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Exercícios para fibromialgia: Entenda a sua importância no tratamento

A fibromialgia é uma doença crônica que causa dores pelo corpo que podem durar meses. 

A síndrome pode afetar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes, tornando algumas atividades diárias simples algo de difícil execução, impactando inclusive na capacidade laborativa do indivíduo. 

Diferente do que se pensa, a inatividade pode piorar a condição, por isso os exercícios para fibromialgia são tão importantes.

Quer saber mais sobre a doença? Leia também “Fibromialgia: causa, sintomas e tratamento”. 

Continue a leitura e saiba mais.

Ainda não existe uma cura para a fibromialgia mas é possível tratar e controlar a doença através de intervenções realizadas por equipe multidisciplinar. 

O primeiro passo é o diagnóstico da síndrome, que muitas vezes ainda é um obstáculo na vida do paciente. Por ser predominantemente clínico, é preciso trabalhar com a exclusão de outras doenças que apresentam sintomas parecidos, o que torna o processo um pouco mais complexo. 

Durante os exames clínicos realizados para o diagnóstico de fibromialgia, alguns sintomas são muito comuns e devem ser observados criteriosamente pelo médico responsável, veja alguns exemplos: 

  • Fadiga
  • Sono não reparador (acordar com a sensação de cansaço)
  • Depressão e ansiedade
  • Alterações intestinais
  • Dor ao fazer xixi
  • Formigamentos
  • Dor de cabeça (cefaléia) e enxaqueca
  • Rigidez muscular e articular
  • Sensibilidade extrema ao toque
  • Falhas de memória

A presença de alguns desses sintomas de forma constante, por aproximadamente 3 meses, pode significar fibromialgia.

Fibromialgia - o que é, sintomas, causas e tratamentos. Aprenda mais
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O tratamento consiste basicamente em controlar os sintomas.

Tratamento da Fibromialgia 

Após o diagnóstico o tratamento será feito com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por reumatologistas, psiquiatras, fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos, nutricionistas e acupunturistas.

O tratamento consiste basicamente em controlar os sintomas através de tratamentos farmacológicos e não farmacológicos,  o que permite ao paciente manter uma rotina o mais próximo do normal possível. 

Tratamento farmacológico 

Após avaliar os sintomas relatados pelo paciente, o médico vai analisar a necessidade de iniciar o tratamento com medicamentos. 

Os medicamentos mais comuns a serem utilizados no tratamento de fibromialgia são:

  • Os analgésicos que são prescritos para aliviar as dores e em casos mais graves o médico responsável pode optar por associar fármacos para atenuar as dores
  • O relaxante muscular tem o efeito de diminuir a rigidez dos músculos. Os pacientes de fibromialgia apresentam constante tensão como consequência das dores causadas pela doença. 
  • Ansiolíticos e antidepressivos podem ser indicados caso o paciente apresente algum quadro de ansiedade ou depressão devido à fibromialgia. 
  • Os indutores de sono podem ser prescritos quando o paciente apresenta sintomas relacionados à insônia, sono não restaurador etc. 

Tratamento não farmacológico 

O tratamento não farmacológico para fibromialgia envolve tudo o que for feito com o intuito de reduzir ou amenizar os sintomas e que não use medicamentos. 

Por isso é importante a equipe multidisciplinar realizar intervenções para manter a doença controlada. 

Entre esses profissionais estão:

  • Psicólogos e psiquiatras que vão auxiliar em sintomas de ansiedade, depressão, estresse etc, quadros secundários muito comuns em pacientes com fibromialgia.  
  • Nutricionistas e Nutrólogos que podem acompanhar o paciente com uma dieta saudável e não inflamatória, o que melhora muito os sintomas e evita que o paciente abra quadros que possam piorar a doença. 
  • Médico acupunturista que com sessões de acupuntura pode inclusive reduzir a necessidade de uso de medicamentos analgésicos e relaxantes musculares, pois a acupuntura auxilia na redução da dor e no relaxamento muscular, além de melhorar a qualidade do sono. 
  • Fisioterapeutas e Educadores físicos que vão auxiliar nas atividades físicas e terapias para aumentar a tonificação muscular e a flexibilidade das articulações e músculos do corpo para ajudar a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. 

A importância de exercícios físicos no tratamento da fibromialgia

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O exercício físico é importante para a saúde de qualquer pessoa, nos pacientes portadores de Fibromialgia eles são parte essencial do tratamento. 

Além da melhora física dos sintomas, os exercícios quando feitos de forma regular podem ajudar em aspectos psicológicos do paciente. Estudos realizados nos EUA afirmam que a prática do exercício físico está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade

Exercícios indicados para pacientes com fibromialgia

Para iniciar o tratamento de fibromialgia com exercícios físicos é necessária uma análise do paciente para avaliar se existe alguma contra indicação para a realização do exercício. 

É importante também notar o grau de intensidade dos sintomas porque alguns exercícios podem causar uma dor excessiva e impedir atividades físicas que demandam um esforço maior. 

Para os pacientes com fibromialgia o ideal é realizar exercícios com acompanhamento de um profissional para que a prescrição seja realizada de acordo com o quadro de sintomas apresentado. 

Exercícios aeróbicos 

Estudos realizados indicam uma forte evidência de que o exercício aeróbio supervisionado reduz a dor, o número de pontos dolorosos, depressão, ansiedade, melhora a qualidade de vida, e outros aspectos psicológicos nos pacientes de fibromialgia. 

Por isso é importante introduzir os exercícios aeróbicos durante o tratamento da fibromialgia. Raramente pacientes apresentam algum quadro de contra indicação a exercícios aeróbicos e a intensidade do exercício pode ser adaptada de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Exercícios aeróbicos que podem ser introduzidos no tratamento: 

  • Caminhadas leves
  • Natação 
  • Ciclismo
  • Dança 
  • Hidroginástica

Exercícios de Alongamento 

Nas pesquisas realizadas os resultados mais expressivos são através dos exercícios aeróbicos, porém os exercícios de alongamento também revelam efeitos terapêuticos consideráveis. 

Uma análise apresentade no Congresso Brasileiro de Reumatologia destacou os benefícios do alongamento na vida de pacientes portadores de fibromialgia.

No Estudo foram avaliadas 54 mulheres com fibromialgia e conclui-se que as pacientes que foram submetidas a um programa de alongamento – que consistia em realizar exercícios para membros inferiores superiores tronco duas vezes por semana – tiveram benefícios significativos em relação ao limiar da dor, flexibilidade, fadiga, sono, rigidez articular, função física, vitalidade, saúde mental, dor e componente físico na avaliação de qualidade de vida.

Modalidades de alongamentos para tratamento de fibromialgia:

Exercício físico é complemento e não cura para fibromialgia

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O exercício físico regular é importante no tratamento da fibromialgia, porém, ele não é o único meio de controlar os sintomas e deve ser realizado em conjunto com outros tratamentos para um resultado eficaz. 

Para manter a qualidade de vida do paciente com fibromialgia é importante unir o tratamento clínico e farmacológico e adaptá-los à rotina de acordo com os sintomas apresentados pelo indivíduo. 

Todo o tratamento, inclusive exercícios físicos, deve ser acompanhado pelo médico responsável pelo tratamento da fibromialgia para evitar excessos ou efeitos colaterais. 

Quer saber mais sobre a doença? Leia também “Fibromialgia: causa, sintomas e tratamento”. 

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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