CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

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Procedimento · Ondas de choque · Dor articular

Tratamento por ondas de choque para dores articulares

O tratamento por ondas de choque dispara pulsos de pressão sobre o tecido para estimular a regeneração e reduzir a dor. Nas dores articulares, o maior benefício aparece quando a dor vem dos tendões e ênteses, não da cartilagem.

Resposta direta
  • O aparelho de ondas de choque emite pulsos acústicos de alta energia que atravessam a pele e atingem o tecido doente, disparando uma resposta de reparo (neovascularização, estímulo de fatores de crescimento) e modulando a dor. As ondas de choque entregam energia muito maior que a da eletroterapia comum: o aparelho de onda de choque entrega energia mecânica, não corrente elétrica.
  • Em dores articulares, funciona melhor nas tendinopatias e nas ênteses ao redor da articulação (ombro, quadril, joelho, cotovelo, calcâneo) do que na cartilagem degenerada da artrose pura. É adjuvante do exercício, não substituto.
  • O ciclo costuma ter 3 a 6 sessões semanais, sem anestesia e sem afastamento; a melhora é gradual ao longo de semanas.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

O que é o aparelho de ondas de choque

A terapia por ondas de choque extracorpórea usa um aparelho que gera pulsos de pressão de alta energia e os transmite, através de uma ponteira apoiada na pele com gel, até o tecido doente. É uma terapia mecânica e acústica, não elétrica: o que chega ao tendão ou à êntese é uma onda de pressão, não corrente.

É comum o paciente confundir as ondas de choque com o TENS ou outras correntes da eletroterapia. São coisas diferentes. O TENS aplica corrente elétrica de baixa intensidade para aliviar a dor no momento; o aparelho de ondas de choque entrega energia mecânica muito maior, com o objetivo de provocar uma resposta biológica de reparo no tecido, que vai além da analgesia passageira. Por isso o protocolo é curto (poucas sessões) e o efeito se constrói ao longo de semanas, depois que a regeneração acontece.

Existem dois grandes tipos de aparelho, e a diferença importa na hora da indicação.

Radial

Ondas de choque radiais (rESWT)

  • Geradas por um projétil pneumático que bate numa ponteira.
  • A energia é máxima na superfície e se dispersa em profundidade.
  • Boas para tecidos mais superficiais e para grandes áreas musculares.
vs

Focal

Ondas de choque focais (fESWT)

  • Geradas por princípios eletromagnético, piezelétrico ou eletro-hidráulico.
  • Podem ser concentradas num ponto em profundidade.
  • Úteis quando o alvo é uma êntese profunda ou uma calcificação.

Na prática clínica, a escolha entre radial e focal depende da estrutura, da profundidade e do diagnóstico.

Ondas de choque comparadas a outros recursos de reabilitação
RecursoO que entrega ao tecidoObjetivo principal
Ondas de choquePulso acústico de pressão de alta energiaEstimular reparo do tendão/êntese e modular a dor crônica
TENS (corrente analgésica)Corrente elétrica de baixa intensidadeAliviar a dor no momento (analgesia passageira)
Ultrassom terapêuticoOndas sonoras de baixa intensidadeAquecimento e estímulo tecidual leve, adjuvante
Laser de alta intensidadeEnergia luminosa (fotobiomodulação) em profundidadeAnalgesia e efeito anti-inflamatório no tecido profundo

A ideia não é levar um choque elétrico, e sim receber pulsos mecânicos que o corpo interpreta como um estímulo controlado de reparo. Entender isso ajuda a aceitar que o resultado não é imediato e que poucas sessões bem indicadas valem mais do que muitas sessões repetidas sem critério.

