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Medicamento · Antidepressivo tricíclico · Dor neuropática

Amitriptilina para dor neuropática em adultos

A amitriptilina trata a dor neuropática crônica em adultos, em dose baixa à noite, com efeito analgésico independente do humor.

Resposta direta
  • A amitriptilina serve para dor neuropática (queimação, choque, formigamento) e é uma das opções de primeira linha nesse tipo de dor; também é usada na fibromialgia, na enxaqueca como preventivo e em síndromes de dor crônica com má qualidade do sono.
  • Na dor, a dose é baixa e noturna, bem menor que a dose antidepressiva, e o alívio costuma aparecer só depois de 1 a 2 semanas de uso contínuo, não na primeira noite.
  • Funciona para parte das pessoas, não para todas: na dor neuropática, cerca de 1 em cada 3 a 4 pacientes obtém alívio importante. Os efeitos comuns são sono, boca seca, prisão de ventre e ganho de peso; em idosos e em quem tem doença cardíaca, exige cautela e avaliação do coração.
  • É medicamento de prescrição: a indicação, a dose e o ajuste são definidos pelo médico, dentro de um plano que trata a causa da dor.
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Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

Para que serve a amitriptilina

A amitriptilina nasceu como antidepressivo, mas hoje, na prática clínica, uma das suas indicações mais úteis é o tratamento da dor crônica, sobretudo a dor neuropática. É por isso que a mesma “amitriptilina para que serve” tem duas respostas verdadeiras: serve para depressão e serve para dor, e na medicina da dor ela é prescrita justamente pela segunda razão.

Dor neuropática é a dor que vem de uma lesão ou disfunção do próprio sistema que conduz a dor, o nervo periférico ou as vias centrais. Ela tem uma assinatura reconhecível: queimação, choque elétrico, agulhadas, formigamento dolorido (parestesia) ou dor ao simples toque da roupa ou do lençol (alodínia). É diferente da dor que vem de um músculo ou de uma articulação inflamada, e por isso responde mal aos analgésicos comuns e aos anti-inflamatórios, e responde melhor a remédios que agem sobre o próprio nervo, como a amitriptilina.

Nesse cenário, a amitriptilina é uma das opções de primeira linha para várias formas de dor neuropática, ao lado de outros tricíclicos, da duloxetina e dos gabapentinoides. As indicações típicas incluem a neuropatia diabética dolorosa, a neuralgia pós-herpética (após o herpes-zóster), a dor neuropática após cirurgia ou trauma e a radiculopatia com componente neuropático. Além da dor neuropática propriamente dita, ela é usada em outras situações de dor crônica em que essas vias estão envolvidas: na fibromialgia, em dose baixa, ajuda a dor difusa e, principalmente, o sono não reparador que acompanha o quadro; na enxaqueca e na cefaleia tensional crônica, entra como medicação preventiva, para reduzir a frequência das crises, e não para cortar a crise já instalada; e na dor crônica com insônia, o efeito sedativo em dose baixa à noite é aproveitado quando a dor atrapalha o sono e o sono ruim piora a dor.

O ponto que mais gera dúvida

Tomar amitriptilina para dor não significa que o médico ache que a sua dor “é da cabeça” ou psicológica. O efeito analgésico do remédio é independente do efeito antidepressivo: aparece em doses muito menores, mais cedo, e em pessoas sem nenhuma depressão. Ela age sobre o circuito da dor, não sobre o humor, quando usada com essa finalidade.

Dr. Marcus Yu Bin Pai discursando no pulpito sobre acupuntura medica ocidental com artigo no telao
Em congressos Dr. Marcus Pai em palestra sobre acupuntura medica ocidental.

Como age: o mecanismo na dor

Para entender por que um antidepressivo alivia a dor do nervo, é preciso lembrar que o corpo tem um sistema próprio para frear a dor. Do tronco encefálico descem vias inibitórias que usam dois mensageiros, a noradrenalina e a serotonina, para reduzir, na medula, a quantidade de sinal doloroso que sobe até o cérebro. É um “freio” natural, e na dor neuropática crônica esse freio costuma estar enfraquecido. A amitriptilina age principalmente reforçando esse freio.

Onde age

Nas sinapses das vias inibitórias descendentes que partem do tronco encefálico e chegam ao corno dorsal da medula, onde o sinal de dor é filtrado antes de subir ao cérebro.

O que faz

Bloqueia a recaptação de noradrenalina e de serotonina, aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores na via descendente.

Efeito clínico

Potencializa a modulação que diminui a transmissão da dor no corno dorsal da medula. É o mesmo mecanismo, por outro caminho, que faz os antidepressivos duais (IRSN) também tratarem dor — detalhado na página sobre antidepressivos e o que são.

