CENTRO DE TRATAMENTO DE DOR: Dor, Acupuntura Médica, Ondas de Choque, Fisiatria e Fisioterapia.

Bursite Subacromial – Bursite no ombro

A bursite subacromial é causada pela compressão e inflamação da bursa subacromial, que está situada acima dos músculos do manguito rotador, logo abaixo do acrômio.

 

A bursite subacromial possui sintomas similares a tendinite supraespinhal, sendo o principal dor ao levantar o ombro lateralmente em um ângulo maior de 60 graus.

A bursa subacromial é um saco de fluidos localizado acima do tendão, que facilita o movimento. Pode ocorrer aprisionamento, o que acontece com frequência em esportes que o braço está, de forma constante, ao nível ou acima do ombro.

Descansar dessas atividades ajuda a parar a dor, e uma vez livre dela, é possível introduzir exercícios de reabilitação.

 

Os sintomas de bursite subacromial podem ser similares aos da inflamação supraespinhal ou lesão no ombro. Haverá dor e fraqueza no braço, em especial ao ser elevado, de lado, a uma altura maior que 60 graus. Pode haver dor miofascial secundária.

Dor também pode ser sentida quando se pressiona a parte interna do antebraço. Se o tendão estiver lesionado e não a bursa, é provável que haja mais dor quando o braço é erguido sob resistência.

A síndrome do impacto do ombro é uma condição na qual os tendões do manguito rotador ficam presos e comprimidos no espaço subacromial.

Os pacientes geralmente apresentam dor no ombro e sensibilidade na região subacromial / subdeltoide. No impacto do ombro, eles comumente relatam dor no ombro com atividades acima da altura da linha do ombro.

O que é a bursa subacromial?

O músculo supraespinhal localiza-se ao longo da parte superior da escápula e se insere via tendão na parte superior do braço ou do úmero. Esse músculo é usado para levantar os braços de lado e é importante em esportes que envolvem lançamento de objetos, já que é o músculo que prende o braço ao ombro ao se soltar o objeto.

Há forças massivas envolvidas na desaceleração do braço, mas poucas pessoas se preocupam em treinar esses músculos, a maioria prefere concentrar-se mais em músculos que aceleram o braço em vez dos que desaceleram. Uma queda grave sobre o ombro também pode resultar em lesão do músculo supraespinhal.

Acima do tendão há uma bursa ou pequeno saco de fluidos que tem como propósito ajudar a lubrificar o tendão em movimento. Essa bursa pode ficar presa no ombro, o que resulta em dor e inflamação. 

O atleta terá mais riscos de ter esta lesão se abusar do ombro, em especial em esportes em que o braço é erguido acima ou ao nível do ombro. Ou se o atleta já rompeu o tendão supraespinhal antes.

Tratamento

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Tratamento

O que o atleta pode fazer?

Descansar até não apresentar mais dor. Descansar é importante já que a cada movimento o ombro sofre com dor e levará mais tempo para se recuperar devido ao aumento da inflamação e inchaço.

Se possível, de algum modo, continue com exercícios para mobilidade que não causem dor, para assim manter toda a mobilidade do ombro. Isso é importante para prevenir a perda de movimento no ombro, e por fim, a fraqueza muscular.

Aplique terapia a frio para reduzir a dor e a inflamação. Uma bolsa ou toalha gelada pode ser aplicada de hora em hora por 10 minutos e depois ter a aplicação reduzida para 4 vezes ao dia, conforme necessário.

Veja um especialista que possa aconselhar você acerca do tratamento e reabilitação para a bursite subacromial.

 

O que o especialista pode fazer?

Na fase aguda, pode ser necessário medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios. O remédio ajudará a reduzir a dor e a inflamação com certa velocidade. Contudo, sempre consulte um médico antes de tomar qualquer coisa. Não se deve realizar abuso de medicamentos anti-inflamatórios pelo seu risco de lesões gástricas, cardíacas e hepáticas, dentre outras.

O profissional pode prescrever um programa completo de reabilitação que inclua exercícios de mobilidade e fortalecimento. Se a bursite subacromial não responder ao tratamento conservador habitual de descanso e terapia a frio, então o médico pode realizar procedimentos minimamente invasivos na bursa, com a inserção de uma agulha, como infiltrações de medicamentos anestésicos e corticóides.