Como as ondas de choque agem na dor articular

Ilustração do aplicador de ondas de choque emitindo ondas acústicas sobre um tendão inflamado na região de uma articulação
As ondas acústicas atingem o tendão e estimulam a resposta de reparo no ponto de dor

O pulso de pressão produz efeitos em cadeia no tecido alvo. O primeiro é mecânico-celular: a onda gera microtensões que estimulam as células do tendão (tenócitos) e desencadeiam a liberação de fatores de crescimento e a formação de novos vasos (neovascularização), melhorando a chegada de sangue a uma região tipicamente mal vascularizada e por isso de cicatrização lenta. Em segundo lugar, há um efeito sobre a dor: a estimulação intensa de receptores e a liberação de mediadores reduzem a sensibilização local e ativam mecanismos analgésicos, com queda da substância P e da inervação nociceptiva que cresce dentro do tendão doente.

Há ainda um efeito específico sobre depósitos de cálcio. Em tendinites calcárias, sobretudo do ombro, as ondas de choque focais podem fragmentar o depósito e favorecer sua reabsorção pelo organismo, o que explica por que essa é uma das indicações com melhor respaldo. Tudo isso reforça um ponto que costuma frustrar quem chega esperando alívio instantâneo: as ondas de choque não anestesiam o problema — elas tentam reativar um reparo que havia estancado.

Aqui entra a distinção mais importante para quem tem dor articular. As ondas de choque agem bem sobre tendões, ênteses (onde o tendão se ancora no osso), bursas e tecido miofascial. Elas não regeneram cartilagem.

Quando a dor do joelho, do quadril ou do ombro vem de uma artrose avançada, com perda de cartilagem, as ondas de choque podem, no máximo, atuar sobre componentes secundários da dor (tendinopatias e pontos-gatilho ao redor), e não sobre a articulação desgastada em si. Por isso, em dor articular, o passo decisivo é o diagnóstico: identificar de onde vem a dor antes de escolher a ferramenta.

Em uma frase

Ondas de choque tratam o tecido ao redor da articulação (tendão, êntese, bursa), não a cartilagem por dentro dela. A pergunta certa não é “ondas de choque servem para artrose?”, e sim “de onde, exatamente, vem a minha dor articular?”.

Aplicador radial de ondas de choque Storz Medical em uso, com o console do aparelho ao fundo, na clínica
Onda radial — Storz Medical Aplicador de pulso superficial, para alvos rasos e musculatura.
Aparelho de ondas de choque focal BTL da clínica, com console e aplicador segurado por profissional de jaleco
Onda focal — BTL Aplicador de pulso profundo e concentrado, para calcificações e enteses.

Em quais dores articulares ajuda

Render de um corredor com as articulações de ombros, cotovelos, punhos, quadril, joelhos e tornozelos destacadas em azul luminoso
As ondas de choque tratam tendinopatias e dores em pontos articulares de membros e do quadril

As indicações com melhor evidência são as tendinopatias crônicas e as ênteses ao redor das grandes articulações, em geral depois de algumas semanas de dor que não cedeu ao tratamento inicial. Não é uma terapia de primeira hora nem de dor aguda: o cenário típico é o da dor articular persistente, que já passou pela fase inflamatória e virou um problema de tecido que não cicatriza.

Onde as ondas de choque costumam ajudar nas dores articulares
Região / quadroAlvo das ondas de choqueNível de respaldo
Ombro: tendinite calcária do manguitoDepósito de cálcio no tendãoBom; uma das melhores indicações
Ombro: tendinopatia do supraespinhal (não calcária)Tendão do manguito rotadorModerado, como adjuvante do exercício
Cotovelo: epicondilite lateral (cotovelo de tenista)Êntese dos extensores do punhoModerado em casos crônicos
Quadril: bursite trocantérica / tendinopatia glúteaTendões glúteos e a região do trocânterModerado, adjuvante
Joelho: tendinopatia patelar (joelho do saltador)Tendão patelarModerado em quadros crônicos
Pé / calcâneo: fascite plantar e tendinopatia de AquilesFáscia plantar e tendão de AquilesBom em quadros crônicos
Artrose pura (cartilagem desgastada)Não atua na cartilagemLimitado; só componentes secundários da dor

