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Torção de tornozelo: como ocorre, sintomas e tratamento

A torção de tornozelo é uma condição muito comum que afeta diversos brasileiros todos os dias, sendo uma dos problemas mais comuns no mundo da ortopedia.

A lesão pode causar dores terríveis, e só quem já passou por isso sabe o quanto ela se torna uma barreira na hora de realizar atividades do cotidiano, mesmo as mais simples.

Neste artigo nós iremos esclarecer muitas das dúvidas relacionadas à entorse de tornozelo.

Então, se quer saber tudo sobre esse assunto, fique por aqui e acompanhe este post até o final.

Vamos falar sobre como ocorre a lesão, quais são as suas causas e os sintomas, como é realizado e quais são as opções de tratamento, além de te ajudar a prevenir lesões futuras.

Acompanhe.

Como ocorre a entorse do tornozelo?

A entorse do tornozelo ocorre quando o mesmo sofre uma torção, isso é, quando há um deslocamento repentino dos membros que o compõem.

Essa lesão está diretamente ligada aos ligamentos do tornozelo, são eles: complexo ligamentar externo e ligamento lateral interno.

Esses ligamentos são responsáveis por manter as articulações no lugar correto e também por dar a elasticidade necessária ao tornozelo, e assim permitir que o ser humano possa, com ele, realizar diferentes movimentos sem deslocar a articulação.

Porém, esses ligamentos possuem um limite de elasticidade, voltando à sua posição normal depois de cada movimento realizado pelo indivíduo.

Quando esses limites são extrapolados, as funções desses ligamentos podem ser prejudicadas e, nos casos mais graves, pode ocorrer o rompimentos dos ligamentos. Imagine o quão doloroso isso pode ser.

Quais são as causas da lesão?

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As possíveis causas de torção de tornozelo são muitas, e existem alguns fatores que podem estar envolvidos no surgimento da lesão.

A entorse geralmente ocorre quando há uma torção do pé, fazendo com o que a articulação do tornozelo mude bruscamente de posição, prejudicando os ligamentos.

É muito comum que essa lesão atinja, por exemplo, as pessoas que praticam frequentemente esportes que necessitam do uso repetitivo das pernas e dos pés.

Em outros casos, a entorse pode ocorrer na realização de atividades comuns, que fazemos todos os dias. Quando a pessoa põe o pé no chão de mal jeito, por exemplo, pode perder o equilíbrio e acabar torcendo o tornozelo.

Entre as possíveis causas da lesão, as mais comumente relatadas são:

  • Uso de calçados inadequados, como os saltos altos
  • Caminhada em pisos irregulares
  • Músculos fracos
  • Realização de atividades físicas sem preparo prévio
  • Lesões nervosas
  • Ligamentos frouxos
  • Movimentos bruscos com os pés
  • Lesões anteriores

Os sintomas e sinais da entorse de tornozelo

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Logo após ocorrer a entorse do tornozelo, alguns sintomas da lesão já podem ser observados bem claramente, assim como os sinais de que o tornozelo foi lesionado. Entre eles, estão:

  • Sensibilidade na região lesionada
  • Inchaço
  • Pode surgir equimose local 
  • Aumento da temperatura no local
  • Vermelhidão
  • Surgimento de um líquido no tornozelo 
  • Dor leve, moderada ou intensa, dependendo da gravidade da lesão
  • Dificuldade para mover o pé, colocá-lo no chão ou para andar

Os graus de gravidade da torção de tornozelo

A torção de tornozelo pode ocorrer em graus diferentes de gravidade, sendo classificados pela quantidade de danos que o tornozelo sofreu e por quantos ligamentos foram afetados.

Entre os graus de gravidade os sintomas variam, principalmente em sua intensidade.

Nos casos menos graves, a pessoa apresenta inchaço na região afetada e ainda pode andar sentindo pouca dor, o que não acontece nos casos mais graves.

Quando a situação está mais agravada é bem provável que a pessoa não consiga andar por sentir muita dor ao fazê-lo. Nesses casos, também pode haver sensibilidade ao redor da lesão e o tornozelo pode parecer instável, dando a sensação de que ele balança, além de haver contusão.

