CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Cymbalta (Duloxetina) para dor crônica

Desenvolvido inicialmente como antidepressivo, Cymbalta (duloxetina) também pode atuar no alívio e tratamento de dor crônica. O medicamento tem como alvo neurotransmissores envolvidos na regulação do humor e da dor.

Cymbalta contém a droga ativa duloxetina. A duloxetina pertence a uma classe de medicamentos chamada inibidores da recaptação da serotonina-noradrenalina.

A duloxetina funciona aumentando as quantidades de serotonina e noradrenalina, substâncias naturais no cérebro que ajudam a manter o equilíbrio mental e interrompem a transmissão dos sinais de dor no cérebro.

A duloxetina pode ajudar a controlar seus sintomas, mas não irá curar sua patologia. Pode levar de 1 a 4 semanas ou mais antes de você sentir todos os benefícios da duloxetina.

O que é a dor crônica?

A dor é uma condição de difícil compreensão e multifatorial, definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão real ou descrita em tais termos. Quando aguda, possui um valor biológico importante de preservação da integridade do indivíduo, pois é um sintoma que alerta para ocorrências de lesões no corpo; já a dor crônica não possui essa característica. persiste por mais de três meses, independente do uso de medicamentos ou outros tratamentos.

Pode causar absenteísmo, incapacidade temporária ou permanente, morbidade e elevados custos ao sistema de saúde e, por isso, tem sido considerada um problema de saúde pública.

A melhor forma de esclarecer a diferenciação entre a dor crônica e aguda são três meses de ocorrência do agravo. A incidência da dor crônica no mundo está em torno de 10,1 a 55,5%, com uma média de 35,5%.

Pode ser indício de uma doença mais grave, podendo perdurar por anos e até mesmo não ser curada.

Além da dor localizada, a dor crônica pode muitas vezes causar graves problemas para os pacientes. É possível desenvolver tensão muscular, dificuldades de mobilidade, baixa de energia e perda de apetite. Além desses fatores físicos, a dor crônica traz complicações psicológicas.

Muito pouco se conhece sobre a epidemiologia da dor crônica no Brasil, principalmente se tratando de pesquisas de prevalência de dores múltiplas. Os estudos têm avaliado a dor em vários locais do corpo e contribuem para a identificação de sensibilidade à dor, podendo demonstrar a ocorrência de dores associadas e permitem um olhar mais amplo do fenômeno na população, oferecendo contribuição para o planejamento de ações preventivas e organização dos serviços de saúde.

Apesar de importantes, no entanto não demonstram representatividade da população por apresentarem características que inviabilizam a generalização.

Conhecer sobre a prevalência da dor crônica na população brasileira é um passo importante no sentido de revelar a abrangência e magnitude de seus efeitos, proporcionando um direcionamento para as estratégias preventivas e de intervenção, principalmente políticas públicas.

A dor crônica é um importante problema de saúde pública contemporâneo, assim como a crescente demanda por serviços de saúde e recursos tecnológicos para a abordagem das diversas dimensões envolvidas na incapacidade e sofrimento resultantes. Além disso, o cuidado da pessoa com dor crônica representa um grande desafio para os profissionais de saúde.

Estudos nas últimas décadas contribuem com grandes mudanças no entendimento da dinâmica e complexidade do sistema nervoso, além de reafirmar a importância das dimensões sócio-culturais e psíquicas na experiência e expressão do fenômeno doloroso, proporcionando a diversificação de recursos terapêuticos para o cuidado da dor crônica. A dor se manifesta nestas dimensões, de forma sistêmica.

 

Quais as causas da dor crônica?

As causas incluem doenças crônicas (por exemplo, câncer, artrite, diabetes), lesões (hérnia de disco, ligamento rompido) e várias doenças primárias (dor neuropática, fibromialgia, cefaleia crônica). Uma variedade de medicamentos e tratamentos psicológicos podem ser utilizados.

As doenças duradouras e sem resolução (câncer, artrite reumatoide e hérnia de disco) que produzem estímulos nociceptivos ou neuropáticos contínuos podem ser completamente responsáveis pela dor crônica. Por outro lado, lesões, mesmo leves, podem levar a alterações a longo prazo no sistema nervoso (sensibilização) — dos receptores periféricos ao córtex cerebral — que podem causar dor persistente na ausência de estímulo nociceptivo contínuo. Com a sensibilização, o desconforto decorrente de uma doença praticamente resolvida e que poderia ser percebido sob outros aspectos como brando ou trivial é, em vez disso, percebido como dor significativa.

Os fatores psicológicos também podem aumentar a dor persistente. Dessa forma, a dor crônica geralmente se torna desproporcional aos processos físicos identificáveis.