Repare que quase todas as boas indicações são de dor que se origina no tendão ou na sua inserção, e não na superfície articular. No ombro, a melhor resposta é na tendinite calcária; no calcâneo, na fascite plantar crônica e na tendinopatia de Aquiles; no cotovelo, na epicondilite que já dura meses. Em cada um desses casos a clínica avalia o quadro e indica o recurso dentro de um plano mais amplo. Trato em detalhe esses cenários nas páginas sobre ondas de choque na tendinite calcária do ombro, ondas de choque na fascite plantar e ondas de choque na epicondilite lateral.

Para as artroses propriamente ditas, o caminho é outro. Na dor do joelho por artrose, na artrose do quadril e nas demais, a base do tratamento é o exercício orientado e o fortalecimento, com analgesia e infiltração quando necessário; as ondas de choque entram, no máximo, para tratar tendinopatias e pontos-gatilho que se somam à dor articular, nunca como tentativa de “consertar” a cartilagem.

O que a evidência mostra

A literatura aponta uma ferramenta útil em indicações específicas, com benefício que varia conforme o quadro. O respaldo é mais consistente na tendinite calcária do ombro e na fascite plantar crônica, situações em que revisões e ensaios mostram redução de dor e melhora de função em comparação com placebo ou com a espera. Em tendinopatias como a patelar, a do supraespinhal não calcária e a epicondilite, o benefício existe, mas é mais modesto e depende da cronicidade e da técnica empregada.

Dois cuidados de interpretação são importantes. Primeiro, ondas de choque quase nunca são estudadas como terapia isolada: o melhor resultado aparece quando se somam ao exercício de carga progressiva, que continua sendo o eixo do tratamento das tendinopatias. Segundo, parte dos estudos tem amostras pequenas e protocolos heterogêneos (energia, número de sessões, radial versus focal), o que explica a variação de resultados entre trabalhos.

A consequência clínica é direta: a indicação de ondas de choque para uma dor articular precisa ser personalizada e ancorada num diagnóstico de tecido. Quando a dor vem do tendão ou da êntese e já resistiu ao manejo inicial, as ondas de choque são uma adição razoável e de baixo risco ao plano. Quando a dor vem de cartilagem desgastada, o recurso tem pouco a oferecer e o esforço deve ir para o exercício, a perda de peso quando indicada e as demais medidas de fundo.

Existem estudos emergentes de ondas de choque na artrose do joelho sugerindo algum alívio de dor a curto prazo. São, em geral, trabalhos pequenos, heterogêneos e de qualidade limitada, sem o respaldo que existe para as tendinopatias, e por isso ondas de choque não são tratamento padrão da artrose. Esse é o tipo de dado que costuma ser citado fora de contexto para sugerir que o aparelho “trata o desgaste”, o que não se sustenta.

Ondas de choque agem fora da articulação, não dentro dela

A onda de choque não entra na articulação nem regenera cartilagem: toda a evidência consistente é sobre os tendões e as ênteses ao redor da articulação. Por isso ela pode resolver uma dor “de joelho”, “de quadril” ou “de ombro” quando essa dor é, na verdade, uma tendinopatia periarticular (tendão patelar, trocânter, epicôndilo, manguito calcário), e não tem o que oferecer quando a dor vem do desgaste da cartilagem da artrose. Essa distinção é a que decide se as ondas de choque podem ou não ajudar no seu caso.

Como é a sessão e o que esperar

Profissional aplicando a ponteira de ondas de choque no antebraço do paciente com o aparelho mostrando o contador em 4000 disparos
Cada sessão entrega alguns milhares de disparos controlados sobre a região tratada

A aplicação é ambulatorial, sem cortes e sem anestesia. O médico localiza o ponto doloroso por palpação, e por imagem quando necessário, aplica o gel de contato e encosta a ponteira do aparelho de ondas de choque sobre a pele. A energia e a frequência dos pulsos são ajustadas ao tecido e à tolerância da pessoa. Cada aplicação costuma durar poucos minutos, com algum desconforto durante os disparos, que é controlado regulando a intensidade.