A esse efeito principal somam-se ações em outros alvos moleculares, que ajudam especificamente na dor neuropática. É um remédio com múltiplos alvos, e essa é uma das razões pelas quais a sua dose analgésica é menor e o seu efeito sobre a dor é independente do efeito sobre o humor.

Recaptação de noradrenalina e serotonina
Reforça as vias inibitórias descendentes — alvo principal na dor
Canais de sódio
Bloqueio reduz os disparos espontâneos e a hiperexcitabilidade do nervo lesado
Receptores NMDA do glutamato
Ação que contribui para reduzir a transmissão da dor neuropática
Canais de cálcio
Bloqueio que soma ao efeito analgésico

Os efeitos colaterais nascem do outro lado da mesma molécula: a amitriptilina também bloqueia receptores que não têm a ver com a analgesia.

Receptores de acetilcolina (efeito anticolinérgico)
Boca seca e prisão de ventre
Receptores de histamina (efeito sedativo)
Sonolência
Receptores adrenérgicos
Possível queda de pressão ao levantar

A nortriptilina, um tricíclico aparentado, tende a ter menos desses efeitos, o que a torna uma alternativa útil em quem não tolera a amitriptilina.

Dose baixa, à noite, e a latência de 1 a 2 semanas

Na dor, a amitriptilina é usada de um jeito bem diferente do uso antidepressivo. A dose é baixa e tomada à noite, perto da hora de dormir, por dois motivos: aproveita-se o efeito sedativo para melhorar o sono e reduz-se a sonolência diurna. O tratamento começa com uma dose pequena e, conforme a tolerância e a resposta, o médico pode aumentar aos poucos. Dose, ritmo de aumento e duração são individualizados.

O ponto que mais frustra quem começa é a latência. A amitriptilina não é um analgésico de resgate: ela não corta a dor na hora, como faz uma dipirona. O efeito analgésico se constrói com o uso contínuo e costuma começar a aparecer depois de 1 a 2 semanas, com benefício que ainda pode crescer ao longo de algumas semanas na dose adequada. Parar nos primeiros dias por achar que “não fez nada” é um erro comum, do mesmo modo que aumentar a dose por conta própria à espera de um efeito imediato.

O que costuma surgir primeiro é a sonolência e a boca seca; o alívio da dor vem depois. Por isso a avaliação de eficácia é feita em semanas, não em dias. Outro ponto importante: a amitriptilina não deve ser suspensa de forma abrupta após uso prolongado, porque a retirada brusca pode causar mal-estar, náusea e distúrbio do sono. A redução, quando indicada, é feita de forma gradual, sempre orientada pelo médico.

Dia 1 a 7

Adaptação

Costumam aparecer sono e boca seca antes de qualquer efeito sobre a dor. A dose inicial é baixa, à noite, e o corpo se ajusta aos poucos.

Semana 1 a 2

Início do efeito analgésico

A dor neuropática costuma começar a ceder, e o sono tende a melhorar. Este é o momento de reavaliar com o médico, sem desistir antes da hora.

Semana 4 a 8

Resposta e ajuste

Define-se se a amitriptilina ajuda o suficiente, se vale ajustar a dose ou se é melhor trocar por outra opção. A descontinuação, se necessária, é gradual.

O que esperar: a evidência

Render tridimensional de neurônios interligados por axônios, com impulsos elétricos azulados percorrendo as fibras nervosas
Na dor neuropática a lesão fica no próprio nervo, que dispara sinais alterados mesmo sem estímulo externo

A amitriptilina é um remédio antigo, barato e amplamente usado, com décadas de experiência clínica na dor neuropática. O tamanho do benefício é moderado: ela não funciona para todo mundo, e quando funciona o alívio costuma ser parcial, não a abolição da dor.

Nas revisões sistemáticas de tricíclicos na dor neuropática, cerca de uma em cada três a quatro pessoas tratadas tem alívio importante que não teria só com placebo. As próprias revisões alertam que a qualidade das evidências é limitada, mas a experiência clínica sustenta o uso, sobretudo pelo custo e pela disponibilidade.

Revisões sistemáticas · dor neuropática1 em cada 3 a 4

Antidepressivos tricíclicos na dor neuropática

As sínteses de evidência sobre tricíclicos (amitriptilina e nortriptilina) na dor neuropática apontam alívio significativo em cerca de 1 a cada 3 ou 4 pessoas, com qualidade de evidência considerada baixa a moderada. A leitura prática é equilibrada: vale tentar em casos selecionados, com a expectativa de que pode não funcionar para todos e que o alívio costuma ser parcial. A escolha entre amitriptilina, duloxetina ou um gabapentinoide é individual, conforme o quadro, as comorbidades e os efeitos adversos.

