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Dor no tornozelo: Principais causas e tratamentos

A dor no tornozelo é um problema mais comum do que imaginamos, especialmente entre as mulheres de 45 a 55 anos de idade. Por trás disso, uma explicação bem simples, enquanto os homens priorizam o conforto, mulheres geralmente escolhem seus calçados pela beleza. 

Diversos fatores estão por trás do sintoma, geralmente sua origem tem relação com uma combinação causal, como sedentarismo, alterações hormonais e as já mencionadas escolhas inadequadas de calçados. 

Além disso, a dor no tornozelo surge como uma consequência do processo natural de envelhecimento. Afinal, a articulação também envelhece, passando por mudanças morfológicas e funcionais. Este processo é progressivo e pode ser intensificado ou retardado de acordo com os hábitos de vida de cada indivíduo. 

Muitos dos acometidos não procuram ajuda médica, já que na maioria das vezes o problema acaba se curando naturalmente. No entanto, para casos mais graves ou em situação de doença associada, o acompanhamento médico é indispensável. 

Geralmente a dor no tornozelo não aparece só, surgindo acompanhada de inchaço, mudanças da temperatura e da tonalidade dos pés, redução da estabilidade da articulação e alterações em sua mobilidade. 

Para compreendermos melhor as possíveis causas de dor no tornozelo e os melhores tratamentos para cada uma delas, falaremos a fundo sobre essa articulação.

dor no tornozelo

Articulação do tornozelo 

O que chamamos de tornozelo, anatomicamente é denominado articulação tíbio-társica, a responsável por unir a perna ao pé. Curiosamente, a estrutura recebe o mesmo nome em todas as espécies de mamíferos e em muitos vertebrados tetrápodes. 

A região é formada pela união de três ossos, dois ossos da perna, a tíbia e a fíbula, e um do pé, chamado tálus. 

Na verdade, não se trata de apenas uma articulação, mas de inúmeras pequenas zonas de ligação. Dessas, três merecem destaque, já que são as responsáveis pela execução das principais funções biomecânicas do tornozelo: articulação talocrural, articulação subtalar e articulação tibiofibular. 

Você pode observar em detalhes a anatomia do tornozelo na imagem abaixo. 

Fonte: Sobotta

A articulação do tornozelo é do uniaxial, gínglimo, ou seja, realiza movimentos em único eixo.

Chamamos esses movimentos de dorsiflexão, quando levantamos o pé em direção a perna e, flexão plantar, quando realizamos o movimento contrario. 

Sua estabilização se dá graças a três estruturas principais: 

Ligamento colateral medial: tem origem no maléolo tibial e se insere em três ossos, navicular, tálus e calcâneo. 

Ligamento colateral lateral: tem origem no maléolo da fíbula e se insere em dois ossos, calcâneo e tálus.

Sindesmose tibiofibular: tem origem na tíbia e se insere na fíbula.

Causas

Em algum momento da vida todos sentiremos algum tipo de dor do tornozelo. Apesar de ser uma região de alta instabilidade, é também uma articulação muito exigida, especialmente por suportar e equilibrar o peso do corpo. 

Sendo assim, poderíamos imaginar uma infinidade de calças possíveis. Pensando em problemas mais comuns, sapatos inadequados, sobrepeso, sedentarismo, lesões por queda e entorses. 

De maneira geral, as causas são simples e fáceis de tratar. No entanto, podem haver outros distúrbios associados, o que requer uma maior atenção e cuidado. Por causa disso, por mais simples que pareça a dor no tornozelo, em casos de recorrência, deve-se procurar ajuda médica. 

Veja quais doenças podem causar este tipo de problema e como é feito o tratamento de cada uma delas. 

Osteoartrose

A osteoartrose é uma doença que afeta a cartilagem articular, levando a um processo degenerativo que leva a um maior desgaste do revestimento ósseo. Além de dor intensa, podem haver fraturas ósseas e ligamentares. 

Tratamento

Existem diversas opções terapêuticas para a patologia, desde medicamentos anti-inflamatórios a analgésicos a fisioterapia e cirurgia. 

Quando o caso é mais simples, a aplicação de compressas frias pode ser suficiente para o alívio dos sintomas.

Tendinite

A tendinite é um distúrbio caracterizado pela inflamação dos tendões e pode afetar qualquer articulação do corpo, inclusive o tornozelo. Neste caso, o paciente relata dor ao caminhar, rigidez e inchaço na região acometida. 

Esta patologia está muito associada ao uso excessivo de uma articulação. Por isso, é mais comum em atletas e praticantes de atividades físicas de alto impacto. 

 

Tratamento

Quando o caso é mais simples, a aplicação de compressas frias pode ser suficiente para o alívio dos sintomas. Mediante necessidade de tratamento, são usados medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia e exercícios de fortalecimento.

Gota

A Gota é um tipo de artrite comum entre pessoas do sexo masculino. O problema tem origem em altas concentrações de ácido úrico no sangue, levando a deposição de pequenos cristais na região do tornozelo. 