Avaliação e diagnóstico

Confirmar que a dor vem de tendão, êntese ou bursa (e não de cartilagem pura) e definir radial ou focal, energia e alvo.

Aplicação

Gel, ponteira sobre o ponto doloroso e disparo dos pulsos por alguns minutos, com a intensidade ajustada à tolerância.

Ciclo de sessões

Em geral 3 a 6 sessões, uma por semana; sem afastamento das atividades e sem repouso prolongado.

Reabilitação associada

Exercício de carga progressiva para o tendão entre as sessões; é ele que consolida o resultado.

O número de sessões varia com o diagnóstico e a resposta, mas costuma ficar entre 3 e 6 aplicações semanais. É frequente sentir um aumento leve da dor nas 24 a 48 horas seguintes a cada sessão, com possível vermelhidão ou pequeno hematoma no local; esses efeitos são esperados e transitórios. A melhora não é imediata: ela se constrói nas semanas seguintes, à medida que a resposta de reparo amadurece, e por isso a avaliação do resultado é feita algumas semanas após o fim do ciclo, não no mesmo dia.

Sessão a sessão

Resposta local

Desconforto leve por 1 a 2 dias após cada aplicação; mantém-se a atividade e o exercício orientado.

Semana 2 a 6

Construção do efeito

A dor costuma começar a ceder de forma gradual, junto com o ganho de força e a tolerância à carga.

Após o ciclo

Reavaliação

Mede-se a dor e a função; sem resposta adequada, revê-se o diagnóstico e o plano em vez de só repetir.

Há situações em que as ondas de choque não devem ser aplicadas, e a avaliação serve também para isso. Em geral se evita o procedimento sobre áreas com infecção ou tumor, sobre cartilagem de crescimento em crianças, em pessoas em uso de anticoagulantes ou com distúrbios de coagulação, e durante a gestação. Essas contraindicações são checadas antes da indicação.

Antes de fazer · converse com o médico

Situações que pedem cautela ou contraindicam

  • Infecção ativa, ferida aberta ou suspeita de tumor sobre a área a ser tratada.
  • Uso de anticoagulantes ou distúrbio de coagulação (risco de sangramento).
  • Gestação, e aplicação sobre placas de crescimento ósseo em crianças e adolescentes.
  • Dor articular com febre, inchaço importante, vermelhidão e calor (suspeita de artrite infecciosa, urgência).
  • Dor que surge após trauma significativo, antes de afastar fratura.
Da prática clínica

Observações de quem indica e aplica ondas de choque no dia a dia:

  • Boa parte de quem chega pedindo “ondas de choque para a artrose” tem, ao exame, uma dor que vem de fora da articulação: a dor lateral do quadril que é tendinopatia glútea no trocânter, a dor anterior do joelho que é do tendão patelar, a dor do ombro que é do manguito calcário. Nesses casos o aparelho tem o que fazer, justamente porque o problema não é a cartilagem.
  • Quando a articulação está mesmo desgastada (artrose com perda de cartilagem confirmada), ondas de choque não são a resposta, e prefiro dizer isso de saída a vender um ciclo que tende a frustrar. O esforço rende mais em fortalecimento, controle de carga e, quando indicado, infiltração.
  • O resultado raramente aparece na primeira ou na segunda sessão, e isso costuma surpreender. O que combino é avaliar depois do ciclo, mantendo o exercício no intervalo, porque é a soma das duas coisas, e não o aparelho sozinho, que sustenta a melhora.
  • O desconforto durante os disparos e a piora leve da dor por um ou dois dias depois assustam quem não foi avisado. Explicado antes, deixa de ser motivo para abandonar o tratamento; checar contraindicações (anticoagulação, gestação, infecção, placa de crescimento) é parte da mesma conversa.
Assista: Tratamento por Ondas de Choque – Epicondilite, Fascite Plantar, Tendinopatias e Dores miofasciai

