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Cefaleia · Enxaqueca

Minha cefaleia ou enxaqueca é hormonal?

Em muitas mulheres a enxaqueca segue o calendário menstrual, com crises ao redor da menstruação, quando o estrogênio cai.

Resposta direta
  • Sim, a enxaqueca pode ser hormonal: a queda do estrogênio na fase pré-menstrual é um gatilho bem estabelecido, e as crises se agrupam de 2 dias antes a 3 dias depois do início do fluxo.
  • A enxaqueca menstrual costuma ser sem aura, mais intensa, mais longa e mais resistente ao tratamento do que as crises do restante do mês.
  • Se você tem enxaqueca COM aura, o anticoncepcional combinado (com estrogênio) deve ser evitado, porque a soma aura mais estrogênio aumenta o risco de AVC. Esse é o alerta mais importante deste tema.
  • O plano é individualizado e não-cirúrgico: trata a crise, antecipa os dias de risco com profilaxia perimenstrual e ajusta a contracepção com segurança.
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40+ anos · HC-FMUSP · USP · 30 salas · 1.500 m² · Fisioterapia e Pilates individual

Avaliação clínica

Dor tem Tratamento. Foco em tratamentos não cirúrgicos para dor, reabilitação.

Por que a queda do estrogênio dispara a crise

A enxaqueca hormonal não é causada pelo estrogênio alto, e sim pela sua queda. É a retirada brusca do hormônio, e não o seu nível absoluto, que destrava a crise no cérebro predisposto.

Ao longo do ciclo, o estrogênio sobe na primeira metade, atinge um pico e despenca nos dias que antecedem a menstruação. Essa queda do estrogênio no fim da fase lútea é o gatilho. O estrogênio modula vias da dor que são centrais na enxaqueca: ele influencia a serotonina, o sistema trigeminovascular e a liberação do CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), o mesmo mediador envolvido na crise enxaquecosa em geral. Quando o hormônio cai, esse sistema fica mais excitável e o limiar para a crise diminui.

Isso explica por que as crises hormonais costumam ter um padrão perimenstrual reconhecível: concentram-se na janela que vai de cerca de 2 dias antes até 3 dias depois do primeiro dia de fluxo. Comparadas às crises do restante do mês, as menstruais tendem a ser mais intensas, a durar mais, a recair depois de uma melhora inicial e a responder menos aos remédios habituais. Entender o mecanismo importa na prática: como o gatilho é previsível pelo calendário, é possível agir antes que a dor se instale, em vez de apenas correr atrás da crise. A fisiopatologia geral da doença, das fases à sensibilização trigeminovascular, está detalhada na página sobre o que é a enxaqueca, causas e tratamentos.

O gatilho

Queda do estrogênio

A retirada do hormônio no fim do ciclo aumenta a excitabilidade trigeminovascular e a liberação de CGRP. É a variação para baixo, não o nível alto, que dispara.

O padrão

Janela perimenstrual

As crises se agrupam de 2 dias antes a 3 dias depois do início do fluxo. Costumam ser sem aura, mais longas e mais resistentes ao tratamento.

~50%
das mulheres com enxaqueca relatam relação com a menstruação
5d
a janela de risco: de 2 dias antes a 3 depois do fluxo
s/ aura
é o padrão da maioria das crises menstruais
3x
risco de AVC isquêmico com aura e estrogênio combinado
Dois pontos que mudam a conduta na enxaqueca hormonal

O primeiro é contraintuitivo: o gatilho não é o estrogênio alto, é a queda dele nos dias que antecedem a menstruação. Por isso “ter muito hormônio” não explica nada, e a consequência prática é que a profilaxia tem hora marcada, iniciada antes da queda e mantida na janela de risco, em vez de só tratar a dor depois de instalada. O segundo é uma questão de segurança: enxaqueca com aura somada a uma pílula combinada (com estrogênio) é uma combinação que aumenta o risco de AVC, e por isso a primeira pergunta diante de uma enxaqueca hormonal não é qual analgésico usar, e sim se existe aura e qual é o método contraceptivo.

Aula do Dr. João Arthur Ferreira em auditório
Em congressos Aula do Dr. João Arthur Ferreira

Menstrual pura, relacionada à menstruação ou outra coisa

Diagrama de crânio e pescoço em vista lateral com áreas de dor destacadas em rosa na nuca, base do crânio, região acima das orelhas, mandíbula e acima dos olhos
Mapear onde a dor se instala ajuda a separar cefaleia de origem cervical da enxaqueca de fundo hormonal.

Nem toda dor de cabeça no período é enxaqueca hormonal, e o diário de cefaleia, com 2 a 3 ciclos anotados, é o que define o padrão. Marca-se o dia de cada crise e o primeiro dia do fluxo: se as crises caem de forma consistente naquela janela perimenstrual, o componente hormonal fica evidente. A classificação internacional separa dois cenários, e diferenciá-los muda a estratégia de profilaxia.

