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Dor no quadril: causas e tratamentos

Dor no quadril não é uma doença única, e o local da dor, virilha, lateral ou nádega, já aponta origens diferentes.

Resposta direta
  • Dor no quadril ou na bacia, do lado direito ou do lado esquerdo? O lado raramente muda o diagnóstico: o que importa é onde dói (virilha, lateral ou nádega) e o padrão da dor. A causa mais comum nos dois lados é mecânica, e a maioria responde a tratamento sem cirurgia.
  • A localização da dor orienta a causa: virilha sugere a própria articulação (artrose, impacto); lateral sugere os tendões e a bolsa do trocânter; nádega sugere a sacroilíaca, o piriforme ou dor referida da coluna lombar.
  • Hoje: comece pelas medidas do quadro abaixo. Sem melhora em 1 a 2 semanas, marque consulta. Depois de queda com dor forte ou dificuldade para apoiar a perna, ou com febre junto com a dor, vá ao pronto-socorro.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

Atendimento particular · muitos planos reembolsam a consulta: veja como funciona.

O que fazer agora

Enquanto o local exato e a causa ficam mais claros, estas medidas ajudam a controlar a dor no quadril desde hoje, sem exigir repouso total:

  • Reduza por alguns dias o que dói (descer escada, agachar, ficar muito tempo sentado), mas continue se movimentando dentro do limite da dor; o repouso total costuma piorar a maioria dos quadros.
  • Se a dor piora ao deitar de lado, durma com um travesseiro entre os joelhos e evite cruzar as pernas: isso tira a compressão do tendão glúteo contra o trocânter.
  • Se a dor piora ao sentar ou ao levantar da cadeira, evite ficar muito tempo na mesma posição; levante e caminhe alguns minutos a cada hora.
  • Calor local relaxa a musculatura tensa; gelo ajuda mais quando há um componente agudo e inflamatório. Use por 15 a 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia.
  • Analgésico comum (dipirona ou paracetamol) ajuda nas piores horas; use no máximo 2 a 3 dias por semana.

Sem melhora em 1 a 2 semanas, marque consulta. Vá ao pronto-socorro se houver dor intensa após queda ou trauma com dificuldade de apoiar o peso, febre ou mal-estar importante junto com a dor, ou dormência na virilha com alteração para urinar ou evacuar (veja a lista completa de sinais).

Dor no quadril do lado direito ou esquerdo: o lado muda o diagnóstico?

Quem sente dor no quadril do lado direito ou do lado esquerdo costuma querer saber se o lado tem um significado próprio. A resposta direta tranquiliza: o lado, sozinho, raramente muda o diagnóstico. O que orienta a causa é onde a dor se concentra (virilha, lateral ou nádega) e o padrão dela. Uma dor na virilha direita e uma dor na virilha esquerda apontam para a mesma família de origens; muda apenas o lado afetado.

Há, ainda assim, duas observações úteis. A primeira: o lado importa quando a dor é dos dois lados ao mesmo tempo. A dor bilateral, que aparece à direita e à esquerda em paralelo, com rigidez matinal longa, levanta a hipótese de uma causa inflamatória ou sistêmica (artrite, espondiloartrite) com mais força do que uma dor unilateral, que segue quase sempre a lógica mecânica de sobrecarga de um lado só.

A segunda: muita gente percebe a dor de um lado porque é o lado de apoio, o lado sobre o qual costuma dormir, ou o lado da perna mais usada; o lado dominante apenas revela primeiro uma sobrecarga que poderia surgir em qualquer um. Um aviso à parte: dor na parte baixa da barriga, de um lado, com intestino ou urina alterados ou febre, costuma vir de um órgão e pede o clínico.

Vista frontal da bacia com os dois quadris: a cabeça do fêmur encaixada na bacia, o lado direito e o lado esquerdo, e as três zonas de dor: virilha (anterior), trocânter (lateral) e nádega (posterior)
Onde fica o quadril e o encaixe do fêmur com a bacia. A articulação do quadril é o encaixe da cabeça do fêmur (o osso da coxa) na bacia (a pelve), funda e na frente, perto da virilha. A mesma anatomia existe à direita e à esquerda, e as três zonas de dor (virilha, lateral e nádega) valem para os dois lados.

Onde fica o quadril: o encaixe do fêmur com a bacia

O que se chama de osso do quadril é a bacia, ou pelve, o anel ósseo largo da cintura. A articulação do quadril propriamente dita é o encaixe do fêmur com a bacia: a ponta arredondada do fêmur, o osso da coxa, encaixa numa cavidade da bacia como uma bola num soquete. Essa junta da coxa com o quadril fica funda e na frente, perto da virilha. A saliência que se apalpa na lateral é o trocânter, onde se prendem os tendões dos glúteos.