Ver referências →

Uma meta é, portanto, reduzir a dor a um patamar que devolva sono, função e qualidade de vida, e não esperar que a dor desapareça por completo. Quando a amitriptilina ajuda apenas em parte, ela costuma ser combinada com outras medidas dentro de um plano multimodal, em vez de simplesmente substituída.

Efeitos colaterais, contraindicações e interações

Os efeitos adversos da amitriptilina vêm sobretudo das suas ações anticolinérgica, anti-histamínica e cardiovascular. A maioria é dose-dependente e mais intensa no começo, tendendo a atenuar com o tempo, mas alguns exigem atenção especial, principalmente no idoso.

Efeitos e cuidados com a amitriptilina
CategoriaO que costuma acontecerConduta / cuidado
Sedação / sonoSonolência, sensação de “ressaca” pela manhã se a dose for altaTomar à noite; usada a favor quando há insônia ligada à dor
AnticolinérgicosBoca seca, prisão de ventre, visão embaçada, retenção urináriaHidratação e fibras; cautela em glaucoma e em hiperplasia da próstata
Ganho de peso e apetiteAumento de apetite e ganho de peso (“amitriptilina engorda”) em parte das pessoasDiscutir com o médico; monitorar peso ao longo do tratamento
CardiovascularQueda de pressão ao levantar; em altas doses, alteração da condução do coraçãoCautela em cardiopatas; pode ser pedido ECG, sobretudo no idoso
IdosoMaior risco de confusão, quedas, retenção urinária e efeitos cardíacosDose menor e reavaliação frequente; muitas vezes prefere-se nortriptilina ou duloxetina

Há situações em que a amitriptilina deve ser evitada ou usada com cautela redobrada: infarto recente ou arritmias graves, alterações importantes da condução cardíaca, glaucoma de ângulo fechado, retenção urinária e uso recente de inibidores da MAO (outra classe de antidepressivos). Em idosos, ela aparece nas listas de medicamentos potencialmente inapropriados justamente pelo conjunto de efeitos anticolinérgicos e cardíacos, o que não a proíbe, mas reforça a necessidade de avaliação e de dose criteriosa.

As interações também pesam na decisão. A combinação com outras substâncias que aumentam a serotonina (alguns antidepressivos, o tramadol, a triptanos) eleva o risco de síndrome serotoninérgica; o álcool e outros sedativos somam-se à sonolência; e há interações com medicamentos que afetam o ritmo cardíaco. Por tudo isso, a amitriptilina é um medicamento de prescrição: a indicação, a escolha entre as opções, a dose, os aumentos e a eventual retirada são definidos pelo médico que conhece a sua história e as suas comorbidades.

Procure avaliação médica sem demora se

Durante o uso de amitriptilina, atenção a

  • Batimentos cardíacos irregulares, palpitação forte, desmaio ou dor no peito.
  • Confusão mental, agitação intensa, febre com rigidez muscular e tremores (possível síndrome serotoninérgica).
  • Incapacidade de urinar, dor ocular intensa com visão embaçada (possível crise de glaucoma).
  • Pensamentos de se machucar: antidepressivos exigem acompanhamento, sobretudo em jovens no início do uso.
  • Qualquer dor neuropática de início súbito acompanhada de fraqueza, perda de força ou alteração de esfíncter, que pede avaliação imediata da causa.
Assista: DULOXETINA – ANTIDEPRESSIVO PARA DOR, FIBROMIALGIA, DEPRESSÃO E NEUROPATIA

O lugar da amitriptilina no tratamento

A amitriptilina é uma das opções de primeira linha na dor neuropática crônica, ao lado de outros agentes orais. Ela não é melhor nem pior que essas alternativas por uma questão de potência: na dor neuropática, as quatro opções de primeira linha têm eficácia analgésica semelhante e diferem mais no perfil de efeitos adversos do que na intensidade do alívio. Por isso a escolha é individual, guiada pelo perfil do paciente, pelas comorbidades e pelo que se deseja evitar.

A lógica de uso da amitriptilina na dor é específica: dose baixa e noturna, bem menor que a dose antidepressiva, com aumento gradual conforme tolerância e resposta, e avaliação de eficácia em semanas, não em dias, pela latência de 1 a 2 semanas. O que mais pesa na decisão de prescrevê-la, ou de não a prescrever, é o seu perfil anticolinérgico e cardíaco: boca seca, prisão de ventre, retenção urinária e sedação são esperados, e no idoso, no cardiopata, no glaucoma de ângulo fechado e na hiperplasia prostática esses efeitos passam a contraindicar ou a exigir cautela redobrada, muitas vezes com troca por uma alternativa.

