CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

A fibromialgia pode matar?

A fibromialgia pode matar? Essa é uma das primeiras perguntas que surgem a mente depois do diagnóstico, especialmente por se tratar de uma doença incurável e pouco compreendida.

Porém, a doença em si não é mortal. Diferente de um câncer, que vai tomando todo o corpo se não for tratado adequadamente, a fibromialgia não é uma patologia terminal. 

Mas isso não quer dizer que você não deva se preocupar, já que as complicações decorrentes de uma vida com a doença podem acabar levando a morte, como veremos ao longo deste artigo. 

Para saber mais sobre a fibromialgia leia “Fibromialgia: Causas, sintomas e tratamento”

Embora diretamente a fibromialgia não possa matar, alguns estudos já demonstraram um maior risco de morte prematura relacionado a doença. 

Uma pesquisa publicada no Annals of the Rheumatic Diseases do British Medical Journal demonstrou que indivíduos com fibromialgia têm maior risco de mortalidade, e o estilo de vida está diretamente relacionado.

A análise utilizou dados do UK Biobank, um estudo de coorte com 500 mil pessoas entre 40 e 69 anos. Foram comparados pacientes que se queixavam de dor generalizada por 3 meses e pessoas saudáveis. Outros relatórios também foram considerados para uma estimativa de risco mais assertiva. 

Mais de 7 mil dos participantes que possuíam dor crônica experimentaram um excesso de mortalidade, e como causas foram apresentadas doenças como câncer, doenças cardiovasculares, hepáticas e respiratórias, dentre outras. 

Se por um lado tais dados levantam uma preocupação em relação à mortalidade da fibromialgia, por outro, demonstram, através das causas, que a doença não é mortal por si só. 

Durante a pesquisa foram testados alguns ajustes, como baixos níveis de atividade física, alto índice de massa corporal, dieta de má qualidade e tabagismo, o que reduziu consideravelmente o risco.

Ou seja, a fibromialgia pode levar a um maior risco de morte prematura, porém, o estilo de vida é um fator substancialmente importante nesse sentido. 

O aumento da mortalidade por doenças vasculares, por exemplo, pode ser explicado pelo fato de muitos dos fibromiálgicos apresentarem sobrepeso ou obesidade. Sem falar na prevalência de tabagismo, que também é alta no grupo. Estima-se que mais da metade das pessoas com fibromialgia sejam fumantes pesados, o que também se relaciona a uma mortalidade mais alta por doenças respiratórias. 

Quanto às doenças hepáticas, o problema é o consumo de álcool, que também se apresenta aumentado. Dores semelhantes à fibromialgia são frequentemente relatadas por pacientes com hepatite C.

Enfim, há risco de morte prematura, mas principalmente por causa do estilo de vida levado pela maioria das pessoas que sofrem com a doença. Como veremos adiante, a condição afeta significativamente o dia a dia dos doentes.

Fibromialgia e suicídio

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Um estudo publicado pela “Arthritis and Rheumatism”, que estudou 1.269 pacientes do sexo feminino, demonstrou um aumento do risco de morte devido ao suicídio.

Os resultados apontam para tendências perturbadoras, com um aumento de dez vezes no risco de suicídio quando comparado à população geral. Além disso, nenhum dos pacientes que cometeram suicídio tinha histórico para depressão ou doença psiquiátrica.

Ao que tudo indica, são os desafios extremos enfrentados diariamente que explicam o risco significativamente maior de pensar em suicídio.

O Upper Cervical Awareness, um portal de conteúdo médico canadense, listou algumas razões para esse aumento: 

  • A fibromialgia é uma doença extremamente dolorosa.
  • Gradualmente, diminui a capacidade de fazer atividades rotineiras.
  • Ir ao banheiro pode ser um verdadeiro desafio.
  • É mais difícil cuidar de si mesmo.
  • Os pacientes são eventualmente isolados de amigos e familiares.
  • Amigos próximos e familiares acabam se preocupando com a situação do paciente.
  • As pessoas das quais depende para obter apoio geralmente desaparecem conforme a condição piora.
  • Sentir dor constante pode ser deprimente.
  • A nebulosidade mental dificulta seu funcionamento adequado.
  • Você se sente constantemente cansado.
  • Eventualmente, os pacientes com fibromialgia sentem depressão e transtornos de ansiedade.
  • Os pacientes ficam presos em uma situação deprimente com uma doença que altera a química do cérebro.