Dor no osso do quadril na gravidez

A dor no quadril e no osso da bacia na gravidez tem causas próprias, ligadas à frouxidão dos ligamentos pela ação hormonal, à mudança do centro de gravidade e à sobrecarga da sínfise púbica e das articulações sacroilíacas. Como o raciocínio e o tratamento diferem do quadro geral descrito aqui, esse tema tem página dedicada: dor no quadril durante a gravidez.

Fisioterapeuta auxiliando exercício com halteres azuis em paciente deitada na fisioterapia
Reabilitação na clínica Fortalecimento com halteres guiado pela fisioterapeuta

Onde dói e o que isso sugere

A pergunta mais útil na dor no quadril é “onde exatamente dói”. A região onde a dor se concentra é o primeiro filtro do diagnóstico e separa, logo na primeira consulta, problemas de dentro da articulação de problemas dos tecidos ao redor ou de dor que vem da coluna.

No dia a dia, muita gente chama de quadril toda a região entre a cintura e a coxa, e é por isso que a queixa engloba causas tão distintas. A dor na nádega, por exemplo, frequentemente vem da articulação sacroilíaca, do músculo piriforme ou de uma raiz nervosa da coluna lombar.

3
grandes zonas: virilha (anterior), lateral e nádega (posterior)
C
sinal em C: a mão em concha sobre a lateral indica dor articular profunda
~10%
dos adultos mais velhos têm dor de quadril que limita a rotina

Há um detalhe clássico do exame que ilustra bem essa lógica: o sinal em C. Quando a dor vem de dentro da articulação, o paciente costuma envolver a lateral do quadril com a mão em concha, formando um C com o polegar à frente, na virilha, e os dedos atrás, na nádega. Já quem aponta com um dedo um ponto bem localizado na saliência lateral em geral tem um problema de tendão ou de bolsa. O corpo, sem saber de anatomia, costuma indicar a origem.

Dor profunda · na frente

Origem intra-articular

Dor na virilha, às vezes irradiando para a frente da coxa, que piora ao agachar, ao cruzar as pernas, ao calçar meias e ao girar o quadril para dentro. Aponta para a própria articulação: artrose (coxartrose) no adulto mais velho, impacto femoroacetabular e lesão de labrum no jovem ativo.

Dor superficial · na lateral e atrás

Origem nos tecidos ao redor

Dor na lateral, pior ao deitar sobre o lado, sugere a síndrome dolorosa do trocânter maior e a tendinopatia glútea. Dor na nádega aponta para a articulação sacroilíaca, a síndrome do piriforme ou dor referida da coluna lombar.

Vale guardar duas ressalvas. A primeira: dor que desce pela frente da coxa até o joelho pode ser do quadril, porque a articulação e a coxa compartilham inervação; a dor articular do quadril, na verdade, costuma ser sentida na virilha e na coxa, raramente na própria saliência lateral. A segunda: a coluna lombar é a grande imitadora.

Uma raiz nervosa irritada projeta dor para a nádega e a perna, e nem sempre a pessoa percebe que o problema começou nas costas. Separar quadril de coluna é uma das tarefas centrais da avaliação.

Um quadril que estala ao caminhar ou ao levantar, sem dor e sem travamento, costuma ser benigno, como explica por que meu quadril estala. Estalo com dor profunda na virilha ou travamento pede consulta, porque pode ser lesão de labrum.

Da prática clínica

Na consulta, três observações se repetem o bastante para virarem rotina de raciocínio. A primeira: pedir para a pessoa apontar com um dedo onde mais dói resolve boa parte do diagnóstico antes de qualquer manobra. Dedo na virilha leva o pensamento para dentro da articulação; mão em concha sobre a lateral também; dedo cravado na saliência lateral aponta tendão glúteo; mão na nádega abre a tríade sacroilíaca, piriforme ou coluna.

A segunda: uma parcela relevante de quem chega com diagnóstico de “dor no quadril” tem a origem da dor na coluna lombar. A pista de bancada é simples e costuma surpreender o paciente: quando movimentamos passivamente a articulação em todas as direções e a dor habitual não se reproduz, a origem provável está nas costas, e o exame se redireciona para lá.

A terceira: o que mais surpreende é descobrir que a velha “bursite” lateral quase nunca é uma bolsa inflamada. É tendinopatia dos glúteos, e a pessoa estranha quando a conduta deixa de ser repouso e anti-inflamatório e passa a ser carga progressiva no próprio tendão que dói.

Onde a dor se localiza informa a causa com mais precisão do que a imagem. A artrose vista no raio-X é comuníssima depois de certa idade mesmo em quem não sente nada, e ela pode conviver com uma dor que, na verdade, vem do tendão glúteo na lateral ou de uma raiz nervosa da coluna. A seção de avaliação explica quando a imagem ajuda.

As causas por região e mecanismo

Corte anatômico da articulação do quadril com acetábulo, cartilagem, labrum, ligamentos e cabeça do fêmur identificados por rótulos
Conhecer acetábulo, labrum, cartilagem e cabeça do fêmur ajuda a localizar de onde nasce a dor no quadril.

