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Medicamentos novos para Fibromialgia

Os estudos em busca de medicamentos novos para fibromialgia não param e produzem bastante expectativa, já que a doença não tem cura e se não controlada pode afetar significativamente a qualidade de vida do doente. 

Geralmente, o tratamento da doença se dá por uma combinação de terapias, que incluem o uso de fármacos, além de medidas não medicamentosas. 

Infelizmente, médicos menos familiarizados com a condição acabam prescrevendo analgésicos comuns, que nem sempre são eficazes no controle dos seus sintomas.  

Leia mais sobre a fibromialgia, suas causas, sintomas e tratamento.

Embora o foco deste artigo sejam os medicamentos novos para fibromialgia, é válido esclarecer quais fármacos tem produzido melhores efeitos no alívio dos sintomas da doença.

Antidepressivos

Os antidepressivos são recomendados para pacientes com fibromialgia pois ajudam a regular algumas substâncias importantes para o funcionamento do cérebro, dentre elas serotonina, noradrenalina e dopamina, melhorando a dor, a fadiga, a qualidade do sono e o estado de ânimo. 

Os medicamentos comumente prescritos são: 

  • Amitriptilina (Tryptanol ou Amytril)
  • Nortriptilina (Pamelor ou genérico)
  • Duloxetina (Cymbalta ou Velija)
  • Fluoxetina (Prozac ou Daforin)
  • Moclobemida (Aurorix ou genérico)

 

A dose e a duração do tratamento é individualizada, portanto, siga às orientações médicas. São necessárias de 4 a 6 semanas para alcançar a eficácia do medicamento.

Relaxante muscular 

Os relaxantes musculares reduzem a rigidez dos músculos, o que contribui para controle das dores no corpo e para o sono. O mais indicado é a ciclobenzaprina. Novamente, a duração do tratamento e as doses do fármaco variam de paciente para paciente e devem ser determinadas pelo médico.

Analgésicos

Apesar de nem sempre serem suficientes sozinhos, analgésicos como o paracetamol (Tylenol ou genérico) e os opióides como tramadol (Tramal ou Novotram) podem ser indicados, especialmente em combinação com outros remédios. 

Independente de qualquer coisa, não use nenhum medicamento se não diante da recomendação do seu médico.

Ansiolíticos

Os ansiolíticos agem reduzindo a ansiedade, contribuindo também para o relaxamento muscular e para a qualidade do sono. 

Dentre os mais usados, podemos citar o Lorazepam (Lorax ou Ansirax) e o Diazepam (Valium ou Uni-Diazepax).

A ingestão desses medicamentos requer grande cautela, já que pode causar dependência. Por isso, o tratamento geralmente tem início com a menor dose possível e se prolonga por no máximo 2 a 3 meses. Siga a risca as orientações do médico.

Antiparkinsoniano

Embora sejam fármacos direcionados ao tratamento do Parkinson, podem contribuir para casos de fibromialgia aliviando a dor e melhorando o sono. 

A exemplo de antiparkinsoniano temos o pramipexol (Stabil ou Quera), usado com um aumento gradual de doses entre  0,375 mg e 1,50 mg por dia. A automedicação é contraindicada.

Neuromoduladores

Como o nome nos leva a compreender, esses fármacos atuam diretamente sobre o sistema nervoso. Por isso, ajudam a controlar as vias de dor, diminuindo o incômodo causado pela doença. 

Dentre esses medicamentos, temos a Gabapentina (Neurontin ou Gabaneurin) e a Pregabalina (Lyrica ou Insit). Ambos os remédios devem ser utilizados sob prescrição médica.

Indutores do sono

Os indutores do sono também fazem parte do tratamento da fibromialgia, pois a doença afeta severamente a qualidade do sono e está associada a diversos transtornos relacionados.

A Zopiclona (Imovane) e o Zolpidem (Stilnox ou Zylinox) estão entre os mais utilizados desse tipo. 

Fibromialgia - o que é, sintomas, causas e tratamentos. Aprenda mais
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Novos medicamentos

Medicamentos novos para Fibromialgia

Milnaciprano e duloxetina

Ambos os medicamentos são inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina e se mostraram promissores no controle dos sintomas de dor da fibromialgia. 

Os estudos de Vitton Et al. demonstram uma melhora geral no funcionamento físico, nível de fadiga e grau de deficiência física relatada.

De forma similar, em seu ensaio,  Arnold Et al., comparou a duloxetina com placebo, e demonstrou que a substância é capaz de diminuir a dor e a rigidez autorreferidas e um número reduzido de pontos sensíveis. 

Além dos resultados positivos em relação ao controle dos sintomas da doença, as pesquisas demonstraram que tais drogas são bem toleradas, produzindo efeitos colaterais leves, que podem incluir náuseas e palpitações. 

Não é surpresa que medicamentos que inibem a recaptação de serontonina e norepinefrina podem ser eficazes no tratamento da fibromialgia. Diversos estudiosos já demonstraram um subconjunto de pacientes fibromiálgicos com deficiência na atividade serotinérgica e noradrenérgica, e a relação dessa deficiência com a dor e a sensibilidade características da doença. 