Diferenciando os padrões de dor de cabeça ligados ao ciclo
PadrãoQuando ocorrePista que diferencia
Enxaqueca menstrual puraSó na janela perimenstrual, em pelo menos 2 de 3 ciclosQuase sempre sem aura; nenhuma crise em outros momentos do mês
Enxaqueca relacionada à menstruaçãoNa janela perimenstrual e também em outros diasPadrão mais comum; as crises do período costumam ser as piores
Enxaqueca não menstrualDistribuída pelo mês, sem relação com o fluxoO diário não mostra agrupamento ao redor da menstruação
Cefaleia tensionalVariável, ligada a tensão e posturaAperto em faixa, bilateral, sem náusea nem fotofobia marcantes

A distinção tem consequência direta: a enxaqueca menstrual pura, por ser previsível, é a melhor candidata à profilaxia de curto prazo aplicada só nos dias de risco, enquanto a forma relacionada à menstruação muitas vezes pede também uma profilaxia contínua. Outro ponto prático é a aura: a maioria das crises menstruais é sem aura, e a presença de aura típica muda tanto a investigação quanto a escolha do anticoncepcional, como detalhamos adiante. Se você não tem certeza se enxerga aura, a página sobre enxaqueca com e sem aura descreve os sinais visuais, sensitivos e de fala que a caracterizam.

Em uma frase

Duas a três voltas do calendário anotadas valem mais do que qualquer exame para confirmar a enxaqueca hormonal: o diagnóstico está no padrão, não na imagem.

Anticoncepcional combinado e o risco de AVC com aura

Este é o ponto de maior importância clínica de todo o tema. A presença de aura é o divisor de águas. A enxaqueca com aura já se associa, por si só, a um risco aumentado de AVC isquêmico. Quando a esse quadro se soma um anticoncepcional combinado (que contém estrogênio), o risco se potencializa, e o tabagismo o eleva ainda mais. Por isso, a recomendação consolidada é clara.

Alerta · contracepção e aura

Quando o anticoncepcional combinado deve ser evitado

  • Você tem enxaqueca COM aura, em qualquer idade: o método combinado com estrogênio em geral é contraindicado.
  • Você tem enxaqueca sem aura e fuma, tem mais de 35 anos, hipertensão, obesidade ou outro fator de risco vascular.
  • Surgiu aura pela primeira vez, ou a aura ficou mais frequente ou mais longa, depois de iniciar a pílula combinada: procure avaliação para rever o método.
  • Qualquer aura atípica, muito prolongada (mais de uma hora) ou com fraqueza de um lado do corpo merece avaliação antes de seguir com estrogênio.

A boa notícia é que existem alternativas seguras e eficazes. Métodos só de progestagênio, como a pílula de progestagênio isolado, o implante subdérmico, o DIU hormonal e o injetável trimestral, não carregam o risco vascular ligado ao estrogênio e podem inclusive estabilizar as oscilações hormonais que disparam a crise. Métodos não hormonais, como o DIU de cobre, também são opções.

A escolha é sempre compartilhada entre você, o ginecologista e o médico que cuida da sua dor, levando em conta a presença de aura e o conjunto dos seus fatores de risco. A mensagem central é prática: ter enxaqueca com aura não impede a contracepção, apenas orienta a evitar o estrogênio combinado.

Mito

“Se a pílula combinada está me dando dor de cabeça, basta tomar um analgésico e seguir.”

Fato

Se há aura, ou se a aura surgiu ou piorou com a pílula combinada, o método precisa ser revisto, porque a soma aura mais estrogênio aumenta o risco de AVC. Não é questão de tolerar a dor.

Gestação, amamentação e perimenopausa

Como a enxaqueca hormonal acompanha o estrogênio, ela muda com as grandes fases reprodutivas. Na gestação, em especial no segundo e terceiro trimestres, o estrogênio se mantém alto e estável, e a maioria das mulheres com enxaqueca sem aura melhora ou fica sem crises. A enxaqueca com aura é mais imprevisível e pode até surgir pela primeira vez na gravidez. Um cuidado importante: uma dor de cabeça nova, intensa ou diferente na gestação, sobretudo após a 20a semana ou no pós-parto, exige avaliação imediata para afastar causas como pré-eclâmpsia e quadros vasculares, e não deve ser tratada como uma crise comum.

Na amamentação, os níveis hormonais seguem mais constantes e o retorno das crises costuma ser mais tardio. O manejo nesse período prioriza medidas não medicamentosas e, quando há necessidade de remédio, opções compatíveis com a lactação, sempre definidas pelo médico. É um cenário em que técnicas não farmacológicas, como a acupuntura, ganham espaço por reduzirem a dependência de medicação.

A perimenopausa é, com frequência, a fase de maior turbulência. Antes da menstruação cessar de vez, o estrogênio oscila de forma errática, com quedas mais bruscas e imprevisíveis, e muitas mulheres relatam uma piora temporária das crises hormonais justamente nesse período. A tendência, porém, é favorável: depois da menopausa estabelecida, com os níveis hormonais baixos e estáveis, a enxaqueca costuma melhorar na maioria dos casos. Saber que essa janela instável é transitória ajuda a planejar a profilaxia para atravessá-la, em vez de encará-la como uma piora definitiva.