Abaixo estão as causas que de fato aparecem na consulta, agrupadas em quatro famílias: a dor anterior, da virilha; a dor lateral, do trocânter; a dor posterior, da nádega; e as causas sistêmicas e ósseas, menos comuns mas que mudam a conduta.

Dor anterior, na virilha: a articulação e o que a cerca

A própria articulação do quadril fica funda, na frente, e quando ela é a fonte da dor a queixa se localiza na virilha, às vezes irradiando para a frente da coxa. A perda dolorosa e precoce da rotação interna é a assinatura desse grupo.

Dor na virilha · adulto mais velho

Coxartrose, a artrose do quadril

Perda progressiva da cartilagem da articulação do quadril. Dor na virilha que piora ao caminhar e ao fim do dia, rigidez matinal curta e perda precoce da rotação interna. Comum depois dos 50 anos. Ver coxartrose.

Dor profunda · jovem ativo

Impacto femoroacetabular

Choque entre a borda da cavidade da bacia e o colo do fêmur, por um formato do osso que sobra. Dor profunda na virilha ao agachar, ao sentar por muito tempo e ao girar o quadril para dentro; o teste de FADIR a reproduz. Ver impacto femoroacetabular.

Travamento · estalo com dor

Lesão do labrum acetabular

Ruptura do anel de fibrocartilagem que sela e estabiliza a articulação, em geral associada ao impacto. Dor profunda na virilha, sensação de travamento, estalo doloroso e instabilidade ao girar. Costuma exigir ressonância para confirmar.

Virilha mais baixa · atleta

Pubalgia e tendinopatia dos adutores

Sobrecarga da inserção dos adutores e da musculatura da parede abdominal sobre o púbis. Dor na virilha baixa ao chutar, arrancar e juntar as pernas, comum em esportes de mudança de direção. Pode coexistir com hérnia inguinal. Ver pubalgia e, se começou num chute ou numa arrancada, distensão na virilha.

Abaulamento · esforço

Hérnia inguinal

Protrusão de conteúdo abdominal pelo canal inguinal. Dor ou peso na virilha que piora ao esforço, tossir e levantar peso, às vezes com um abaulamento palpável. Não nasce na articulação: é causa de virilha que o exame da parede abdominal identifica.

Corticoide · álcool · dor noturna

Osteonecrose da cabeça femoral

Perda do suprimento sanguíneo de parte da cabeça do fêmur, com morte óssea e risco de colapso. Dor na virilha progressiva, inclusive em repouso e à noite, em quem usou corticoide, abusou de álcool ou fez quimioterapia. O diagnóstico precoce, por ressonância, amplia as opções.

Dor lateral, no trocânter: tendões e bolsa

A saliência óssea que se apalpa na lateral é o trocânter maior, onde se inserem os tendões dos glúteos médio e mínimo. A dor lateral, pior ao deitar sobre o lado, raramente vem da articulação: vem desses tendões e das estruturas vizinhas. Queimação ou dormência na pele da lateral da coxa, sem fraqueza, é outro quadro, de nervo: a meralgia parestésica.

Dor ao deitar de lado

Tendinopatia glútea e síndrome do trocânter maior

Sobrecarga e degeneração dos tendões do glúteo médio e mínimo na inserção no trocânter, hoje entendida como a causa principal do que se chamava bursite. Dor na lateral ao deitar sobre o lado, ao subir escada e ao apoiar o peso numa perna só, com Trendelenburg positivo. Ver tendinopatia glútea e síndrome do trocânter.

Lateral da coxa · corredor

Síndrome do trato iliotibial

Atrito e sobrecarga da banda iliotibial sobre a lateral do fêmur, mais comum em corredores e ciclistas. Dor na lateral da coxa e do quadril que aparece com o volume de corrida e melhora com o repouso relativo e o ajuste de carga e cadência.

Dor posterior, na nádega: a grande imitadora

A dor na nádega muitas vezes nem nasce no quadril. Aqui dividem espaço a articulação sacroilíaca, a musculatura glútea profunda e, sobretudo, a dor referida da coluna lombar, a imitadora mais frequente da dor de quadril.

Dor ao sentar · às vezes desce

Síndrome do piriforme e dor glútea profunda

Compressão ou irritação do nervo isquiático na região glútea profunda, com participação do piriforme e de outros músculos. Dor na nádega ao sentar, que às vezes desce pela perna sem o padrão claro de uma raiz nervosa única. Ver síndrome do piriforme.

Dor referida · trajeto de raiz

Dor referida da coluna lombar e da sacroilíaca

Raízes lombares altas e a articulação sacroilíaca referem dor para a nádega, a virilha e a face anterior da coxa. Pista: o movimento passivo do quadril não reproduz a dor habitual, e há relação com a posição da coluna. A sacroilíaca dói perto da prega glútea, pior ao levantar da cadeira. Ver dor sacroilíaca e dor lombar.