Tratamento multimodal: combinando os recursos certos

Mãos inserindo uma agulha fina de acupuntura na pele das costas do paciente
A acupuntura e o agulhamento somam-se as ondas de choque dentro de um plano multimodal

As ondas de choque são uma peça do tratamento da dor articular. O manejo é multimodal, não-cirúrgico e individualizado: combina técnicas conforme a origem da dor, sempre com o exercício como eixo e cada recurso usado onde tem indicação.

A base

Exercício e reabilitação

O eixo de todo o resto e a intervenção com a melhor relação entre evidência e segurança. A carga progressiva (excêntrica e isométrica) faz o tendão remodelar; o fortalecimento ao redor da articulação descarrega a artrose. A resposta vem em semanas e o programa é mantido depois do alívio para reduzir recidivas — ondas de choque e laser abrem caminho nesse processo.

Fotobiomodulação

Laser de alta intensidade

Luz de 810–1064 nm absorvida pelas mitocôndrias: mais ATP, menos substância P e prostaglandinas, menos edema. Age fotoquimicamente, sem pressão mecânica, e é o recurso que mais somamos às ondas de choque: enquanto o pulso mecânico estimula o reparo, o laser segura a dor e o edema nas 24 a 48 horas seguintes, quando a articulação está sensível e o exercício precisa continuar. Aplicável na mesma sessão, na mesma área, ou nos dias entre uma onda e outra. Veja a comparação entre laser de alta e baixa intensidade.

Neuromodulação

Acupuntura e eletroacupuntura

Modula a dor no corno dorsal da medula e por vias inibitórias descendentes, com liberação de opioides endógenos. Opção para a dor periarticular e a sensibilização de tendinopatias longas, ou para a artrose do joelho, sem aumentar a medicação. Veja a acupuntura no joelho.

Miofascial

Agulhamento seco e pontos-gatilho

A musculatura ao redor da articulação forma pontos-gatilho que referem dor para dentro dela (glúteo médio para o quadril, vasto medial para o joelho, infraespinhal para o ombro). A agulha busca a contração local e reduz a placa motora; quando o ponto resiste, a infiltração com anestésico interrompe o ciclo. Muitas vezes é o que muda uma dor “articular” que não respondia a nada.

Alvo definido

Infiltração e bloqueios guiados

Quando há um gerador de dor bem definido — uma bursa inflamada, uma articulação muito sintomática —, a infiltração com anestésico e, por vezes, corticoide interrompe a dor e abre uma janela para avançar a reabilitação. O alívio dura de dias a semanas; é um recurso pontual, dentro do plano, e não substitui o tratamento ativo.

Quando o conservador não basta

A maioria das dores articulares de origem tendínea e miofascial melhora com tratamento conservador bem conduzido ao longo de semanas a poucos meses, e as ondas de choque podem encurtar esse caminho em indicações selecionadas. Ainda assim, há limites. Em artroses muito avançadas, com perda importante de cartilagem e incapacidade que persiste apesar de tratamento conservador completo, a avaliação ortopédica para discutir cirurgia (incluindo prótese) é o passo adequado, e o encaminhamento é feito sem demora. Da mesma forma, rupturas tendíneas completas, instabilidades articulares e quadros com sinais de alerta exigem investigação e, por vezes, conduta cirúrgica.

A leitura prática é equilibrada: as ondas de choque são uma ferramenta valiosa e de baixo risco para a dor que nasce do tendão e da êntese, e uma má escolha quando a dor nasce da cartilagem desgastada. Em qualquer caso, o que define a conduta é o diagnóstico da origem da dor, feito em consulta, e não o apelo do aparelho. A visão completa das opções para a dor de cada articulação está nos guias de dor no quadril e dor no joelho.