Tratamento

Para começar, deve ser controlado o nível de ácido úrico sanguíneo. Anti-inflamatórios podem ser úteis durante crises. 

Insuficiência venosa

Quando há uma maior pressão sobre as veias, o sangue tem dificuldades em retornar ao coração, produzindo sintomas como: veias dilatadas, inchaços e dor no tornozelo e nas pernas. 

Tratamento

Geralmente o tratamento se inicia com a elevação dos membros inferiores, o que favorece o retorno sanguíneo. O paciente deve ainda evitar passar muito tempo em pé e utilizar roupas apertadas. O acompanhamento médico é indispensável. 

Qualquer tipo de lesão, seja por pancada ou torção pode levar a dor no tornozelo.

Lesões e traumas

Sem dúvidas, uma das causas mais comuns. Qualquer tipo de lesão, seja por pancada ou torção pode levar a dor no tornozelo. Geralmente, em caso de trauma, além do forte incômodo, há dificuldades para movimentar o pé e roxidão na área de impacto. 

 

As entorses são os problemas mais comuns. Nesses casos os ligamentos do tornozelo e do pé são hiper alongados, podendo ocorrer fissuras. Como resultado disso, são iniciados processos inflamatórios nas áreas danificadas, os quais levam a seus sintomas típicos, inchaço, vermelhidão, alterações da temperatura e dor. 

Tratamento

Primeiramente, deve ser feita a aplicação de compressa fria no local, sempre evitando contato direto com a pele para prevenir queimaduras. 

Após esse primeiro cuidado, é recomendado enfaixar o tornozelo e manter o pé em repouso, evitando a prática esportiva ou mesmo caminhadas mais longas. 

Acompanhe de perto os sinais de melhora, em especial o edema. Se preciso, consulte um médico de sua confiança para que a fratura seja avaliada e tratada adequadamente. 

Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma doença comum da terceira idade, marcada pelo envelhecimento do músculo do coração. O quadro se caracteriza pela redução da força cardíaca, o que interfere diretamente da circulação sanguínea e pode levar ao acúmulo de sangue nas pernas e nos tornozelos devido à ação da gravidade. 

Como consequência, surge inchaço no membro inferior, cansaço excessivo, sensação de falta de ar e dor no tornozelo. 

Tratamento

Em geral, a insuficiência cardíaca deve ser tratada por um cardiologista. Normalmente o tratamento é medicamentoso. A cirurgia Ponte Safena pode ser recomendado em casos mais preocupantes. 

Infecção

Este é um quadro associado com menos frequência. A infecção pode estar relacionada a dor no tornozelo quando há alguma ferida na região, que se não tratada de maneira correta, pode acabar infeccionando. 

É um problema comum entre os diabéticos, em especial aqueles que não realizam o tratamento adequado. Pacientes com diabetes descontrolada sofrem destruição dos nervos dos pés, o que faz com que algumas feridas passem desapercebidas. Com isso, as lesões acabam infeccionando e tornando-se dolorosas.

Tratamento

Deve ser feita a higienização correta de qualquer ferida. Em casos de pacientes diabéticos, é preciso acompanhar de perto a evolução da lesão. Em geral, deve-se manter a região tapada e protegida contra bactérias e outros microorganismos.

Trombose

A trombose é um problema grave e uma causa comum de amputação de pernas.

O distúrbio é marcado pela formação de um coágulo sanguíneo que acaba entupindo veias nos membros inferiores.

Com isso, o sangue não consegue retornar corretamente ao coração, ficando acumulando, nas pernas, nos tornozelos e nos pés. 

Além da dor, há inchaço, sensação de formigamento, vermelhidão e febre baixa. Em geral, o acompanhamento médico é indispensável.

Tratamento

Diante de qualquer suspeita de trombose o médico deve ser consultado. O tratamento geralmente se inicia com uso de anticoagulantes que impedem que o coágulo formado circule no sangue e atinja outros locais, como cérebro e coração, prevenindo problemas mais graves como infarto e AVC. 

O uso de meias elásticas costuma ser recomendado, pois elas comprimem o sangue nas pernas e evitam a formação de novos coágulos. 

 

Quando procurar ajuda médica 

Conforme vimos, a dor no tornozelo pode ser algo muito simples, como um reflexo de um dia exaustivo, mas também pode ser um indicativo de doenças graves, como a insuficiência cardíaca, por exemplo. 

Sendo assim, como saber o momento certo para se preocupar? 

A dor no tornozelo pode ser algo muito simples, como um reflexo de um dia exaustivo, mas também pode ser um indicativo de doenças graves

Geralmente, são sinais de que é hora de buscar ajuda médica: 

 

  • Dor que não desaparece por mais de uma semana
  • Dor forte mesmo em repouso
  • Suspeita de fratura óssea
  • Deformação 
  • Estalos
  • Perda da movimentação 
  • Inchaço por mais de 3 dias
  • Sintomas de infecção: vermelhidão e febre acima de 38 °C
  • Problemas em mais de uma articulação

Além disso, devem ficar ainda mais atentos, aqueles indivíduos que possuem histórico de artrite e estejam manifestando sintomas associados e pessoas com predisposição a alguma das doenças listadas anteriormente. 