Existem três graus de gravidade para a torção de tornozelo, eles são:

  1. Grau 1: no primeiro grau, onde os ligamentos foram pouco estirados, pode haver inchaço e dores pouco intensas ao caminhar e ao fazer contato com outras superfícies. Também é possível sentir um pouco de sensibilidade no local da lesão.
  2. Grau 2: no grau 2, onde há um rompimento parcial dos ligamentos, os sintomas são um pouco mais intensificados. Nesse caso, a intensidade da dor é moderada, há presença de edema e instabilidade da articulação. Pode haver também rigidez ao tentar movimentar o tornozelo.
  3. Grau 3: no terceiro grau há a ruptura total dos ligamentos e, nesse caso, a dor pode ser insuportável. Há também sensibilidade e inchaço na região lesionada, além de contusões. Os pacientes apresentam muita dificuldade ao tentar andar, muitas vezes sem conseguir tocar o pé no chão.
A torção de tornozelo pode ser classificada em três tipos, levando em consideração a direção para qual ele foi torcido.

A classificação dos tipos de entorse no tornozelo

Os tipos de torção também podem interferir na gravidade da lesão, pois, dependendo de como e para onde o tornozelo se torceu, os ligamentos podem ou não ser muito prejudicados.

Entorse em eversão

A entorse em eversão ocorre quando o pé é virado para dentro, causando dor e prejudicando o lado interno do tornozelo. Ela representa maior risco para os tendões e ligamentos.

Entorse em inversão

A entorse em inversão surge quando o pé é torcido para o lado de fora, causando dor do lado externo do tornozelo.

Entorse em rotação

Já entorse em rotação ocorre quando o pé é girado, seja para dentro ou para fora, com maior amplitude 

Como é dado o diagnóstico da luxação de tornozelo?

O médico ortopedista é o responsável por fazer o diagnóstico da entorse no tornozelo, sendo ele o mais indicado para entregar o melhor resultado e fazer uma análise mais adequada da lesão.

Esse resultado é dado por meio de exames médicos físicos, da história clínica do paciente e, se for preciso, exames complementares que auxiliam no diagnóstico mais preciso e exato da torção.

Às vezes, quando o especialista não consegue determinar com certeza que ocorreu uma entorse no tornozelo do paciente, como ela ocorreu ou mesmo quanto dano causou, é necessário que sejam realizados esses exames complementares, dentre eles:

  • Raio X: o exame de raio X permite que o médico tenha imagens detalhadas da região onde ocorreu a lesão. Esse exame ajuda o especialista a descartar a hipótese de ter ocorrido uma fratura em algum osso localizado no pé ou no próprio tornozelo, permitindo-o fazer um diagnóstico mais completo.
  • Ressonância magnética: a ressonância magnética é solicitada quando há a percepção, por parte do especialista, de uma lesão mais grave que pode envolver fraturas no osso da articulação e outras.
  • Ultrassonografia: o exame de ecografia, mais conhecido como ultrassom ou ultrassonografia, permite que o médico observe o ligamento do tornozelo enquanto o move, assim é possível obter detalhes de quanta estabilidade o ligamento ainda fornece.

Clique aqui para saber mais sobre a Talalgia, condição que também causa dores na região dos pés e tornozelos.

Como é realizado o tratamento e quais são as opções?

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A gravidade da lesão é o fator mais importante na hora de determinar o tratamento da torção de tornozelo, além, é claro, dos limites e condições do paciente.

No grau mais baixo da entorse, o tratamento pode ser feito em casa sob a orientação de um médico ortopedista, depois de terem sido realizados os exames e o diagnóstico.

Em casa, o paciente deve ser cauteloso com o tratamento indicado pelo médico, para aprimorar e agilizar o processo de cura. Os cuidados normalmente indicados pelo especialista são:

  • Apoiar os pés em um lugar acima da cintura: o indicado é que, ao deitar, você eleve as pernas, apoiando os pés em um local mais elevado que os deixe acima de sua cintura. Isso pode ser feito com travesseiros e almofadas.
  • Aplicação de gelo no local da lesão: os médicos também indicam que o paciente faça o uso do gelo para diminuir o inchaço e reduzir a intensidade da dor. Mas, alguns cuidados devem ser tomados, pois o gelo também oferece risco se usado da maneira incorreta. Não use por mais de vinte minutos, pois pode ocorrer uma ulceração, e não aplique o gelo diretamente na pele, cubra-o com um lenço.
  • Deixar o tornozelo em repouso: é muito importante manter sempre o tornozelo em repouso e, se for necessário, o uso de muletas é uma boa opção para conseguir caminhar sem usar o pé lesionado.

Já no grau intermediário, ou seja, na entorse de grau II, o paciente deve seguir as mesmas orientações e o mesmo método de tratamento já listados, porém, o tempo para que a cura completa seja concluída é maior e, normalmente, o uso de muletas é necessário, bem como a imobilização do tornozelo.

Nos casos mais graves da lesão, aqueles classificados como entorse de grau III, a estabilidade do tornozelo fica em risco total, e o uso de gesso para fazer a imobilização ou a adoção de botas imobilizadoras geralmente são indicados pelo médico.