Dor ao sentar · ísquio

Tendinopatia isquiotibial proximal

Sobrecarga da inserção dos isquiotibiais no ísquio (o osso sobre o qual se senta). Dor profunda na prega da nádega, pior ao sentar em superfícies duras, ao correr e ao alongar a perna esticada. Comum em corredores e em quem faz agachamento profundo.

Causas sistêmicas e ósseas: menos comuns, mudam a conduta

Algumas causas são menos frequentes, mas precisam ser lembradas porque tiram a dor do roteiro mecânico habitual e exigem conduta específica, às vezes urgente.

Atleta · dor que progride

Fratura por estresse do colo femoral

Microfratura por sobrecarga repetitiva no colo do fêmur, em corredores, militares e em quem tem baixa densidade óssea (inclusive a tríade da atleta). Dor na virilha que piora com a carga e progride; pode não aparecer na radiografia inicial e exige ressonância. É um sinal de alerta.

Rigidez matinal longa · poliarticular

Artrite inflamatória

Doenças como a artrite reumatoide e as espondiloartrites inflamam a articulação. Dor com rigidez matinal prolongada (acima de uma hora), acometimento de outras articulações e, por vezes, sintomas sistêmicos. O tratamento de base cabe ao reumatologista.

Não muda com o movimento

Dor referida visceral

Problemas intra-abdominais e pélvicos, como hérnia, doença do trato urinário ou ginecológica e, raramente, aneurisma, podem referir dor para a virilha. Pista: a dor não muda com o movimento do quadril e vem acompanhada de sintomas do órgão de origem.

Mito

“Dor no quadril é sempre desgaste e mais cedo ou mais tarde vai precisar de prótese.”

Fato

A maioria das causas de dor no quadril não é artrose avançada, e muitas nem nascem na articulação. O local da dor e o exame identificam a origem, e a maior parte responde a tratamento não-cirúrgico.

Como diferenciar pelo padrão

Desenho anatômico posterior da pelve mostrando os ligamentos sacroilíacos, sacrotuberoso, sacroespinhoso e o forame ciático maior
Dor que vem da articulação sacroilíaca posterior costuma ser confundida com dor do próprio quadril.

A tabela separa as causas pelo local exato, pelo que piora a dor e pela pista que confirma a suspeita, e diz quando procurar avaliação.

Padrão da dor por origem e o que costuma orientar a conduta
Onde dóiOrigem provávelPista que confirmaO que costuma orientarQuando procurar
Virilha, adulto mais velhoCoxartroseRotação interna dolorosa e perdida, piora ao caminharReabilitação e controle de peso; imagem confirmaConsulta se não melhorar em 1 a 2 semanas
Virilha profunda, jovem ativoImpacto femoroacetabular e labrumFADIR positivo, dor ao agachar, estalo com travamentoReabilitação; ressonância se travamento persistenteConsulta se travar ou não melhorar em 1 a 2 semanas
Virilha baixa, atletaPubalgia, adutores, hérnia inguinalDor ao juntar as pernas, abaulamento ao esforçoCarga progressiva; avaliar parede abdominalConsulta se não melhorar em 1 a 2 semanas
Virilha, dor noturnaOsteonecrose, fratura por estresseCorticoide, álcool ou carga repetitiva; dói em repousoRessonância sem demora: sinal de alertaConsulta nesta semana; pare de correr até lá
Lateral, ao deitar de ladoTendinopatia glútea, trato iliotibialDor ao apoiar uma perna só, Trendelenburg positivoCarga progressiva no glúteo; ondas de choqueConsulta se não melhorar em 1 a 2 semanas
Nádega, ao sentarPiriforme, isquiotibial proximal, sacroilíacaDor ao sentar; quadril passivo não reproduz a dorExame da coluna e da sacroilíaca; reabilitaçãoConsulta se não melhorar em 1 a 2 semanas
Nádega irradiando, com formigamentoDor referida da coluna lombarTrajeto de raiz nervosa, relação com a posição da colunaTratar a coluna; remédio para dor de nervoConsulta em 1 a 2 semanas, antes se a dor é forte; fraqueza súbita, pronto-socorro
Não muda com o movimento do quadrilSistêmica ou visceralRigidez matinal longa, febre, sintoma do órgão de origemReumatologista ou especialista da causaConsulta nesta semana; com febre, pronto-socorro

Quatro perguntas resolvem a maior parte da dúvida. A idade: virilha em adulto mais velho favorece artrose; no jovem ativo, impacto e labrum. O lado de deitar: dor ao deitar sobre o quadril aponta a lateral, a tendinopatia glútea. Sentar: dor ao sentar e ao levantar da cadeira sugere origem posterior, sacroilíaca ou piriforme. O trajeto: dor que desce pela perna com formigamento puxa a atenção para a coluna lombar.