Tende a melhorar

Gravidez avançada e pós-menopausa

Estrogênio alto e estável (gestação) ou baixo e estável (após a menopausa) reduzem as oscilações que disparam a crise, sobretudo na enxaqueca sem aura.

Tende a oscilar

Perimenopausa

As quedas hormonais ficam erráticas e mais bruscas, e as crises podem piorar de forma temporária antes de melhorarem com a menopausa estabelecida.

Assista: Enxaqueca dá tontura? Enxaqueca dá náuseas? Quando me preocupar?

Conduta e tratamento na clínica

O tratamento é multimodal, não-cirúrgico e individualizado, e tem aqui uma vantagem rara em enxaqueca: a crise é previsível. Isso permite agir em três frentes ao mesmo tempo, aliviar a crise quando ela vem, blindar os dias de risco com uma profilaxia de curto prazo e, quando as crises são frequentes ao longo do mês, manter uma profilaxia contínua. O detalhe de cada classe de medicamento está na seção de tratamento medicamentoso; o que esta seção descreve são as frentes conduzidas dentro da clínica, que se somam a esse manejo farmacológico. A base de tudo é a regularidade de sono, alimentação e atividade física, porque privação de sono e jejum se somam à queda hormonal e baixam ainda mais o limiar da dor.

Diário e regularidade

Mapear o padrão por 2 a 3 ciclos e estabilizar sono, refeições e exercício, os gatilhos que se somam ao hormonal nos dias críticos.

Tratamento da crise

Anti-inflamatórios ou triptanos no início da dor, com atenção ao limite de dias por mês para não provocar cefaleia por uso excessivo.

Profilaxia perimenstrual

Medicação iniciada poucos dias antes da janela de risco e mantida durante ela, para a enxaqueca menstrual previsível.

Profilaxia contínua e técnicas em clínica

Quando as crises são frequentes: medicação diária, acupuntura e, em casos selecionados, procedimentos. A contracepção é ajustada em paralelo.

A escolha entre tratar só a crise, programar uma profilaxia de curto prazo nos dias de risco ou manter uma profilaxia contínua depende do padrão que o diário revela e da intensidade das crises, e essa decisão farmacológica é detalhada adiante. Dentro da clínica, o que somamos a esse manejo são técnicas que modulam a dor sem interferir com hormônios nem acrescentar efeitos sistêmicos, úteis sobretudo em quem busca reduzir a polifarmácia, em quem não tolera os profiláticos orais e em fases como a amamentação. A contracepção, por fim, é revista em paralelo segundo a regra do estrogênio descrita acima, em decisão compartilhada com o ginecologista.

Acupuntura médica e eletroacupuntura

A acupuntura tem evidência moderada na profilaxia da enxaqueca e é recomendada por diretrizes em contextos selecionados, com a vantagem de não interferir com hormônios nem somar efeitos adversos sistêmicos. Ela modula a dor por mecanismos segmentares no corno dorsal da medula, pela ativação de vias inibitórias descendentes e pela liberação de opioides endógenos; na eletroacupuntura, a corrente de baixa frequência tende a recrutar mais esses sistemas.

Na enxaqueca hormonal, esse perfil resolve um impasse concreto: é justamente nas fases em que o estrogênio manda mais (gestação e amamentação) que os profiláticos orais ficam restritos, e é aí que uma técnica sem repercussão sistêmica nem interação hormonal ganha lugar. Como o objetivo é elevar o limiar da crise antes que a queda hormonal o derrube, o esquema é planejado em torno do calendário: na enxaqueca menstrual previsível, costumamos concentrar sessões na semana que antecede o fluxo, somando-as aos demais profiláticos, em vez de tratar de forma avulsa só quando a dor já se instalou.

A resposta não se julga por uma sessão: ela é cumulativa e se lê ao longo de pelo menos dois a três ciclos menstruais, comparando os diários de cefaleia de antes e de depois, porque a métrica que importa é a crise menstrual ter ficado mais curta, menos intensa ou ter exigido menos abortivo, não o conforto de um dia isolado. Mantida a melhora ao longo desses ciclos, espaçam-se as sessões para manutenção, em geral mensal, ancorada na fase de risco. As limitações são poucas: desconforto ou pequena equimose no local da agulha, com cautela em quem usa anticoagulante; e, por ser profilaxia, ela soma-se ao plano e não dispensa o abortivo no dia da crise nem a regra do estrogênio na escolha da contracepção.

Toxina botulínica para a enxaqueca crônica

Quando a enxaqueca se torna crônica (dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, dos quais ao menos 8 com características de enxaqueca), a toxina botulínica tipo A tem papel consolidado, pelo protocolo PREEMPT, com aplicações em pontos definidos da cabeça e do pescoço. Ela bloqueia a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular e reduz a liberação periférica de neuropeptídeos nociceptivos, entre eles o CGRP, com efeito antinociceptivo que vai além do relaxamento muscular. O efeito começa em 2 a 4 semanas e dura cerca de 3 a 4 meses, com benefício cumulativo entre ciclos. Não é tratamento para a crise menstrual isolada, e sim para o quadro cronificado.

