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Relaxantes Musculares: medicamentos para o controle da dor

Relaxantes musculares são uma classe de medicamentos voltada para problemas musculares, como espasmos. Espasmos musculares podem causar um variado número de condições, incluindo dores lombares, dores no pescoço e fibromialgia.

Tais medicamentos são normalmente prescritos para dores agudas. De qualquer forma, eles também ajudam a aliviar dores musculares causadas por condições crônicas, porém com menor efetividade.

Ao longo desse artigo você conhecerá as suas principais indicações, seu mecanismo de ação e seus possíveis efeitos colaterais. Continue a leitura para saber mais. 

Principais indicações dos relaxantes musculares

A principal função do relaxante muscular é aliviar dores nos músculos, geralmente causadas por torções, traumas ou mesmo doenças. Esses medicamentos, como promete o seu nome, reduzem a tensão nos músculos, o que contribui para o alívio da sensação de dor e desconforto. 

Suas indicações mais comuns são: 

  • Lombalgia 
  • Torcicolo 
  • Fibromialgia 
  • Periartrite escapuloumeral 
  • Cervicobraquialgia 
  • Dor crônica
  • Esclerose múltipla 
  • Mielopatia crônica 
  • Acidentes cerebrovasculares
  • Paralisia cerebral

Além desses problemas, outras condições também podem ser tratadas por meio de relaxantes musculares. Tais medicamentos são prescritos ainda para indivíduos que sofrem com ansiedade ou estresse e que por isso sentem dificuldades para dormir. 

Relaxantes musculares em procedimentos cirúrgicos

Outra indicação bastante comum de relaxantes musculares é para pacientes prestes a passar por cirurgias. Geralmente, são medicamentos em comprimidos, cápsulas ou gotas, que visam trazer mais tranquilidade em relação ao procedimento. 

Essas substâncias podem ser administradas via injeção durante cirurgias. Nesse caso, recebem o nome de bloqueadores neuromusculares, e ajudam a relaxar o músculo, facilitando a execução da técnica cirúrgica, eles são a base da anestesia geral. 

Precisamos ressaltar aqui que há grande diferença entre esses dois tipos de relaxantes musculares, os medicamentos utilizados durante a cirurgia são bastante diferentes. Falaremos mais sobre isso adiante. 

Voltando a cirurgia, além de melhorarem as condições respiratórias, facilitando a intubação e a ventilação mecânica, após o procedimento, o médico responsável pela anestesia, faz a aplicação de agentes de reversão, que suspendem os efeitos do relaxante e ajudam o paciente a recuperar a sua função muscular e, principalmente, a voltar a respirar sozinho. 

Essa recuperação é essencial, já que os músculos do pescoço atuam na respiração e na deglutição. Tal processo é importante para que o paciente consiga tossir e deglutir de maneira adequada, do contrário, haveria risco de sérios problemas respiratórios e distúrbios do ritmo cardíaco. 

Relaxantes Musculares para Espasmos Musculares

Esse é provavelmente o principal problema tratado por relaxantes musculares. Espasmos musculares são uma dolorosa diminuição da mobilidade, que pode limitar sua habilidade de realizar até mesmo atividades básicas.

Relaxantes musculares também podem ajudar a diminuir a dor e melhorar a mobilidade e alcance da moção, seu médico provavelmente recomendará que primeiro tente analgésicos como a dipirona e paracetamol.

Em alguns casos, esses medicamentos que podem ser conseguidos sem receitas serão o suficientes para aliviar a dor.

Relaxantes musculares mais comuns

Certamente você conhece pelo menos um medicamento desse tipo, provavelmente o famoso Dorflex (que é na verdade o nome da marca). Abaixo listamos os relaxantes musculares mais conhecidos e apresentamos a composição de cada um deles. 

Carisoprodol (Mioflex)

Sua composição possui além do relaxante muscular Carisoprodol, o analgésico Paracetamol e um anti-inflamatório, o Fenilbutazona. Geralmente é indicada uma dose a cada 8 horas. Esse medicamento é comumente prescrito para alívio de dores musculares intensas como no caso da artrite reumatoide e da osteoporose. 

Ciclobenzafrina (Miosan)

O Miosan é muito indicado para casos de lombalgias e torsicolo, embora possa também ser usado para doenças mais graves como a fibromialgia. O remédio deve ser tomado entre 2 a 4 vezes por dia, o que dependerá muito da indicação do médico. 

Orfenadrina (Dorflex, Ana-Flex)

O famoso Dorflex possui orfenadrina em sua composição, além do analgésico Dipirona Sódica. Geralmente, é indicado para contraturas musculares e cefaleia tensional. Esse medicamento pode ser tomado de 3 a 4 vezes por dia, sempre conforme prescrição. 