Um tratamento com ondas de choque pode ajudar na analgesia local, melhora da amplitude de movimento do ombro, e redução do impacto com a rotação do braço.

A reabilitação com fisioterapia motora, analgesia, e procedimentos para bursite subacromial baseada em redução da inflamação, contribui para a melhora da mobilidade e devolve a força. É raro precisar de procedimentos mais invasivos.

Programa de Reabilitação

As diretrizes a seguir são de cunho informacional apenas.

Recomendamos a procura de aconselhamento médico profissional antes de experimentar quaisquer métodos de reabilitação.

 

Objetivos da reabilitação

Os objetivos da reabilitação para bursite subacromial são a reduzir a dor e a inflamação, melhorar ou manter o nível de mobilidade, fortalecer o ombro com exercícios, e por fim, devolver ao atleta a sua total funcionalidade e forma física.

Antes de começar um programa de reabilitação para bursite subacromial é importante estar ciente que as chances de um atleta ter uma reincidência da lesão aumenta em qualquer um dos quadros a seguir:

  • Se possuem articulação instável do ombro, local em que há grande movimentação, e enfraquecimento da articulação devido à lesão ou lesões anteriores, ou deslocamento de ombro. Se não tiver certeza, veja um especialista em lesão esportiva. Falha em reconhecer esses quadros pode significar a reincidência da lesão.
  • Técnica pobre ou maus hábitos de treinamento. Abuso ou treino excessivo são tão causadores de lesão quanto técnica pobre. Se não tiver certeza de como treinar, procure um técnico.
  • Fraqueza dos músculos do manguito rotador. Exercícios de fortalecimento não devem ser negligenciados só porque a dor desapareceu.

 

Fase 1: Reduzir a dor e a inflamação.

  • Aplique terapia a frio ou gelo no ombro. Isso vai ajudar a reduzir a dor e a inflamação. Aplique gelo por até 15 minutos a cada hora, e reduza, de forma gradativa, a frequência das aplicações conforme o ombro melhorar.
  • Descanse o ombro. Não faça nada que cause dor. Toda vez que o atleta causar dor, pode estar tornando a lesão pior. Se necessário, use uma tipoia para restringir o movimento, porém, apenas por alguns dias.
  • AINEs ou medicamentos anti-inflamatórios (ex. ibuprofeno) podem ajudar nos estágios iniciais. Sempre fale com seu médico antes de tomar qualquer medicação.

 

Fase 2: Restabelecer amplitude de movimento e força

(em geral, de 5 a 7 dias após a lesão)

  • Restabelecimento da amplitude de movimento é possível através de mobilidade do ombro, com aumento gradativo da mobilidade da articulação até a ausência de dor, e exercícios para alongamento para todos os músculos ao redor da articulação do ombro.
  • Técnicas de massagem desportiva podem auxiliar a melhorar bastante a condição dos músculos do manguito rotador, de modo a permitir uma melhor flexibilidade da articulação e uma melhor resposta aos exercícios de fortalecimento.
  • Exercícios de fortalecimento têm como foco principal os músculos rotadores externos (aqueles que rotacionam o ombro para fora) e os estabilizadores escapulares (músculos que dão suporte à escápula). Também é importante fortalecer toda a articulação.
  • Os exercícios de fortalecimento devem ser realizados sem dor em conjunto com os exercícios de alongamento.

 

Fase 3: Devolver ao atleta à competição ou treinamento específico

  • Esses exercícios precisam ser personalizados para o esporte desse atleta. Por exemplo, arremessadores devem começar arremessando bolas de tênis na parede. Cinco séries de 20 lançamentos no início, para então aumentar as séries e as repetições, de forma gradativa, presumindo a ausência de dor durante, após e no dia seguinte ao treino.

Quanto tempo levará para curar?

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  • É óbvio que cada lesão é diferente, no entanto, o atleta costuma ser capaz de retomar o treino específico de seu esporte em cerca de uma ou três semanas.
  • Se a lesão é negligenciada pode se tornar crônica e ser de difícil tratamento, o que resulta em um ciclo de lesões do manguito rotador e síndrome de colisão do ombro.
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RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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