Ciclo 1 a 2

Mapear o padrão

Diário de cefaleia para confirmar o agrupamento perimenstrual e definir a janela de risco, enquanto se trata cada crise.

Ciclo 2 a 3

Iniciar a profilaxia

Profilaxia perimenstrual nos dias de risco e, se as crises forem frequentes, profilaxia contínua; revisão da contracepção em paralelo.

Após 3 ciclos

Reavaliar

Sem a resposta esperada, ajustam-se as doses, troca-se a classe ou somam-se técnicas como a acupuntura; investiga-se outro diagnóstico se necessário.

No acompanhamento, o próprio diário é o melhor instrumento na enxaqueca hormonal: além da intensidade numa escala de 0 a 10 e do impacto na rotina por questionários validados de impacto, o que mais informa é a evolução das crises da janela perimenstrual ao longo dos ciclos, comparando duração, intensidade e quantos abortivos foram precisos antes e depois de cada ajuste. Se, após dois a três ciclos bem conduzidos, a crise menstrual continua tão longa e resistente, a conduta não é repetir o mesmo esquema: revê-se a dose e o momento da profilaxia perimenstrual, troca-se a classe, reavalia-se a contracepção pela regra do estrogênio e considera-se encaminhamento ao especialista. A meta é encurtar e abrandar as crises a um nível que não limite a vida, e nem sempre eliminá-las por completo.

Da prática clínica

Algumas impressões recorrentes do consultório. A primeira é o poder do diário: muitas pacientes chegam convencidas de que a dor é aleatória e, ao alinharem dois ou três ciclos no papel, veem o agrupamento perimenstrual aparecer sozinho. Esse é também o momento mais útil para conversar, porque o padrão deixa de ser uma sensação e vira um calendário sobre o qual dá para agir.

A segunda é que a crise menstrual costuma ser, de fato, a mais difícil do mês: tende a durar mais, a recair depois de uma primeira melhora e a exigir o abortivo bem cedo, às vezes uma segunda dose. Não é impressão da paciente nem falta de adesão, e nomear isso costuma aliviar quem se culpava por “não responder ao remédio”.

A terceira é a que mais surpreende: a pergunta sobre o anticoncepcional. Não é raro alguém com enxaqueca com aura usar há anos uma pílula combinada sem nunca ter sido alertada sobre o risco vascular dessa soma. Levantar a presença de aura e rever o método com o ginecologista é, em muitos atendimentos, a intervenção mais importante do dia, à frente de qualquer ajuste de analgésico. Por fim, na perimenopausa é comum a piora assustar como se fosse definitiva; explicar que aquela turbulência tende a ceder quando os níveis hormonais se estabilizam muda o tom da consulta.

Tratamento não farmacológico: RPG, Pilates e fisioterapia

A enxaqueca hormonal não é uma dor de coluna, mas raramente vem sozinha. A queda do estrogênio na janela de risco soma-se a outros gatilhos que dependem do corpo e do comportamento, e é sobre eles que a abordagem não medicamentosa atua. O componente cervical e tensional, o sono irregular, o estresse e o descondicionamento físico baixam o limiar da crise; trabalhá-los reduz a carga de gatilhos e a dependência de remédios, o que é especialmente valioso na gravidez e na amamentação. São abordagens conduzidas na clínica, sempre individuais, um paciente por sala.

Há uma razão fisiológica para incluir a reabilitação ativa numa dor de cabeça. Muitas crises hormonais vêm acompanhadas de tensão e pontos-gatilho na musculatura cervical e dos ombros, que referem dor para o crânio e funcionam como um gatilho periférico adicional na janela perimenstrual. Reduzir essa fonte de aferência, recuperar mobilidade e força do pescoço e devolver regularidade ao sono e ao movimento agem sobre o mesmo sistema trigeminovascular que o hormônio sensibiliza, por uma via diferente da farmacológica. A magnitude desse benefício é adjuvante, não curativa, e por isso a reabilitação entra somada à conduta médica, não no lugar dela.

Reabilitação e comportamentoTerapia manual

Componente cervical e terapia manual

Mobilização e liberação miofascial do trapézio, elevador da escápula e suboccipitais que referem dor ao crânio.

ModeradaAlívio temporário

RPG

Trabalha o corpo por cadeias musculares, normaliza o tônus cervical e dos ombros e atenua a tensão miofascial.

LimitadaSemanal

Pilates clínico

Controle motor e estabilização do tronco e do pescoço, reduzindo a sobrecarga da musculatura que refere dor.

ModeradaCiclos progressivos

Cinesioterapia e aeróbico

Condicionamento aeróbico regular com efeito profilático próprio na enxaqueca, progredido por fisioterapeuta.