O Ana-Flex tem uma composição similar ao Dorflex, e por isso, normalmente é indicado para as mesmas situações. 

Tizanidina (Sirdalud)

A tizanidina age principalmente na medula espinhal, reduzindo o tônus muscular. Por isso, é muito indicada para espasmos musculares, cãibras, transtornos neurodegenerativos, lesão medular, dentre outros casos. 

Embora sejam alguns dos medicamentos mais consumidos entre os brasileiros, especialmente por meio de auto-medicação, tais remédios devem ser utilizados apenas sob prescrição médica. O uso indiscriminado de fármacos produz efeitos adversos e pode trazer sérias complicações para a saúde.

Mecanismo de ação dos relaxantes musculares

Para compreendermos melhor o mecanismo de ação desses medicamentos, precisaremos dividi-los em dois grupos conforme seu local de atuação: relaxantes musculares que atuam sobre o sistema nervoso central e medicamentos que agem sobre a medula espinhal. 

Relaxantes musculares de ação central 

Mais conhecidos como antiespasmódicos, são medicamentos que atuam especificamente sobre o sistema nervoso central, controlando espasmos musculares e espasticidade, sintomas bastante comuns em distúrbios musculoesqueléticos como bursites e artrites.

Quando essas substâncias entram no organismo, conforme seu princípio ativo, provocam a produção de compostos relaxantes que agem como tranquilizantes. No caso dos medicamentos com Carisoprodol, conhecidos como Mioflex, o composto liberado é o meprobamato. 

Dessa forma, a tensão sobre a musculatura é reduzida. Usando como exemplo os espasmos musculares, que são contrações musculares involuntárias, geralmente ocasionadas por lesões ou inflamações em tecidos próximos, a principal função do medicamento seria impedir essa contração, o que também eliminaria a dor. 

Ao que tudo indica, esse é o principal mecanismo de ação desses remédios, sendo ele um facilitador do relaxamento muscular. Contudo, ainda não há clareza em relação ao exato mecanismo de ação dessas drogas. 

Os relaxantes musculares de ação central podem ser facilmente encontrados em farmácias e normalmente não há necessidade de receita para adquiri-lo. Apesar da facilidade de acesso, é preciso muita cautela, já que graças aos efeitos calmantes da droga, ela pode acabar levando ao vício, além é claro, de como todos os outros medicamentos, haver risco de efeitos adversos. 

Bloqueadores neuromusculares

Os bloqueadores neuromusculares geralmente são utilizados em procedimentos cirúrgicos, como vimos anteriormente. Por interromperem a transmissão do impulso nervoso, são indicados em casos onde há necessidade de anestesia geral. 

Tais fármacos levam a um acentuado relaxamento dos músculos abdominais e do diafragma, contribuindo para a intervenção cirúrgica. Além disso, afrouxam as cordas vocais, facilitando a entubação do paciente para execução do procedimento. 

O seu mecanismo de ação é simples, eles impedem a comunicação efetiva entre os nervos, que trazem sinais do cérebro, e o músculos, que supostamente executariam uma determinada ação. Dessa forma, impedem temporariamente a transmissão da sensação dolorosa. 

Por terem uma ação acentuada, esses medicamentos são de uso restrito e não são facilmente encontrados em farmácias. 

Considerações Especiais

Relaxantes musculares, particularmente antiespasmódicos, normalmente são prescritos para aliviar dores de curto-prazo. Na maioria dos casos, eles devem ser utilizados por mais de 2 semanas.

Os efeitos colaterais mais comuns associados a relaxantes musculares são sonolência e tontura, falaremos mais sobre isso adiante. 

Muitos pacientes, tirando vantagem dos efeitos sedativos dos mesmos, preferem tomar a dosagem antes de dormir, pois eles ajudam a relaxar o corpo e a mente, favorecendo o sono. 

Se a dor muscular não for resolvida por medicamentos adquiridos sem receita, então, relaxantes musculares podem ser uma boa alternativa de tratamento para aliviar os sintomas. Contudo, como sempre, não deixe de discutir todos os seus medicamentos com seu médico.

Uma compreensão sólida de suas opções de tratamento é uma forte defesa contra dor.

Possíveis efeitos colaterais

Assim como outros fármacos, os relaxantes musculares podem causar reações adversas. Os problemas geralmente surgem quando tais medicamentos são usados sem orientação médica, em doses e frequências indiscriminadas. 

Veja quais são os principais efeitos colaterais possíveis a esses medicamentos: 

Sonolência

Os relaxantes musculares promovem o relaxamento do corpo, o que naturalmente pode levar a sonolência. 