Entre as alternativas, sempre por nome genérico e nunca por marca: a nortriptilina, tricíclico aparentado com menos efeitos anticolinérgicos, costuma ser preferida no idoso; a duloxetina, um IRSN, reforça a mesma via descendente sem o peso cardíaco e anticolinérgico dos tricíclicos, e é primeira linha na neuropatia diabética; a gabapentina e a pregabalina, gabapentinoides, agem por um alvo distinto (canais de cálcio) e podem ser combinadas com um tricíclico na dor refratária. Analgésicos comuns e anti-inflamatórios respondem mal nesse tipo de dor. O guia de remédios para dor reúne essa visão geral.

A amitriptilina, porém, é uma peça do plano, não o plano inteiro: o tratamento real da dor neuropática é multimodal, individualizado e dirigido à causa (controlar o diabetes, descomprimir uma raiz nervosa), onde a página sobre dor crônica e neuropatia diabética detalha o plano completo.

Referência reconhecida em dor

A clínica é um Centro de Dor listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e um Centro de Tratamento por Ondas de Choque listado pela SMBTOC, e é listada pelo CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura).

SBED, Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor SMBTOC, Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque CMBA, Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura

Perguntas frequentes

Cloridrato de amitriptilina 25 mg para que serve?

O cloridrato de amitriptilina é a forma como a substância aparece na farmácia, e o número (por exemplo, 25 mg) indica apenas a concentração do comprimido. A indicação é a mesma: tratar dor neuropática crônica e outras dores crônicas, como fibromialgia e enxaqueca preventiva, além da depressão. Qual concentração e quantos comprimidos usar é decisão do médico, conforme o caso, e na dor costuma-se começar com dose baixa à noite.

Amitriptilina serve para dor? E é a mesma coisa que para depressão?

Sim, a amitriptilina serve para dor, e esse é um dos seus usos mais frequentes na medicina da dor. É a mesma molécula usada na depressão, mas o efeito analgésico é independente: aparece em doses menores, mais cedo, e em pessoas sem depressão. Ela age reforçando as vias que o corpo usa para frear a dor, não tratando o humor, quando prescrita com essa finalidade.

A amitriptilina dá sono? Posso tomar de manhã?

Sim, a amitriptilina costuma dar sono, por bloquear receptores de histamina. Por isso ela é tomada à noite, perto da hora de dormir: reduz a sonolência durante o dia e, de quebra, ajuda quem tem insônia ligada à dor. Tomar de manhã tende a causar sonolência diurna. O horário e a dose devem ser definidos pelo médico.

Amitriptilina engorda?

Pode engordar parte das pessoas. A amitriptilina aumenta o apetite e pode levar a ganho de peso em alguns pacientes, embora isso não aconteça com todos. Quando o peso é uma preocupação importante, vale conversar com o médico sobre alternativas, como a duloxetina, e monitorar o peso ao longo do tratamento.

Quanto tempo a amitriptilina leva para fazer efeito na dor?

O efeito analgésico costuma começar a aparecer depois de 1 a 2 semanas de uso contínuo, e pode ainda crescer ao longo de algumas semanas na dose adequada. Ela não corta a dor na hora, como um analgésico de resgate. Os primeiros efeitos a surgir são o sono e a boca seca; o alívio da dor vem depois. Por isso não se deve abandonar o tratamento nos primeiros dias achando que não funcionou.

Posso parar a amitriptilina de uma vez se não sentir efeito?

Não por conta própria. Depois de uso prolongado, a amitriptilina não deve ser suspensa de forma abrupta, porque a retirada brusca pode causar mal-estar, náusea e distúrbio do sono. Se ela não estiver ajudando, o caminho é conversar com o médico, que pode ajustar a dose, fazer uma redução gradual ou trocar por outra opção.

Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Referências5 fontes citadas neste artigoVerOcultar
  1. Moore RA, Derry S, Aldington D, Cole P, Wiffen PJ. Amitriptyline for neuropathic pain in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2015;2015(7):CD008242. acessar
  2. Finnerup NB, Attal N, Haroutounian S, et al. Pharmacotherapy for neuropathic pain in adults: a systematic review and meta-analysis. Lancet Neurol. 2015;14(2):162 a 173. acessar
  3. Verdu et al. Antidepressivos no Tratamento da Dor Crônica. Drugs. 2008. ver resumo
  4. Gilron et al. Terapia combinada de medicamentos para tratamento da dor crônica: evidências científicas e aplicação clínica. Lancet Neurology. 2013. ver resumo
  5. Kosek et al. Dor neuropática, nociceptiva ou nociplástica? Proposta de terceiro mecanismo para classificar a dor crônica. PAIN. 2016. ver resumo
Atualizado em 1 jun 2026 Leitura 6 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A amitriptilina é um medicamento de prescrição. A indicação, a dose, os ajustes e a eventual suspensão devem ser feitos exclusivamente pelo médico assistente, que conhece a sua história e as suas comorbidades.

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