ModeradaPrograma contínuo

Sono, relaxamento e gatilhos

Higiene do sono, biofeedback e relaxamento, com mapeamento dos gatilhos pelo diário de cefaleia.

ModeradaHabilidade que se treina

Reeducação postural global (RPG)

O que é
Método de fisioterapia que trabalha o corpo por cadeias musculares, e não músculo a músculo, com posturas de alongamento ativo mantidas e progressivas.
Mecanismo
Por meio de posturas globais com contração isométrica de caráter excêntrico, reduz o encurtamento das cadeias posturais, normaliza o tônus da musculatura cervical e dos ombros e devolve consciência corporal, atenuando a tensão miofascial que funciona como gatilho periférico da cefaleia.
Evidência
A base específica em cefaleia é modesta; sustenta a indicação a evidência mais robusta do exercício e do tratamento do componente cervical. A RPG entra como forma supervisionada e bem tolerada de iniciar o movimento em quem tem muita rigidez. Limitada
O que esperar
Sessões individuais semanais, com alívio progressivo ao longo de semanas e foco em manutenção.
Indicações
Rigidez importante de cadeia posterior, encurtamentos e postura de proteção do pescoço.
Limitações
Não trata o gatilho hormonal nem dispensa a profilaxia quando indicada; posturas mantidas em excesso podem incomodar no início, o que se ajusta com a dose.

Componente cervical e terapia manual

O que é
Avaliação e tratamento da musculatura cervical e escapular que contribui para a dor de cabeça, com mobilização de tecidos moles, liberação miofascial e mobilização articular conduzidas por fisioterapeuta.
Mecanismo
A dor referida a partir de pontos-gatilho no trapézio superior, no elevador da escápula e na musculatura suboccipital alimenta a cefaleia; tratar essa banda tensa interrompe parte da aferência nociceptiva e modula a dor por via segmentar, abrindo uma janela de conforto para o exercício.
Evidência
Benefício de curto prazo e magnitude modesta, maior quando combinada com exercício ativo; a terapia manual isolada não sustenta o resultado. Moderada
O que esperar
Alívio temporário que serve para destravar o movimento e reduzir um gatilho na janela de risco.
Indicações
Quando há claro componente cervical e tensional somado à crise hormonal.
Limitações
Não atua sobre o gatilho hormonal em si, e o efeito é passageiro se não vier acompanhada de reabilitação ativa.

Pilates clínico, cinesioterapia e medidas comportamentais

Pilates clínico

Exercício terapêutico de baixo impacto centrado em controle motor e estabilização, adaptado por fisioterapeuta. Recruta os músculos profundos do tronco e do pescoço e a estabilização escapulotorácica, reduzindo a sobrecarga sobre a musculatura cervical que refere dor à cabeça. Precisa ser clínico e individualizado: cargas avançadas cedo demais provocam piora e abandono.

ModeradaDepende de adesão

Cinesioterapia e condicionamento aeróbico

Reabilitação ativa com força leve, mobilidade e, sobretudo, condicionamento aeróbico regular, que tem efeito profilático próprio na enxaqueca por ativar vias inibitórias descendentes, melhorar sono e humor e reduzir o estresse. É programa para manter, não tratamento de crise; iniciar de forma abrupta ou intensa demais pode disparar crise, por isso a progressão é gradual.

ModeradaManutenção

Sono, relaxamento e manejo dos gatilhos

Higiene do sono, relaxamento muscular progressivo e biofeedback, somados ao mapeamento dos gatilhos pelo diário. Sono irregular, jejum e estresse baixam o limiar e se somam à queda do estrogênio; o biofeedback e o relaxamento têm evidência específica na profilaxia da enxaqueca. Exigem constância e não substituem a profilaxia medicamentosa quando as crises são frequentes ou incapacitantes.

ModeradaÚtil na gestação e lactação

O fio condutor é claro: na enxaqueca hormonal, a abordagem não medicamentosa não corrige o gatilho hormonal, mas reduz os gatilhos que se somam a ele e diminui a dependência de remédios. A escolha entre RPG, Pilates, cinesioterapia e as medidas comportamentais depende do perfil, da preferência e da tolerância de cada paciente, e com frequência se combinam ao longo do tempo. As técnicas conduzidas na clínica que somam ao plano, como a acupuntura e o agulhamento seco do componente cervical, estão descritas em conduta e tratamento na clínica.

Tratamento cirúrgico e opções fora da clínica

O que não faz parte do tratamento da enxaqueca hormonal e o que, na enxaqueca refratária ou cronificada, é conduzido por outros especialistas fora da nossa clínica. Delimitar isso evita procedimentos desnecessários e direciona a paciente para o cuidado certo quando ele é preciso.

