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Dor no corpo: o que pode ser

Dor no corpo é uma queixa de saúde bastante comum e que pode ter um caráter benigno ou não.

Em alguns casos, é comum que apresentemos dores corporais, principalmente musculares, caso tenhamos feito alguma atividade física muito intensa.

Entretanto, é importante ficar atento, pois, se essa dor no corpo ultrapassar o período de setenta e duas horas ou for de forte intensidade e vier acompanhada de outros sintomas, pode representar um problema de saúde mais grave.

Por isso, hoje abordaremos quais são os principais problemas de saúde que causam esse tipo de desconforto corporal. Confira! 

 

Fibromialgia

Basicamente, temos como definição que a fibromialgia é uma síndrome dolorosa, de caráter não inflamatória com a presença de sinais e sintomas específicos.

Além disso, podemos destacar que ela vem acompanhada de aumento da sensibilidade musculoesquelética de maneira generalizada e tem caráter crônico, logo, acaba gerando dor no corpo de forma global.

A sua prevalência é maior entre mulheres na faixa etária de 30-50 anos.

Sobre suas causas, a medicina ainda não conseguiu definir exatamente a sua origem, porém, estudos recentes indicam que existe uma modificação na percepção da dor. Desse modo, é como se o corpo aumentasse a nossa sensibilidade em relação à dor, fazendo com que certos estímulos dolorosos sejam sentidos de maneira mais intensa.

 

Clínica

É comum que pessoas com fibromialgia apresentem vários sinais e sintomas que afetam de maneira importante o seu dia a dia, e que, elas já tenham passados por diversos médicos que não conseguem encontrar um diagnóstico exato.

Sobre sintomas mais relatados, pode-se destacar:

    • Alterações no funcionamento do intestino (cólicas, dores abdominais, etc)
    • Cefaleia do tipo tensional
    • Problemas com o sono, tanto em relação à presença de insônia quanto a um sono não reparador
    • Fadiga
    • Alguma disfunção em relação à cognição
    • Dor no corpo de maneira generalizada com a presença de tender points (pontos os quais quando se realiza uma pressão se gera uma dor intensa)

Diagnóstico

O diagnóstico é unicamente clínico, não sendo preciso se realizar nenhum exame complementar ou de imagem para tal.

Quem pode realizar esse diagnóstico é somente o médico, o qual vai ter que levar em conta três critérios:

  • Calcular o índice de dor da pessoa atrvés feito com escalas específicas
  • Presença dos sintomas a pelo menos 3 meses
  • Não possuir nenhuma outra doença que possa explicar o quadro

 

Tratamento

O tratamento relacionado a fibromialgia está pautado em 3 pontos principais:

  1. Informar a pessoa de que a sua doença existe, pois, muitas vezes, é dito a elas que se “trata de um problema psicológico” e não é o caso.
  2. Tratamento farmacológico com o uso de antidepressivos (preferencialmente a amitriptilina em doses baixas), analgésicos e relaxantes musculares.
  3. Tratamento não farmacológico com estimulo a prática de atividade física com baixo impacto e suporte psicológico para que a pessoa aprenda a lidar melhor com a dor no corpo.

Artrite reumatoide

Em linhas gerais, podemos definir a artrite reumatoide como uma doença de caráter crônico e autoimune a qual tem como principal alvo as articulações.

Ademais, é necessário falar sobre essa patologia que, ainda que ela tenha como preferência as articulações, é sistêmica, ou seja, também pode prejudicar outros órgãos como: pulmão, coração e vasos sanguíneos.

Já em relação às pessoas que ela atinge, pode-se dizer que é mais comum em mulheres com uma faixa etária entre 30-50 anos.

 

Clínica

A clínica da artrite reumatoide é bastante clássica, tendo como principal característica a presença de artrite, em ambos os lados, preferencialmente em articulações periféricas, a qual cursa com rigidez matinal superior.

Normalmente, a patologia se inicia em ambas as mãos (ou pés) e vai evoluindo de maneira gradativa para o resto do corpo.

Outro ponto importante é que, nos locais onde existe a artrite, também pode ter a presença de: dor, calor e rubor.

O que nos deixa claro o carácter inflamatório da doença.

Ademais, por ser um problema sistêmico, também pode cursar com:

 

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é de suma importância para a intervenção rápida em vista de evitar complicações piores.

Para tal, o médico leva em consideração, a clínica, na qual, observará se existe:

  • Rigidez matinal prolongada (>1 hora)
  • Edema das articulações das mãos
  • Edema simétrico
  • Presença de nódulos subcutâneos
  • Edema das articulações das mãos
  • Fator reumatoide positivo
  • Erosões ou problemas ósseos observados em exames de imagem

Sendo importante que tais sintomas durem mais do que 6 semanas.

Além disso, para que ocorra um diagnóstico adequado, o especialista precisará usar exames complementares como: exames de sangue, com dosagens de anticorpos e outras substâncias, e exames de imagem tendo em destaque o raio-x.