Quando a dor no quadril é preocupante: sinais de alerta

A grande maioria das dores no quadril é musculoesquelética e benigna. Alguns achados, porém, mudam a urgência e a conduta.

Marque o que você sente

  • Dor intensa após queda ou trauma, sobretudo no idoso, com dificuldade ou incapacidade de apoiar o peso (suspeita de fratura).
  • Febre, calafrios ou mal-estar importante associados à dor no quadril (suspeita de infecção articular ou óssea).
  • Quadril preso, perna que parece encurtada ou rodada para fora após trauma, ou impossibilidade de mover a articulação.
  • Dormência na região da virilha ou alteração para urinar e evacuar (sugere causa na coluna que exige avaliação imediata).
  • Fraqueza na perna que aparece de repente ou piora em horas ou dias.
  • Dor que piora de forma progressiva, dor noturna implacável que não alivia com o repouso ou perda de peso inexplicada (pede investigar outras causas, como tumor).
  • História de câncer, de uso prolongado de corticoide, de abuso de álcool ou de quimioterapia (aumentam o risco de a cabeça do fêmur perder a circulação).
  • Corredor ou atleta com dor na virilha que piora a cada treino.
  • Travamento do quadril ou estalo com dor profunda na virilha.
  • Dor nos dois lados ao mesmo tempo, com rigidez de mais de uma hora ao acordar.
  • Dor que desce pela perna com formigamento e não melhora em 1 a 2 semanas.

Nada marcado? É o quadro mais comum, de origem mecânica. Siga as medidas de casa por 1 a 2 semanas; sem melhora nesse prazo, marque consulta.

Marcou um ou dois? Marque consulta nos próximos dias, em até 1 semana, e suspenda até lá a corrida ou o esporte que provoca a dor.

Marcou item em destaque? Pronto-socorro agora ou ligue 192. Três ou mais? Consulta em 2 a 3 dias.

Cada sinal aponta para uma causa que muda a conduta. A fratura do colo do fêmur é uma emergência no idoso, mesmo após queda da própria altura, e nem sempre impede totalmente o apoio no início. A infecção de uma articulação é urgência, porque a cartilagem se deteriora em poucos dias.

Como a dor no quadril é avaliada

A avaliação parte de três perguntas práticas: a dor vem de dentro da articulação, dos tecidos ao redor (tendões, bolsa) ou está sendo referida pela coluna lombar? A história e o exame físico respondem à maior parte disso, antes de qualquer imagem.

Na história, caracteriza-se o local exato da dor, o tempo de evolução, e o que melhora e piora. Dor que piora ao agachar e ao calçar meias sugere a articulação; dor ao deitar sobre o lado sugere a lateral; dor ao sentar e ao levantar sugere a região posterior. Em paralelo, rastreiam-se as bandeiras vermelhas: trauma, febre, perda de peso, história de câncer, uso de corticoide e sintomas neurológicos.

  1. Marcha e inspeção

    Observa-se a forma de andar: se a pessoa manca, se dá passo curto no lado dolorido ou se o tronco se inclina sobre o lado de apoio por fraqueza do glúteo médio.

  2. Teste de Trendelenburg

    Em pé sobre uma perna só, a pelve do lado suspenso deve subir. Se ela cai, o sinal é positivo e indica fraqueza dos músculos que afastam a perna, comum na tendinopatia glútea e na dor lateral do quadril.

  3. Amplitude de movimento

    Mede-se flexão, extensão, abdução, adução e, sobretudo, as rotações. A perda precoce e dolorosa da rotação interna é um dos sinais mais sensíveis de problema dentro da articulação, como a artrose.

  4. Perna em 4 (teste de FABER)

    Com o quadril em flexão, abdução e rotação externa (figura de “4”), reproduz dor na virilha quando a origem é articular e dor posterior quando a origem é sacroilíaca, ajudando a separar as duas.

  5. Joelho ao peito girando para dentro (teste de FADIR)

    Com o joelho dobrado em direção ao peito e cruzado, o quadril é girado para dentro; a dor profunda na virilha sugere impacto femoroacetabular ou lesão de labrum. É sensível, ainda que pouco específico.

  6. Provas da região posterior

    Manobras que apertam e afastam a sacroilíaca e testes que esticam o piriforme ajudam quando a dor é na nádega; um exame neurológico da perna afasta a origem na coluna.

Pérola clínica

A perda da rotação interna do quadril, dolorosa e precoce, é uma das pistas mais confiáveis de doença dentro da articulação. Quando a rotação interna está preservada e indolor, mas a dor é reproduzida ao apalpar o trocânter ou ao apoiar o peso numa perna só, a origem provável é a tendinopatia glútea.

A imagem entra para confirmar e estadiar o que o exame encontrou. A radiografia simples mostra bem a artrose, a forma do osso no impacto femoroacetabular e sinais de fratura. A ressonância é reservada para suspeita de lesão de labrum, de necrose avascular, de fratura por estresse não vista na radiografia, ou de tumor e infecção.