Tratamento clínico · o que muda o curso

Multimodal e não-cirúrgico

  • Profilaxia perimenstrual nos dias de risco e contínua quando as crises são frequentes.
  • Controle dos gatilhos: sono, refeições, exercício e componente cervical.
  • Revisão da contracepção pela regra do estrogênio, com o ginecologista.
  • Técnicas em clínica que modulam a dor sem repercussão hormonal.
VS

Cirurgia · sem papel

Não há lesão estrutural a operar

  • A enxaqueca é doença neurológica de excitabilidade trigeminovascular.
  • Não há nervo a “descomprimir” nem foco a remover que corrija a doença.
  • Cirurgias de desativação de pontos-gatilho não têm base de evidência.
  • Não são recomendadas pelas sociedades de neurologia e cefaleia.

O que existe, sim, é o cuidado especializado conduzido pelo neurologista ou pelo especialista em cefaleia, indicado sobretudo quando a enxaqueca é refratária ao tratamento bem conduzido ou quando ela se cronifica (dor de cabeça em 15 dias ou mais por mês, ao menos 8 com características de enxaqueca). Nesses cenários entram recursos específicos que não fazem parte da rotina da nossa clínica e que apresentamos para completar o mapa. Os anticorpos monoclonais anti-CGRP e os antagonistas do receptor (gepantes) são profiláticos desenvolvidos especificamente para a enxaqueca, com bom perfil de eficácia e tolerabilidade, reservados em geral para quem falhou a profiláticos orais.

A toxina botulínica tipo A, pelo protocolo PREEMPT, tem papel consolidado na enxaqueca crônica e é aplicada em pontos definidos da cabeça e do pescoço. A escolha e a condução desses tratamentos cabem ao especialista.

Quando encaminhar e a quem: opções fora da rotina da clínica
Quando considerarConduta / especialistaO que esperar
Aura atípica, muito prolongada, com fraqueza de um lado, ou primeira aura após os 40 anosNeurologia, com neuroimagemInvestigação para afastar causas vasculares e secundárias antes de tratar como enxaqueca; revisão da contracepção
Enxaqueca que falha a profiláticos orais bem conduzidosNeurologia / especialista em cefaleiaProfilaxia específica com anticorpos anti-CGRP ou gepantes, escolhida e monitorada pelo especialista
Enxaqueca crônica (15 ou mais dias de dor por mês)Especialista em cefaleiaToxina botulínica tipo A pelo protocolo PREEMPT e profilaxia otimizada; benefício cumulativo em ciclos
Dúvida sobre contracepção segura na presença de aura ou de fatores de risco vascularGinecologiaMigração para método só de progestagênio ou não hormonal, em decisão compartilhada com a equipe de dor
Cefaleia nova, intensa ou diferente na gestação ou no pós-partoObstetrícia / pronto atendimentoAvaliação imediata para afastar pré-eclâmpsia e causas vasculares; não tratar como crise comum
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cirurgias indicadas para a enxaqueca hormonal: não há lesão estrutural a operar, e a literatura não sustenta procedimentos com promessa de cura.

Vale uma palavra sobre o que não entra nessa lista. Não há indicação, na enxaqueca, para cirurgias “para acabar com a dor de cabeça” nem para procedimentos invasivos com promessa de cura; a literatura não os sustenta e expõem a paciente a risco sem benefício comprovado. O caminho que muda o curso do quadro segue sendo o tratamento clínico multimodal e o controle dos gatilhos, com o encaminhamento ao neurologista reservado para a investigação de sinais de alerta, para a enxaqueca refratária e para a forma crônica, e ao ginecologista para a contracepção segura.

Tratamento medicamentoso

O manejo farmacológico da enxaqueca hormonal tem três alvos: abortar a crise quando ela vem, prevenir as crises (de forma programada nos dias de risco ou contínua) e, em casos selecionados, estabilizar o gatilho hormonal. Tudo por nome genérico, em dose e duração definidas pelo médico, com atenção aos efeitos adversos, às comorbidades e ao plano reprodutivo. A regra do estrogênio atravessa todas as decisões: havendo aura, evita-se o estrogênio combinado.

Abortar a crisequando a dor vem
TriptanosAnti-inflamatórioAntiemético
Prevenirprogramada ou contínua
Profilaxia perimenstrualProfilaxia diária
Estabilizar o gatilhocasos selecionados, sem aura
Manejo hormonal com o ginecologista

Tratamento da crise (abortivo)

Para abortar a crise, usam-se os triptanos e os anti-inflamatórios não esteroidais (AINE), tomados o mais cedo possível, assim que a dor começa, quando são mais eficazes; um antiemético pode ser somado para a náusea e para melhorar a absorção do abortivo. A crise menstrual costuma ser mais teimosa e recair depois de uma melhora inicial, o que às vezes exige uma segunda dose ou a combinação de classes.