Conviver com a fibromialgia não é uma tarefa fácil, especialmente por se tratar de uma condição incurável. Por isso, um acompanhamento psicológico é fundamental para tratamento de sintomas como ansiedade, tristeza e medo.

Prognóstico

2 5

Embora a fibromialgia não mate, seus danos ao organismo e impactos à saúde psicológica são duros.

Não é uma doença progressiva, não causa dano aos seus músculos, tendões, ossos ou órgãos, mas pode levar à depressão, estresse psicológico, queda da produtividade, dificuldades para praticar atividade física por causa da dor e dependência de medicamentos, atrapalhando até mesmo atividades triviais do dia a dia. 

Diante de tudo isso, o tratamento da doença é indispensável, pois coopera para controle dos sintomas e protege a qualidade de vida dos doentes. 

Além disso, o prognóstico da fibromialgia varia bastante de pessoa para pessoa. Em alguns casos os sintomas podem até mesmo se tornar mais brandos com o tempo. 

De qualquer forma, o acompanhamento médico é essencial. Converse com o seu médico sobre como você vem se sentindo e como a doença afeta a sua qualidade de vida e ele te ajudará a compreender melhor a sua situação e lidar com ela da melhor forma possível. 

Medicamentos, terapias alternativas, massagens e mudanças alimentares podem ser recomendadas. 

Fibromialgia - o que é, sintomas, causas e tratamentos. Aprenda mais
Watch this video on YouTube.
Inscreva-se YouTube - Vídeos de Dor

Como conviver com a fibromialgia

3

Existem formas de conviver bem com a fibromialgia, separamos algumas dicas que podem te ajudar. 

Use técnicas de relaxamento

As técnicas de relaxamento, dentre elas as massagens, ajudam a aliviar quadros dolorosos, além de contribuírem abrandando os aspectos psicológicos da doença. 

Faça um diário da dor

Procure escrever sobre as situações que causam ou pioram a sua dor, quais os locais afetados e o que te ajuda a aliviar o sintoma. A ideia é que você possa identificar circunstâncias que desencadeiam crises e encontre melhores formas de lidar com elas. 

Durma bem

O sono é muito prejudicado pela fibromialgia, mas existem alguns recursos que podem te ajudar a dormir melhor, como fazer a higiene do sono (preparar o quarto para dormir, evitar alimentos energéticos antes de dormir, etc). 

Respeite seus limites

Reconheça e respeite os limites do seu corpo. Quando estiver com dores, procure manter-se em repouso para não agravar os sintomas. Nem sempre a dor é incapacitante, porém, algumas atividades precisarão ser evitadas. 

Procure conversar com o seu médico para entender melhor o seu quadro e o que pode ajudar ou piorar a sua condição. 

Faça exercícios

A atividade física faz parte do tratamento da fibromialgia e não deve ser negligenciada. Procure exercícios que respeitem seus gostos e limitações. Atividades aeróbicas são ótimas opções, por exemplo. 

Diferente do que imaginamos, a inatividade em pacientes com fibromialgia gera mais dor. Sendo assim, mantenha-se ativo. 

Siga às orientações médicas

Medicamentos, acupuntura, fisioterapia, terapia cognitiva comportamental e mudanças no estilo de vida fazem parte do tratamento da fibromialgia. Siga às orientações médicas à risca e será possível conviver com uma certa tranquilidade com a doença. 

Para saber mais sobre a fibromialgia leia “Fibromialgia: Causas, sintomas e tratamento”

Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

1 Comente

Deixe o seu comentário.

Deixe o seu comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Send this to a friend