O tratamento medicamentoso

Pode ser necessário fazer o uso de medicamentos para amenizar a dor da lesão e reduzir o inchaço local.

Remédios como o ibuprofeno, ou outros anti-inflamatórios não esteroides, podem ser uma boa opção, porém, esses ou quaisquer outros medicamentos só podem ser utilizados caso sejam prescritos pelo especialista. 

A automedicação não é uma boa opção para quem não quer correr o risco de prejudicar ainda mais a saúde.

O tratamento fisioterapêutico da torção de tornozelo

Nesses casos, a utilização da fisioterapia é um tratamento adicional que pode ajudar no processo de recuperação do paciente.

A técnica ajuda a reduzir a rigidez, assim como recuperar a força e a precisão do tornozelo, evitando que o problema volte a surgir e, pior, que se torne crônico.

No início do tratamento, o fisioterapeuta recomenda alguns exercícios que usam a movimentação do tornozelo, mas sem fazer a utilização de pesos.

Assim que é possível, há adição de pesos para fortalecer os músculos e os tendões do local da lesão, o que ajuda a acelerar a cura e recuperar a força do tornozelo.

Depois disso, as outras sessões do tratamento normalmente são para testar a resistência e a agilidade do tornozelo, quando o paciente não sente mais dor e pode repousar o pé no chão.

Assim que essa etapa é concluída, é essencial testar o equilíbrio, pois, com a falta dele, lesões futuras podem ocorrer.

O tratamento cirúrgico da entorse do tornozelo 

A cirurgia não é necessária na maioria dos casos. São raras as lesões que necessitam do tratamento cirúrgico para se obter uma cura bem sucedida.

Esse tipo de tratamento só é indicado quando a entorse não responde aos outros métodos citados e também para aqueles pacientes que, mesmo após o tratamento, continuam sofrendo com as instabilidades do tornozelo.

Porém, na atualidade, as cirurgias não causam muitos danos, pois a maioria delas são realizadas por meio de procedimentos minimamente invasivos, que utilizam pequenos e práticos aparelhos que dão acesso à área interna do corpo sem precisar de grandes cortes.

O tempo esperado da cirurgia depende da extensão e da gravidade da lesão, podendo durar mais tempo se o médico encontrar complicações e novas fraturas.

É sempre recomendado que um especialista seja procurado, por mais que você pense que a entorse não é o seu caso.

Quando procurar um ortopedista?

Procure um especialista assim que você perceber que torceu o tornozelo e começaram a surgir sinais de uma lesão intensa.

Edema, dor e sensibilidade são os principais sinais de alerta que vão te ajudar a notar que sofreu uma entorse.

Evite caminhar sobre o tornozelo quando estiver acabado de se lesionar, e não é recomendado fazer o seu próprio tratamento sem antes consultar um médico. Então, em qualquer caso, é sempre recomendado que um especialista seja procurado, por mais que você pense que a entorse não é o seu caso.

4 dicas de como se recuperar mais rápido da lesão

A primeira dica de como se recuperar mais rápido da lesão é seguir perfeitamente todas as indicações do seu médico.

A opinião do ortopedista é essencial e deve ser seguida, por mais que você ache que existem outras formas de curar a lesão.

A segunda dica é nunca se automedicar. Todos os medicamentos devem ser prescritos por um especialista e utilizados da forma correta, na dose adequada.

A terceira dica é fazer alongamentos leves e mexer os dedos dos pés. Isso pode acelerar o processo de recuperação e te ajudar a recuperar as funções básicas do pé e tornozelo.

E a quarta e última dica é manter, sempre que possível, os pés elevados, além de aplicar compressa de gelo no local da lesão, isso vai diminuir a intensidade da sua dor e deixar tudo mais fácil.

Como se prevenir da lesão?

Torção de tornozelo

Existem várias medidas que podem ser tomadas para evitar que seu tornozelo seja torcido, e quase todas são bem óbvias, mas essenciais.

Então, para evitar adquirir uma entorse do tornozelo você pode:

  • Evitar caminhar em superfícies irregulares
  • Evitar fazer o uso de calçados pouco resistente
  • Evitar o uso de calçados altos, como o salto
  • Fazer alongamento antes da prática de exercícios físicos ou atividades esportivas
  • Pausar a prática de qualquer atividade caso se sinta cansado

Sabia que se espreguiçar todos os dias depois de acordar também pode evitar essa e várias outras lesões? Entenda!

Esses são os cuidados mais básicos que devem ser tomados para evitar possíveis lesões e manter o seu tornozelo sempre em ótimas condições, bem como outras áreas do seu corpo. Se cuide!

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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