Abortivos da crise menstrual
ClasseMecanismo / para quêO que esperarCuidados
TriptanosAgonistas 5-HT1B/1D que contraem vasos cranianos dilatados e inibem a liberação de neuropeptídeos no sistema trigeminovascular; abortivos específicos da enxaqueca.Mais eficazes tomados cedo; pode ser preciso repetir na crise menstrual que recai.Aperto torácico ou cervical, parestesias, sonolência; contraindicados na doença coronariana, vascular periférica e na hipertensão não controlada.
Anti-inflamatórioReduzem a inflamação neurogênica e a dor da crise; úteis isolados nas crises leves a moderadas e combinados a triptano nas mais intensas.Alívio na crise leve a moderada; somam-se ao triptano nas fortes.Irritação gástrica e risco renal e cardiovascular com uso frequente.
AntieméticosControlam náusea e vômito que acompanham a crise e favorecem a absorção do abortivo oral.Reduzem a náusea e melhoram a resposta ao abortivo.Sonolência e, com alguns agentes, sintomas extrapiramidais.

O ponto de vigilância é o consumo: usar abortivos em muitos dias do mês pode gerar cefaleia por uso excessivo de medicação, que transforma a dor episódica em quase diária. Por isso conta-se o número de dias de uso e, quando ele se aproxima do limite, prioriza-se a profilaxia.

Profilaxia perimenstrual de curto prazo

É a estratégia mais elegante para a enxaqueca menstrual pura, porque aproveita a previsibilidade do gatilho. Em vez de medicar o mês inteiro, inicia-se uma medicação preventiva poucos dias antes do começo esperado das crises e mantém-se ao longo da janela de risco, em geral por 5 a 7 dias. Conforme o caso, usam-se anti-inflamatório de meia-vida longa (por exemplo, o naproxeno) ou triptanos de meia-vida longa em esquema programado, escolha que cabe ao médico. Essa profilaxia em mini-pulso reduz o número de dias de dependência de abortivo justamente quando ele tende a disparar.

Profilaxia contínua para crises frequentes

Quando há muitas crises espalhadas pelo mês, e não só na janela perimenstrual, entra a profilaxia diária, escolhida pelas comorbidades, pelos efeitos adversos e pelo plano reprodutivo.

Profiláticos orais contínuos
FármacoPara quêEvidênciaEfeitos a vigiar
PropranololBetabloqueador de primeira linha; reduz a excitabilidade e a frequência das crises.ForteFadiga, bradicardia, broncoespasmo (cautela em asma) e hipotensão.
CandesartanaAntagonista do receptor de angiotensina; opção útil quando há também hipertensão.ModeradaTontura e hipotensão.
AmitriptilinaTricíclico em dose baixa à noite; útil quando há insônia ou dor miofascial cervical associada.ModeradaBoca seca, constipação, sonolência e ganho de peso; cautela em idosos e em alterações de condução cardíaca.
TopiramatoAnticonvulsivante com boa evidência, inclusive na enxaqueca crônica.ForteTeratogênico e reduz a eficácia de contraceptivos em doses altas: exige cautela e contracepção segura em quem pode engravidar. Parestesias, lentidão cognitiva, perda de peso e risco de cálculo renal.
FlunarizinaBloqueador de canais de cálcio usado na profilaxia; útil em casos selecionados.ModeradaSonolência, ganho de peso e sintomas depressivos ou extrapiramidais com uso prolongado.

A resposta da profilaxia é avaliada ao longo de semanas, com a meta de reduzir frequência e intensidade, e não necessariamente de zerar as crises. Quando a profilaxia oral falha ou quando a enxaqueca se cronifica, o manejo passa a ser conduzido pelo neurologista, com os recursos específicos descritos na seção anterior (anti-CGRP, gepantes e toxina botulínica).

Manejo do gatilho hormonal

O que é
Estratégia para amortecer a queda do estrogênio que dispara a crise, reservada a casos selecionados de enxaqueca menstrual sem aura e conduzida pelo ginecologista.
Mecanismo
Como o gatilho é a retirada brusca do estrogênio, suaviza-se essa queda — por exemplo, com suplementação de estrogênio perimenstrual (adesivo transdérmico nos dias de pausa) ou um esquema contraceptivo que mantenha os níveis mais estáveis.
O que esperar
Conduta individualizada que pondera benefício e risco vascular; a decisão é compartilhada entre a paciente, o ginecologista e o médico que cuida da dor.
Indicações
Enxaqueca menstrual sem aura cujo padrão previsível e refratário justifica estabilizar o próprio gatilho hormonal.
Limitações
Não se aplica quando há aura, pela regra do estrogênio. A escolha, a dose e a duração do fármaco, e em especial qualquer ajuste do anticoncepcional, são definidas pelo médico assistente conforme o quadro.
Reconhecimento

Centro de Dor

Listado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)

Centro de Tratamento por Ondas de Choque

Listado pela Sociedade Médica Brasileira de Tratamento por Ondas de Choque (SMBTOC)

Clínica listada

Listada pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)

Perguntas frequentes

Como sei se minha enxaqueca é hormonal?

Anote num diário, por 2 a 3 ciclos, o dia de cada crise e o primeiro dia do fluxo. Se as crises se concentram na janela que vai de cerca de 2 dias antes a 3 dias depois do início da menstruação, há um componente hormonal. Esse padrão, e não exames de sangue ou de imagem, é o que confirma a enxaqueca menstrual.