Os especialistas responsáveis pelo diagnóstico e tratamento da dor no tornozelo são, além do clínico geral, reumatologista, infectologista, ortopedista e fisiatra. Conforme a causa do problema, outras especialidades devem integrar a equipe, como no caso de doenças do sistema circulatório e cardíacas, o cardiologista deve ser consultado. 

Durante a consulta, o histórico de doença do paciente será analisado, bem como seus hábitos e vícios, em especial se pratica atividade física ou não, se é fumante, qual a sua profissão, dentre outros fatores que interferem diretamente sobre a saúde articular. 

O médico analisará com cautela a queixa apresentada, avaliando cada sintoma descrito. As condições gerais do paciente também serão consideradas.

Serão feitas perguntas como:

  • Dói apenas a articulação do tornozelo?
  • A dor é unilateral ou bilateral?
  • Quando o sintoma começou? 
  • Existem fatores de melhora ou piora?
  • Possui alguma doença crônica?
  • Houve algum trauma ou acidente recente? 
  • A dor é contínua ou intermitente?
  • Dói mesmo em repouso?
  • Há algum outro sintoma?

Seguirá o exame físico do corpo do paciente, com um estudo atento a região do tornozelo para identificação de possíveis alterações ou lesões. 

Exames complementares podem ser necessários, em especial mediante suspeita de fraturas estruturais. 

Como prevenir a dor no tornozelo

É possível prevenir a dor no tornozelo por meio de algumas mudanças simples no seu dia a dia. A ideia é evitar desvios, fornecer uma maior estabilidade da articulação e prevenir fraturas. 

Seguem algumas orientações. 

Mantenha-se em forma

O tornozelo é responsável por transferir o peso do corpo aos pés. Estar acima do peso causa uma sobrecarga constante sobre esta articulação. Por isso, manter-se em forma sem dúvidas, é uma ótima forma de prevenir este tipo de dor. 

Além disso, o excesso de gordura favorece doenças cardiovasculares, que, como vimos anteriormente, também são causas comuns de problemas nos tornozelos. 

Aqueça-se antes de se exercitar 

O aquecimento prepara o corpo para a atividade física intensa, estimula o sistema circulatório e aumenta o volume de sangue para os músculos. 

Graças a este preparo o sistema articular fica mais protegido, estável e lubrificado, o que previne desgastes excessivos e lesões. 

Faça Exercícios 

Inclua uma rotina de exercícios a sua semana. Uma dedicação mínima de 150 minutos semanais é a orientação da Organização Mundial da Saúde. 

A atividade física melhora estabilidade do tornozelo, prevenindo lesões recorrentes. Adicionalmente, ajuda na manutenção do peso ideal.

Se você não faz nenhum tipo de exercício, procure orientação especializada para começar. O excesso de atividade física ou mesmo exercícios praticados de maneira inadequadas, podem ser prejudiciais. 

Faça Alongamentos

Independente da modalidade de exercício escolhida por você, não se esqueça dos alongamentos. Alongar o corpo pela manhã também traz uma série de benefícios, crie o hábito. 

Enquanto melhoram a flexibilidade do corpo, beneficiando a saúde articular, tais movimentos estimulam a circulação sanguínea, cooperando com o sistema circulatório do corpo. 

Use Palmilhas 

O uso de palmilhas é também uma ótima forma de prevenir dor no tornozelo. Sua principal função é adequar o tornozelo ao calçado, evitando instabilidades e prevenindo lesões. 

Tal recurso ajuda ainda no amortecimento do impacto do peso sobre os pés. 

Use Tornozeleira

Algumas pessoas possuem uma predisposição a torção. As tornozeleiras são super úteis nesses casos. Enquanto mantém a estabilidade da articulação, ajudam na recuperação de tecidos danificados. 

Hoje em dia temos uma diversidade de modelos disponíveis, desde dos mais simples, aos mais modernos com regulador de movimento. Cada pessoa se adapta melhor a um deles. O especialista é a pessoa ideal para auxiliar nessa escolha. 

Escolha bem seus calçados 

Não adianta pensar só em beleza na hora de escolher um calçado. Muitas pessoas possuem um pé com solado irregular e por isso desgastam mais um lado do que outro do sapato. Esse, dentre outros fatores devem ser considerados para uma escolha apropriada. 

Calçados inadequados geram dor no tornozelo e tendem a levar a lesões recorrentes. 

Avaliar o desgaste dos seus sapatos é uma boa maneira de aprender a escolher melhor. 

Embora nem sempre seja um problema grave, a dor no tornozelo pode se tornar bastante incômoda. Sem falar que, se persistente e não tratada, pode piorar ao longo do tempo. 

Previna-se! E se preciso, procure ajuda especializada, sua saúde e qualidade de vida podem estar em risco. 

 

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