Pedir imagem cedo demais costuma revelar alterações degenerativas próprias da idade, comuns mesmo em quem não sente dor, o que pode gerar preocupação e intervenções desnecessárias. O laudo só ganha peso quando explica o lado e o padrão dos sintomas.

Como avaliamos a dor no quadril aqui

Na consulta, o fisiatra pede que você aponte onde dói e examina o quadril deitado e em pé: gira a articulação para dentro e para fora, aperta a lateral sobre o trocânter, observa você apoiado numa perna só e testa a sacroilíaca e a coluna lombar, com força, sensibilidade e reflexos da perna. Em geral você sai com a origem provável e o plano no mesmo dia, sem exame de imagem; radiografia ou ressonância entram quando o exame aponta para dentro da articulação ou para um sinal de alerta.

Quando há ponto-gatilho no glúteo, o agulhamento seco pode começar na mesma visita. A reabilitação é conduzida pelo fisioterapeuta da equipe, um paciente por sala, no mesmo endereço, e o plano é revisto em 3 a 6 semanas.

Assista: TENDINITE DO GLÚTEO – DOR MIOFASCIAL E TENDINOPATIA NO QUADRIL

O tratamento depende da causa

Não existe um tratamento único para a dor no quadril, porque a origem da dor é que define a conduta. A base, na grande maioria dos quadros mecânicos, é a reabilitação ativa, e os demais recursos se somam conforme o tecido envolvido. O que muda entre uma coxartrose, uma tendinopatia glútea e uma dor referida da coluna é a dose, o alvo e os adjuvantes.

Escada de tratamento: do cuidado em casa ao procedimento

Cuidado em casa · 1 a 2 semanas

Reduzir o que provoca a dor (escada, deitar sobre o lado dolorido, cruzar as pernas, ficar muito tempo sentado), calor 15 a 20 minutos 3 a 4 vezes ao dia e caminhadas curtas. Suba de degrau se a dor não ceder nesse prazo ou se limitar caminhar ou dormir.

Exercício orientado · 4 a 8 semanas

Com o fisioterapeuta, 1 a 2 vezes por semana, e em casa nos outros dias. Na dor lateral, carga progressiva no glúteo médio; na virilha e na artrose, mobilidade e força do quadril. Suba de degrau se a dor e a função não mudarem nesse prazo.

Procedimento somado ao exercício

Ondas de choque ou agulhamento seco (fichas abaixo), ou laser de alta intensidade na dor lateral, somados ao exercício. Reavaliação em 3 a 6 semanas.

Rever a origem

Sem melhora com o plano bem feito, o exame confirma se a dor vem mesmo do tecido tratado ou da coluna. Artrose avançada e incapacitante segue para avaliação do cirurgião ortopédico.

Semana 1 a 3

Fase inicial da reabilitação

Com a carga ajustada à dor e o fortalecimento em andamento, a maioria dos quadros musculoesqueléticos (articulação, tendão) começa a mostrar melhora nesse período; o ganho pleno de força segue depois.

6 a 12 semanas

Efeito pleno da reabilitação

É o prazo em que a reabilitação costuma mostrar seu efeito pleno na coxartrose, no impacto femoroacetabular e na tendinopatia glútea; nas tendinopatias, as ondas de choque se somam ao fortalecimento em cerca de 3 a 5 sessões dentro dessa janela.

Na causa musculoesquelética, que responde pela maioria dos casos, o eixo é a reabilitação com exercício e fortalecimento, conduzida individualmente pelo fisioterapeuta, com um paciente por sala. Na artrose e no impacto femoroacetabular, prioriza-se mobilidade, fortalecimento de glúteos e core e correção da rotação, com bicicleta ergométrica ou caminhada de 20 a 30 minutos, que costumam ser bem toleradas; na dor lateral por tendinopatia glútea, a base é a carga progressiva no glúteo médio, evitando as posições que comprimem o tendão contra o trocânter. Costuma começar com contração parada de abdução (empurrar a perna para fora contra a parede, 5 a 10 vezes de 20 a 45 segundos) e seguir para a ponte de glúteo (8 a 12 repetições, 1 a 2 vezes ao dia); o fisioterapeuta ajusta na consulta. RPG e Pilates clínico entram conforme o componente postural e de controle motor.

A melhora costuma aparecer ao longo de 6 a 12 semanas e se sustenta enquanto o estímulo é mantido. Na tendinopatia glútea, o exercício tem benefício comparável ou superior ao da infiltração de corticoide a médio prazo.