Posso tomar pílula anticoncepcional se tenho enxaqueca?

Depende da aura. Se você tem enxaqueca com aura, o anticoncepcional combinado (com estrogênio) em geral é contraindicado, porque a soma aura mais estrogênio aumenta o risco de AVC. Sem aura e sem outros fatores de risco vascular, o método combinado pode ser possível. Métodos só de progestagênio costumam ser uma alternativa segura. A decisão é compartilhada com o ginecologista.

O que é aura e por que ela muda tudo?

A aura são sintomas neurológicos transitórios que precedem ou acompanham a dor, em geral visuais (pontos luminosos, linhas em zigue-zague), sensitivos (formigamento) ou de fala. Ela importa porque a enxaqueca com aura tem risco vascular maior, o que contraindica o estrogênio combinado. Os sinais estão descritos na página sobre enxaqueca com e sem aura.

Minha enxaqueca vai melhorar na menopausa?

Na maioria dos casos, sim, depois que a menopausa se estabelece e os níveis hormonais ficam baixos e estáveis. Antes disso, na perimenopausa, as oscilações erráticas do estrogênio costumam piorar temporariamente as crises. Essa fase instável é transitória e pode ser atravessada com uma profilaxia bem ajustada.

Estou grávida e tenho enxaqueca. O que muda?

Muitas mulheres com enxaqueca sem aura melhoram na gravidez, sobretudo no segundo e terceiro trimestres, quando o estrogênio fica alto e estável. O manejo prioriza medidas não medicamentosas e remédios compatíveis com a gestação, definidos pelo médico. Atenção: dor de cabeça nova, muito intensa ou diferente na gravidez ou no pós-parto exige avaliação imediata para afastar pré-eclâmpsia e causas vasculares.

Por que a crise menstrual é mais difícil de tratar?

As crises ligadas à queda do estrogênio tendem a ser mais intensas, mais longas e a recair após uma melhora inicial. Por isso costumam exigir o abortivo tomado bem no começo da dor, às vezes uma segunda dose, e se beneficiam muito de uma profilaxia iniciada poucos dias antes da janela de risco, aproveitando que o gatilho é previsível.

Preciso de ressonância para investigar?

Na maioria das vezes, não. Um padrão típico de enxaqueca, sem sinais de alerta, é diagnosticado pela história e pelo diário. A imagem fica reservada para dor de cabeça nova após os 50 anos, padrão que muda ou piora de forma progressiva, déficit neurológico, dor explosiva e súbita, ou aura atípica ou prolongada.

Evidência científica · resumos da nossa biblioteca

Resumos em linguagem clara de estudos revisados pelo Dr. Marcus Yu Bin Pai.

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Dr. Marcus Yu Bin Pai
Sobre o autor
Dr. Marcus Yu Bin Pai
CRM-SP 158.074RQE 65.523 / 65.524 / 655.241

Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira, com área de atuação em Dor. Doutor em Ciências pela USP e médico colaborador do Grupo de Dor do HC-FMUSP.

Revisão médica e editorial

Conteúdo revisado clinicamente por Prof. Dr. Hong Jin Pai. Tem finalidade educativa e cita fontes.

Atualizado em 31 mai 2026 Leitura 9 min

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. A relação entre enxaqueca e ciclo hormonal, a conduta na crise e a profilaxia perimenstrual variam conforme a presença ou não de aura e os fatores de risco vascular, e o plano deve ser individualizado em consulta. A escolha do anticoncepcional na vigência de enxaqueca, e qualquer alteração de medicamento, cabe exclusivamente ao médico assistente, idealmente em decisão compartilhada com o ginecologista.

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  • Tenho dores de cabeça constantemente, os analgésicos ja nao fazem efeito, nao tem hora do dia e nem da noite, ela nao para. Ja fui nos melhores neurologistas e nao descobriram a causa, me falaram pra tomar analgésico sempre que começar doer, mas ja nao para mais de doer

  • Tenho dores diárias. Principalmente depois que comecei usar hormônios bioidenticos p/ menopausa, os analgésicos melhoras só por algumas horas, já tirei glúten lactose açúcar café até deu uma melhorada mas não para, os hormônios eu as vezes não uso dois três dias mas não passa , será que vou ter que deixar de usar hormônios?me fazem bem os hormônios, apesar dos meus fogachos não melhoraram sem por cento mas melhorou muito, tenho hipotireoidismo estou com as taxas boas , já não sei mas o que fazer, quanto tempo tenho que ficar sem os hormônios p/ saber se é eles que me trazem a enxaqueca?

  • Ilzamar Monteiro Ferreira

    Estou sentindo muita dor na cabeça parece q vai estourar em volta da cabeça as vezes a noite outras vezes depois do almoço,já tomei vários analgésico e nada um remédio por nome de cefaliv e outros e nada,resolva o meu problema pó favor

Equipe médica · Jardim Paulista · 40+ anos

Centro de Tratamento de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica.

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