Quais os sintomas da dor crônica?

Sinais vegetativos como cansaço, distúrbios do sono, diminuição do apetite, perda do paladar, diminuição da libido e constipação intestinal podem ter como causa a dor crônica.

A dor persistente pode causar depressão e ansiedade e interferir em quase todas as atividades rotineiras do indivíduo. Os pacientes podem se tornar inativos, socialmente afastados e preocupados com a saúde física. O prejuízo psicológico e social pode ser grave, causando ausência de função na prática.

De que maneira é feito o diagnóstico da dor crônica?

Inicialmente, faz-se avaliação das possíveis causas físicas. Os processos físicos associados à dor devem ser avaliados e caracterizados de forma adequada. No entanto, uma vez realizada a avaliação completa, não são úteis testes de repetição na ausência de novos achados. A melhor conduta é parar o teste e concentrar-se no alívio da dor e na restauração da função.

Avaliar o efeito da dor na vida do paciente é necessário; deve-se considerar a avaliação psiquiátrica formal se houver suspeita de transtorno psiquiátrico preexistente (depressão maior ou transtorno de ansiedade) como sendo a causa ou o efeito. O alívio da dor e a melhora funcional são improváveis se os transtornos psiquiátricos existentes não forem tratados.

 

Toxina botulínica no tratamento da do

Tratamento com duloxetina (Cymbalta) para dor crônica

O fármaco CYMBALTA (Cloridrato de Duloxetina) é um analgésico adjuvante. É indicado para o tratamento da depressão e para pacientes com transtorno depressivo maior e transtorno de ansiedade generalizada.

A duloxetina é um inibidor recaptação de serotonina e noradrenalina usado para o tratamento de transtornos depressivos maiores, incontinência urinária de esforço e controle da dor neuropática associada à neuropatia periférica diabética.

Muitos fármacos são usados como analgésicos adjuvantes. Esses medicamentos têm vários usos, particularmente para aliviar a dor com componente neuropático.

Assim como outros medicamentos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, a duloxetina tem como alvo os níveis de serotonina e noradrenalina – dois neurotransmissores que se auxiliam as células nervosas a se comunicarem umas com as outras.

Acredita-se que baixos níveis desses neurotransmissores podem causar depressão e que também podem afetar a forma como uma pessoa sente dor.

O Cloridrato de Duloxetina pode ser usado no tratamento de dor neuropática periférica diabética, fibromialgia, estados de dor crônica associados à dor lombar crônica e também à dor devido à osteoartrite de joelho.

Com Cymbalta, você pode começar a ver melhorias em seus sintomas em apenas 1 a 2 semanas, com eficácia total em cerca de 6 a 8 semanas.

Uma vez que o Cymbalta começa a funcionar, as diretrizes clínicas para depressão sugerem o uso de opções de tratamento farmacológico por pelo menos 4 a 12 meses. Muitas pessoas que optam por tomar Cymbalta para problemas de saúde mental e dor crônica continuam o tratamento a longo prazo.

A fibromialgia é reconhecida como uma condição crônica. A eficácia de Cloridrato de Duloxetina no tratamento da fibromialgia foi demonstrada em estudos placebo-controlados por até 3 meses. A eficácia de Cloridrato de Duloxetina não foi demonstrada em estudos mais longos; entretanto, o tratamento contínuo deve ser baseado na resposta individual do paciente.

Efeito analgésico da duloxetina

Medicamentos antidepressivos modulam a transmissão da dor interagindo com neurotransmissores específicos e canais iônicos. As ações dos antidepressivos e antiepilépticos diferem na dor neuropática e não neuropática, e os agentes dentro de cada classe de medicamentos têm graus variados de eficácia.

O efeito analgésico desses medicamentos é independente de seu efeito antidepressivo e parece mais forte em agentes com atividade de receptores mistos ou predominantemente noradrenérgicos, em vez de atividade serotoninérgica.

 

Redução da dor com duloxetina, pregabalina ou duloxetina+pregabalina para neuropatia diabética

reducao de dor com duloxetina
Efeitos adversos da duloxetina

Cymbalta (duloxetina) pode causar efeitos colaterais leves ou graves. A lista a seguir contêm alguns dos principais efeitos colaterais que podem ocorrer ao tomar Cymbalta. Essas listas não incluem todos os efeitos colaterais possíveis.

Para obter mais informações sobre os possíveis efeitos colaterais de Cymbalta, fale com seu médico ou farmacêutico. Eles podem lhe dar dicas sobre como lidar com quaisquer efeitos colaterais que possam ser incômodos.