Ondas de choque na tendinopatia glútea

O que é
Ondas acústicas aplicadas sobre a lateral do quadril, no ponto em que os tendões do glúteo médio e mínimo se prendem ao trocânter. Sem agulha e sem anestesia. A clínica é listada pela SMBTOC como centro de ondas de choque.
Como age
O estímulo mecânico sobre o tendão reduz a dor e ajuda o tendão a voltar a aceitar carga, o que destrava o fortalecimento.
O que esperar
Em geral 3 a 5 sessões, uma por semana. Incômodo durante a aplicação, que passa logo. A melhora aparece ao longo de semanas, junto com o exercício.
Indicação
Dor na lateral ao deitar de lado, ao subir escada e ao apoiar o peso numa perna só, que não cedeu com 4 a 8 semanas de exercício, ou que impede o exercício de avançar.
Limites
Não trata a artrose dentro da articulação nem a dor que vem da coluna. Não se aplica sobre área com trombose, infecção ou tumor, nem na gestação.

Agulhamento seco nos glúteos e no piriforme

O que é
Agulha fina, sem medicamento, inserida no ponto-gatilho, o nó dolorido do glúteo médio, do glúteo mínimo ou do piriforme que reproduz a dor na lateral do quadril ou na nádega.
Como age
Ao atingir o ponto, o músculo dá um pequeno salto (a resposta de contração local) e a faixa tensa relaxa, com queda da dor que ele espalha para a lateral da coxa.
O que esperar
1 a 2 sessões por semana, com reavaliação após 3 a 4 sessões. Dolorimento leve por 1 a 2 dias é comum. Pode começar no dia da consulta.
Indicação
Dor lateral ou glútea com ponto-gatilho que reproduz a queixa; costuma acompanhar a tendinopatia glútea e a síndrome do piriforme.
Limites
Por serem músculos profundos, a agulha precisa de comprimento e mira anatômica, longe do trajeto do nervo isquiático. Cautela em quem usa anticoagulante. Não substitui o exercício.

Também se somam ao exercício, conforme o exame: o laser de alta intensidade na dor lateral; a infiltração de ponto-gatilho quando o agulhamento não basta; e a acupuntura, especialmente útil no idoso com coxartrose que tolera mal anti-inflamatórios, porque alivia sem somar carga renal, gástrica ou cardiovascular, em ciclo de 6 a 10 sessões, 1 a 2 por semana, com reavaliação na 3ª a 4ª. A infiltração da bursa do quadril também é feita na clínica, quando a dor resiste ao exercício. Esses recursos se somam à reabilitação ativa.

Na causa neuropática, como a dor referida de uma raiz nervosa da coluna lombar, o tratamento se dirige à origem na coluna (veja dor lombar), e a medicação muda de classe. Na causa vascular, sistêmica ou óssea (osteonecrose, fratura por estresse, artrite inflamatória, dor visceral), o papel central é reconhecer e encaminhar: o tratamento de base cabe ao especialista da causa (reumatologista, cirurgião, ortopedista), e o controle da dor soma-se a ele.

Quanto à cirurgia, ela é considerada em situações específicas, conduzidas pelo cirurgião ortopédico fora desta clínica: artrose avançada e incapacitante, lesão de labrum ou impacto refratários a um tratamento bem feito, e as emergências (fratura, infecção articular, osteonecrose com colapso). Bursite, tendinopatia e dor miofascial praticamente não têm indicação cirúrgica.

Como aliviar a dor no quadril em casa

Enquanto a causa não está definida, as medidas do início do texto dão alívio sem mascarar o problema. Caminhadas curtas e frequentes, alongamento suave e o fortalecimento orientado dos glúteos costumam aliviar mais, a médio prazo, do que qualquer comprimido, porque atuam na causa. Na dor lateral, evite alongar cruzando uma perna por cima da outra: essa posição comprime o tendão glúteo contra o trocânter. Se a dor não cede em 1 a 2 semanas, recorre ou limita caminhar e dormir, a avaliação define a origem e o plano.

Remédio para dor no quadril: o que costuma ser usado

Não existe um remédio único para a dor no quadril, e o medicamento é adjuvante do tratamento. Nas crises, costumam-se usar analgésicos simples, como a dipirona e o paracetamol, por períodos curtos (no máximo 2 a 3 dias por semana), e anti-inflamatórios na menor dose eficaz e pelo menor tempo, sempre com atenção aos efeitos renais, cardiovasculares e gástricos, sobretudo no idoso. Quando há dor referida de uma raiz nervosa da coluna, com formigamento, a classe muda: entram os adjuvantes neuropáticos (antidepressivos em dose baixa, como a amitriptilina ou a duloxetina, e gabapentinoides), que começam devagar, sobem aos poucos e pedem acompanhamento.

Nomes, cuidados e interações estão no guia de remédios para dor. O caminho é identificar a origem e tratar o tecido que dói.

A clínica

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC. É também listada pelo CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

Conheça a clínica
SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque
CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

Render 3D da coluna lombar e pelve com a articulação do quadril direito destacada em vermelho indicando inflamação
A dor frequentemente se concentra na própria articulação do quadril, na transição entre pelve e fêmur.