Ao que parece, essa redução da atividade serotinérgica e noradrenérgica causa diminuição da atividade das vias analgésicas descendentes, o que leva à dor,  à hiperalgesia difusa e alodínia.

Novos estudos visam ajudar a esclarecer com maior precisão a ação desses e outros compostos no  tratamento da fibromialgia na prática clínica. 

Embora muitos benefícios tenham sido demonstrados, bem como no caso de outras doenças, tais medicamentos não funcionam em todos os pacientes com fibromialgia, principalmente por se tratar de uma doença poligênica com muitas causas básicas.

A combinação com outros fármacos e com terapias não medicamentosas é indicada na maioria das vezes.

Medicamentos novos para fibromialgia em desenvolvimento

Medicamentos novos para Fibromialgia

NYX-2925

A Aptinyx Inc. obteve resultados positivos em seu estudo com o novo modulador de receptor NMDA, NYX-2925.

Técnicas de imagem avançada demonstraram melhoras significativas em biomarcadores da atividade cerebral que processam a dor central. 

Norbert Riedel, Ph.D., presidente e CEO da empresa, explica: 

“Os resultados deste estudo reforçam o que observamos em pacientes com neuropatia periférica diabética (DPN) dolorosa avançada em nosso recente estudo DPN de fase 2, no qual NYX-2925 aliviou muito a dor centralizada que é predominante nesses pacientes. A consistência desses dados confirma nossa confiança no avanço do NYX-2925 como um tratamento para a dor crônica”.

IMC-1

O IMC-1, uma combinação de famciclovir, um antiviral comum e celecoxibe, é um anti-inflamatório utilizado no tratamento da artrite. As últimas notícias (não tão recentes) é que a Innovative Med Concepts estava em busca de US $ 30 milhões de investidores para financiar a fase 3 do estudo humano. 

O fármaco tem como base uma teoria comum entre os estudiosos da fibromialgia, a suspeita de que pode ser causada por algum tipo de infecção subjacente.

Dr. William “Skip” Pridgen, cirurgião gastrointestinal e descobridor da combinação de drogas, acredita que a doença é desencadeada pelo vírus herpes simplex (HSV). O IMC-1 

teria como foco suprimir o HSV, combinando o famciclovir e o celecoxib, ambos com propriedades antivirais.

De acordo com o pesquisador, milhares de pacientes já foram tratados com o protocolo e cerca de 90% ficarão 85% melhores após o tratamento.

TNX-102 SL

A pesquisa do TNX-102 SL foi inspirada em um dos estudos pioneiros sobre a fibromialgia. Em 1975, Dr. Harvey Moldofsky, induziu os sintomas da doença em pessoas saudáveis após priva-las de noites de sono, chamando a doença de “síndrome do sono não restaurador”.

A Tonix Pharmaceuticals Segurar Corp se inspirou nesse estudo para desenvolver uma versão sublingual de dose baixa de ciclobenzaprina, um relaxante muscular. 

O CEO da empresa, Lederman, explica que o medicamento é capaz de melhorar a qualidade do sono sem atrapalhar algumas atividades cerebrais importantes realizadas durante a noite. 

Embora tenha fracassado ao não atingir a meta de alívio da dor em dois estudos inciais quando administrado em pacientes com fibromialgia, ainda há esperança após o sucesso no tratamento de pacientes com transtorno de estresse pós-traumático.

Assim, um novo estudo foi planejado dobrando a dose do medicamento em pacientes fibromiálgicos.

Lederman explica:

 “Vimos isso no escore diário de dor (melhora). Vimos isso no Questionário de Impacto da Fibromialgia. Vimos isso em outras medidas de fibromialgia e, em ambos os casos, perdemos por pouco o desfecho primário. Pensamos que com o dobro da dose, temos uma boa chance de obter um resultado melhor. ”

ASP0819

Uma terapia experimental desenvolvida pela Astellas Pharma, a ASP0819, atua sobre o canal de potásio ativado por cálcio e reduz a atividade de nervos relacionados com a dor. 

O estudo, publicado no Journal of Pain Research, falhou em reduzir a dor associada a fibromialgia ao longo de 8 semanas, mas se mostrou promissor para o tratamento de distúrbios do dono. 

Assim, apesar de não ter alcançado a meta esperada, os resultados justificam mais pesquisas sobre o potencial terapêutico do ASP0819 para a doença.

As pesquisas continuam e a busca por métodos mais eficientes de controle da doença avançam a cada dia.

 

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Clinica Hong Jin Pai Sao Paulo e1621991307344

RUA SAINT HILAIRE 96 – JARDIM PAULISTA – SÃO PAULO – SP

Clínica de Dor, Fisiatria e Acupuntura Médica

Clínica médica especializada localizada na região dos Jardins, próximo à Av. Paulista, em São Paulo — SP.

Centro de Dor, com médicos especialistas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tratamento por Ondas de Choque, Infiltrações, Bloqueios anestésicos e Acupuntura Médica

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Presidente do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).  

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