Perguntas frequentes

As ondas de choque são um choque elétrico?

Não. O aparelho emite pulsos acústicos de pressão — não corrente elétrica. Esses pulsos atravessam a pele e atingem o tendão ou a êntese doente, estimulando a resposta de reparo e reduzindo a dor. É diferente do TENS ou da eletroestimulação, que usam corrente elétrica para alívio imediato da dor.

Como funciona o aparelho de ondas de choque?

O aparelho gera pulsos de pressão de alta energia e os transmite por uma ponteira apoiada na pele com gel. A onda chega ao tecido doente e dispara microestímulos que aumentam a vascularização, liberam fatores de crescimento e modulam a dor. Existem dois tipos: radial (energia mais superficial, para grandes áreas) e focal (energia concentrada em profundidade, útil em ênteses profundas e calcificações).

O choque fisioterapia dói?

O choque da fisioterapia (ondas de choque) causa um desconforto durante os disparos, que o médico controla regulando a intensidade do aparelho. Não é necessária anestesia. Após a sessão, é comum sentir um aumento leve da dor por 1 a 2 dias, às vezes com vermelhidão ou pequeno hematoma no local; são efeitos esperados e transitórios.

Ondas de choque servem para artrose das articulações?

As ondas de choque não regeneram cartilagem, então não tratam a artrose em si. Em dor articular por artrose, podem ajudar apenas componentes secundários, como tendinopatias e pontos-gatilho ao redor da articulação. A base do tratamento da artrose continua sendo o exercício e o fortalecimento, com analgesia e infiltração quando necessário.

Quantas sessões de ondas de choque são necessárias?

O número varia com o diagnóstico e a resposta, mas costuma ficar entre 3 e 6 sessões, em geral uma por semana, sem afastamento das atividades. A melhora não é imediata: ela se constrói nas semanas seguintes, à medida que o reparo do tecido amadurece, e a avaliação do resultado é feita algumas semanas após o fim do ciclo.

Ondas de choque substituem a fisioterapia e o exercício?

Não. As ondas de choque funcionam melhor como adjuvante do exercício de carga progressiva, que continua sendo o eixo do tratamento das tendinopatias e das dores articulares. As ondas de choque podem acelerar a resposta em casos selecionados, mas é a reabilitação ativa que consolida o resultado e reduz as recidivas.

Quem realiza o tratamento por ondas de choque?

O tratamento por ondas de choque é realizado pelos médicos Dr. Marcus Yu Bin Pai (CRM-SP 158.074 · RQE 65.523) e Dr. Andrew Park (CRM-SP 157.730). Usamos apenas aparelhos importados de alta energia, das marcas BTL e Storz; não utilizamos aparelhos de baixa energia.

Preciso de internação ou anestesia?

Não. É um tratamento ambulatorial e não invasivo, feito em sessões curtas em consultório; você retorna às atividades no mesmo dia, seguindo as orientações passadas para a região tratada.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências2 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Conselho Federal de Medicina (CFM). Resoluções sobre publicidade médica e vedação de garantia de resultado. Brasília: CFM.
  2. Charles R; Fang L; Zhu R; Wang J. The effectiveness of shockwave therapy on patellar tendinopathy, Achilles tendinopathy, and plantar fasciitis: a systematic review and meta-analysis. Frontiers in immunology. 2023. doi:10.3389/fimmu.2023.1193835. PMID:37662911.
Atualizado em 2 jun 2026 Leitura 9 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. Definir se a sua dor “articular” é uma tendinopatia periarticular (em que ondas de choque podem ajudar) ou uma artrose intra-articular (em que não são o tratamento) exige exame presencial e, por vezes, imagem.

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