Dor no quadril é sempre artrose?

Não. A artrose (coxartrose) é uma causa comum no adulto mais velho, mas a dor pode vir dos tendões dos glúteos na lateral, da articulação sacroilíaca, do piriforme ou ser referida da coluna lombar. A localização da dor e o exame orientam a origem.

Minha dor é na virilha. O que costuma ser?

Dor na virilha aponta para a própria articulação: artrose no adulto mais velho e impacto femoroacetabular ou lesão de labrum no jovem ativo. Mais abaixo, perto do púbis, pode ser pubalgia, comum em atletas.

Dói na lateral do quadril quando deito de lado. Por quê?

Esse é o padrão clássico da síndrome dolorosa do trocânter maior, hoje entendida como tendinopatia dos glúteos. Deitar sobre o lado comprime o tendão. A base do tratamento é a carga progressiva no glúteo.

A dor é na nádega e às vezes desce pela perna. É ciática?

Pode ser dor referida da coluna lombar, mas também a articulação sacroilíaca ou a síndrome do piriforme. Distinguir exige exame: o trajeto da dor, o formigamento e as manobras de provocação ajudam a definir a origem.

Meu quadril estala. Devo me preocupar?

Estalo sem dor e sem travamento costuma ser benigno e tem explicação mecânica, descrita em por que meu quadril estala. Já o estalo com dor profunda na virilha ou com sensação de travamento pede consulta, porque pode refletir lesão de labrum.

Preciso fazer ressonância para investigar a dor no quadril?

Nem sempre. A radiografia simples já mostra a artrose, a forma do osso no impacto e sinais de fratura. A ressonância fica reservada para suspeita de labrum, necrose avascular, fratura por estresse, tumor ou infecção. Alterações degenerativas são comuns mesmo em quem não tem dor.

Vou precisar de prótese de quadril?

Na maioria das vezes, não. A prótese é considerada na artrose avançada e incapacitante que não respondeu ao tratamento conservador. O exercício, o controle de peso e as técnicas em clínica adiam ou evitam a cirurgia em boa parte dos casos.

Posso continuar me exercitando com dor no quadril?

Em geral, sim, e o repouso total tende a piorar a maioria dos quadros. O que muda é o tipo e a dose do exercício, ajustados à origem da dor. Um programa orientado, com fortalecimento dos glúteos e do core, costuma ser a base do tratamento.

Quando devo procurar um especialista?

Quando a dor não melhora em 1 a 2 semanas, recorre com frequência, limita caminhar ou dormir, ou diante de qualquer item da lista de sinais (trauma, febre, dor noturna implacável, uso de corticoide). Um médico fisiatra ou da dor pode definir a origem e montar o plano.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

Ver a biblioteca científica completa
Radiografia do quadril com seta verde sobre o espaço articular e seta vermelha apontando uma alteração óssea na cabeça femoral
A radiografia confirma achados como redução do espaço articular e alterações ósseas que orientam o diagnóstico.
Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Atuação acadêmica e institucional
  • Diretor do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura
  • Professor Colaborador da Pós-Graduação em Dor da USP
  • Ex-membro da Câmara Técnica de Acupuntura do CREMESP
Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Pavkovich. Effectiveness of Dry Needling, Stretching, and Strengthening to Reduce Pain and Improve Function in Subjects with Chronic Lateral Hip and Thigh Pain: A Retrospective Case Series. The International Journal of Sports Physical Therapy. 2015.
  2. Chamberlain R. Hip Pain in Adults: Evaluation and Differential Diagnosis. American family physician. 2021. PMID:33448767.
Leitura 28 min

Este texto tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual.

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  • Magda Regina Daflon Mira

    Leão no quadril por causa de peso , gostaria de saber qual o medicamento para
    aliviar essa dor.

  • A perca de peso ajuda e muito nesses casos , lembrando que o sobrepeso em sua maioria sobrecarrega os joelhos e o quadril levando assim o corpo ter essas dores, aconselho como amiga tentar alguma ajuda com emagrcimento..

  • Selma ferreira da Silva

    Boa noite, sou de Minas gerais.
    Cidade de Ribeirão das Neves.
    Hoje dia 25/01/2026 acordei pela manhã,sentindo uma dor muito forte nas duas nádegas,o impressionante, é que não fiz nenhum exercício físico.
    Mas já havia sentido algumas dores nas costas,e do lado de fora da perna direita na coxa,que estavam me incomodando bastante, e na noite anterior,eu tomei um remédio ibuprofeno de 600mg e na manhã,acordei sentindo essa dor, que não sei explicar,foi de repente.
    O que devo fazer, e qual medicamento devo tomar pra aliviar

Equipe médica · Jardim Paulista · 40+ anos

Centro de Tratamento de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica.

Quatro décadas de medicina da dor não cirúrgica, tudo em um só endereço:

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