uma dose por dia para mulheres e duas para homens.
  • Previna quedas: Use calçados antiderrapantes, mantenha a casa bem iluminada e livre de obstáculos, e faça exercícios para o equilíbrio, como Tai Chi Chuan.
  • Faça exames de rotina: Converse com seu médico sobre a necessidade de densitometria óssea no momento certo para você.

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

Deixe o seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Artigos relacionados