 

Efeitos colaterais leves

Os efeitos colaterais leves de Cymbalta podem incluir:*

  • diminuição do apetite
  • tontura
  • boca seca
  • hiperidrose (suor excessivo)
  • fadiga (falta de energia)
  • sonolência
  • dor de cabeça
  • insônia (dificuldade para dormir)
  • problemas digestivos, incluindo constipação e náusea
  • efeitos colaterais sexuais, incluindo disfunção erétil em homens e perda de libido (desejo sexual) em mulheres e homens

 

A maioria desses efeitos colaterais pode desaparecer dentro de alguns dias ou algumas semanas. Mas se eles se tornarem mais graves ou não desaparecerem, converse com seu médico ou farmacêutico.

 

Dosagem da duloxetina

Dosagem para fibromialgia

A dosagem recomendada de duloxetina para o tratamento da fibromialgia em adultos é de 60 mg uma vez ao dia. No entanto, inicia-se o tratamento com 30 mg uma vez por dia durante um breve período, como uma semana.

Após, supondo que você responda bem ao medicamento, seu médico poderá aumentar sua dose para 60 mg uma vez ao dia. Doses acima de 60 mg são usadas em alguns casos para dor persistente ou refratária

 

Dosagem para dor musculoesquelética crônica

A dose recomendada de Cymbalta para o tratamento da dor musculoesquelética crônica* em adultos é de 60 mg uma vez ao dia.

Você começará tomando 30 mg uma vez ao dia por uma semana. Então, supondo que você responda bem ao medicamento, seu médico aumentará sua dose para 60 mg uma vez ao dia. Doses acima de 60 mg são usadas em alguns casos para dor persistente ou refratária.

Quanto tempo o Cymbalta fica no organismo?

Cymbalta (duloxetina) permanece em seu corpo por cerca de 3 dias. Se você tiver dúvidas sobre por quanto tempo sentirá os efeitos do medicamento, incluindo possíveis sintomas de abstinência, converse com seu médico.

 

Recomendações do uso de duloxetina

Não pare de tomar duloxetina sem falar com o seu médico. O seu médico provavelmente irá diminuir a sua dose gradualmente.

Se você parar de tomar duloxetina repentinamente, poderá sentir sintomas de abstinência, como náusea; vômito; diarréia; ansiedade; tontura; cansaço; dor de cabeça; dor, queimação, dormência ou formigamento nas mãos, ou pés; irritabilidade; dificuldade em adormecer ou manter o sono; sudorese; e pesadelos.

 

Quais são as melhores maneiras de diminuir o Cymbalta?

Pode ser perigoso parar de tomar antidepressivos abruptamente, então entre em contato com seu médico ou psiquiatra primeiro se quiser interromper o uso do Cymbalta.

Com supervisão médica, você pode começar a diminuir a medicação. Isso significa que você tomará gradualmente doses mais baixas de duloxetina, o que pode ajudar a diminuir a probabilidade ou a gravidade dos efeitos colaterais da abstinência.

De acordo com as diretrizes atuais, os medicamentos antidepressivos devem ser gradualmente reduzidos por um período de pelo menos 4 semanas. Este processo deve ser baseado em:

  • quanto tempo você está tomando
  • sua dose atual
  • seu histórico médico

 

É por isso que é importante sempre diminuir este medicamento sob a supervisão de um médico.

É importante que você mantenha uma lista de todos os medicamentos prescritos e não prescritos (sem receita) que você está tomando, bem como quaisquer produtos como vitaminas, minerais ou outros suplementos alimentares.

Deve trazer esta lista sempre que visitar um médico ou se for internado num hospital. Esta é também uma informação importante para levar com você em caso de emergência.

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RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Referências bibliográficas:

VASCONCELOS, Fernando Holanda; ARAÚJO, Gessi Carvalho de. Prevalência de dor crônica no Brasil: estudo descritivo. Brazilian Journal of Pain, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 176-179, abr./jun. 2018. Disponível em <https://www.scielo.br/j/brjp/a/wVVtLWT9847X8MNbGtstM8h/?format=pdf&lang=pt>. Acessado em: 13 dez. 2021.

AZEVEDO ,Valderilio Feijó; SERRATO Varlei; GRANDE, Marco Aurélio Azevedo. Duloxetina no tratamento da dor lombar inflamatória crônica em pacientes portadores de espondilite anquilosante: relato de casos. Disponível em <https://www.scielo.br/j/rdor/a/cy4D565x3MWPvMFY49jMnxH/?lang=pt>. Acessado em: 13 dez. 2021.

LIMA, Mônica Angelim Gomes de; BOMFIM, Leny A. A dor crônica sob o olhar médico: modelo biomédico e prática clínica. Disponível em < https://www.scielosp.org/article/csp/2007.v23n11/2672-2680/>. Acessado em: 13 dez. 2021.

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