Não há com o que se preocupar, mas são necessários alguns cuidados. Por exemplo, evitar dirigir e adiar decisões importantes enquanto estiver sobre efeito do remédio é a melhor opção. 

Além disso, prefira tomar a medicação a noite, pois ela te ajudará também a dormir melhor. 

Fadiga 

Muitas pessoas acabam se sentindo fadigadas, sem energia e até mesmo fracas quando tomam esse tipo de remédio. Tais sintomas também possuem relação com a ação relaxante do medicamento, e não há motivo para temor. 

Boca seca

Boca seca é considerada efeito colateral possível a diversos medicamentos. A explicação para o sintoma tem a ver com a redução da atividade das glândulas produtoras de saliva, são elas as responsáveis por manter a boca hidratada. 

Quando o sintoma tem relação exclusiva com a medicação ele deve desaparecer normalmente após a interrupção do tratamento. Fique atento. 

Tontura

A tontura também é consequência do simples efeito relaxante da medicação. Alguns pacientes descrevem também sensação de vertigem, que seria como se o seu corpo ou o mundo a seu redor estivesse girando. 

Lesões no fígado

De uma maneira geral, a maioria das drogas tem um certo efeito hepatóxico, especialmente se realizado uso contínuo. No caso dos relaxantes musculares, tais efeitos são causados por pequenas doses de anti-inflamatórios, geralmente de paracetamol, presentes em sua fórmula, que podem ocasionar alterações no fígado. 

Cólicas e enjoos

Muitos medicamentos podem causar cólicas e enjoos como efeitos colaterais, isso é especialmente comum em remédios de via oral. Geralmente, tais sintomas têm origem no processo de absorção das substâncias no estômago e no intestino, o que pode levar a irritação desses órgãos. 

Alterações no funcionamento do coração

O coração é um músculo que possui movimento involuntário. Ao tomar um relaxante muscular você pode acabar interferindo em seu funcionamento, o que prejudicaria todo o sistema cardiovascular e até mesmo o organismo de uma maneira geral. 

Os principais sintomas de alterações cardíacas são o aumento da frequência dos batimentos e o aumento da pressão arterial. Em todo caso, diante de qualquer sintoma, é necessário procurar ajuda médica. 

Sendo assim, se sentir seu coração batendo mais forte ou mesmo mais devagar após ingestão de medicamentos, procure o médico responsável pelo tratamento para que a situação possa ser averiguada e se necessário, o medicamento substituído. 

Dependência química

Assim como outros medicamentos, os relaxantes musculares possuem potencial aditivo para algumas pessoas, ou seja, podem gerar dependência química. 

Embora todos eles ofereçam risco nesse sentido em um certo grau, os principais casos de adicção e abuso envolvem o ativo carisoprodol, encontrado em relaxantes como o Infralax, Trilax, Torsilax e Tandrilax.

A solução é seguir com precisão as orientações médicas, respeitando a dose e a frequência prescrita. Além disso, deve-se evitar fazer uso prolongado de tais substâncias.  

Reações alérgicas

Algumas pessoas desenvolvem alergia a certos compostos que fazem parte da fórmula desses medicamentos. Normalmente essa reação só é descoberta após um primeiro contato problemático com o remédio. 

Se você tem alergia a alguma substância, deve ficar atento às fórmulas dos medicamentos que ingere, compartilhando a situação com o médico durante a consulta para que ele direcione melhor o seu tratamento. 

Por que alguns medicamentos não fazem efeito em mim?

Cada medicamento age de uma forma conforme o metabolismo da pessoa. Por isso, alguns indivíduos podem sentir certos efeitos colaterais, enquanto outros se darão super bem com o remédio. 

Da mesma forma, um medicamento pode ser perfeito para um determinado paciente, mas simplesmente não surtir nenhum resultado em outros. 

A questão é que as reações do medicamento variam de acordo com o metabolismo das pessoas, e por mais precisas que sejam as pesquisas clínicas, não é possível prever as diferenças. 

O ideal é que se o medicamento não tiver produzindo o efeito esperado, ou mesmo se for identificado alguma reação adversa do mesmo, você procure ajuda com o seu médico.

Pode ser necessária interrupção do tratamento e substituição da medicação. 

 

Em todo caso, aja sempre com responsabilidade. Diga não a auto-medicação, procure ajuda médica e siga as orientações do profissional escolhido. Cuide bem da sua saúde e evite complicações. Mesmo os tão populares relaxantes musculares podem acarretar danos se utilizados de maneira indiscriminada, fique atento. 

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