 

Tratamento

O tratamento envolve vários fatores, os quais tem como objetivo a remissão da doença e redução da dor no corpo. Assim, podemos dividi-lo em:

  1. Não farmacológico: com adoção de hábitos de vida saudável (prática de exercícios, alimentação adequada, cessão do tabagismo, etc).
  2. Farmacológico: consistindo em prescrição de drogas modificadoras da doença tendo como destaque o metotrexato. Ademais, também se realiza o tratamento dos sintomas com AINEs ou glicocorticoides.

Síndrome dolorosa miofascial

Conhecida por ser a causa mais comum de dor no corpo de origem musculoesquelética, a síndrome dolorosa miofascial é definida como sendo um problema regional onde se encontram pontos gatilho os quais desencadeiam dor.

Já a sua prevalência vai variar de acordo como local, mas é mais comum nas idades entre 31-50 anos.

Ainda não é conhecida exatamente a sua causa, porém, sabe-se que o seu aparecimento envolve mecanismos externos capazes de gerar uma lesão ou estresse muscular.

Assim, como exemplos de fatores que podem desencadear o problema, podemos citar:

  • Má-postura
  • Movimentos repetitivos
  • Excesso de carga sobre os músculos 
  • Acidentes
  • Estresse emocional

Clínica

Normalmente, as pessoas que têm síndrome dolorosa miofascial, apresentam dor localizada do tipo peso ou em queimação.

Assim, elas relatam a presença de dor em pontos específicos, os quais podem condizer ou serem relacionados aos pontos gatilho.

Ademais, é comum a presença de tensão muscular com nódulos dolorosos no local. 

Entretanto, inchaço da região não é muito comum, mas também pode estar presente.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por um médico, o qual vai observar aspectos da história e realizar um exame físico detalhado.

Além disso, os critérios diagnósticos são divididos entre maiores e menores, dentre os quais merece destaque:

  • Presença de nódulos locai
  • Reprodução da dor sentida quando se comprime o ponto gatilho
  • Presença de tensão muscular e contração visível ao se palpar a região

Por fim, é importante deixar claro que esses nódulos, com os pontos gatilhos, podem ficar latentes por um grande período até que as dores se manifestem.

 

Tratamento

O tratamento é feito com analgésicos (tendo como grande destaque os AINEs) em momentos em que se há crises de dor no corpo.

Fora isso, também podem ser recomendadas medidas alternativas como o agulhamento-seco, alongamentos com spray, massagens, infiltração anestésica exercícios de alongamento e, até mesmo, fisioterapia dependendo.

Hipermobilidade articular

Uma causa importante de dor no corpo crônica é a hipermobilidade articular.

Ela é definida como o aumento da amplitude do movimento nas diversas articulações da pessoa.

Assim, é possível que, quem sofre com a patologia, consiga realizar movimento bem maiores do que o habitual.

Já em relação a quem atinge, podemos dar destaque para a população feminina, principalmente em faixas etárias mais jovens.

 

Clínica

Dentre os sinais e sintomas podemos citar:

  • Dor no corpo
  • Aumento da amplitude de certos movimentos
  • Flexibilidade aumentada em relação a outras pessoas do mesmo sexo e idade
  • Alterações dos reflexos neuromusculares
  • Diminuição da propriocepção (noção de como está o seu corpo no espaço)

Ademais, é possível a presença de algumas complicações mais graves como: luxações, torções e rompimento de ligamentos.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de perguntas específicas e de um exame físico detalhado por especialistas da área.

Dessa forma, o médico irá examinar cada parte do corpo para poder definir quais são as articulações mais afetadas.

 

Tratamento

Infelizmente, não existe cura para a hipermobilidade articular, por isso, o tratamento consiste basicamente em orientações.

Logo, é recomendado a realização de exercícios que busquem aumentar a força muscular e que sejam de baixo impacto para não prejudicar as articulações.

Sendo assim, é preciso que a pessoa seja acompanhada por profissionais preparados para lidar com o seu problema como educadores físicos e fisioterapeutas.

Doenças infecciosas (dengue/gripe comum)

As doenças infecciosas são bastante conhecidas por causarem dor no corpo (principalmente de origem muscular).

Assim, tendo em vista o Brasil, podemos colocar como destaque patologias como a dengue e a gripe comum, as quais são bastante frequentes na população.

Dessa forma, é importante conhecer quais os principais sinais e sintomas dessas duas para que se possa buscar um tratamento adequado.

 

Dengue

A dengue é uma doença tropical transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Essa patologia apresenta quatro sorologias diferentes, ou seja, uma pessoa que pegou dengue uma vez, pode ser infectada novamente por alguma outra das 3 sorologias restantes.

Dentre os principais sinais e sintomas que podemos destacar, está:

  • Presença de febre
  • Dor no corpo
  • Dor atrás dos olhos
  • Petéquias (machas na pele)
  • Enjoo
  • Diarreia

O tratamento para o problema, envolve o uso de remédios sintomáticos como analgésicos e antitérmicos, porém, é preciso ter cuidado em relação à utilização de AINEs, pois eles podem causar hemorragias.

Além disso, é recomendado que se realize hidratação e repouso adequado.

Em casos mais graves, a pessoa pode ser internada para receber o suporte adequado, que consiste em hidratação intensa e manutenção dos sinais vitais.

 

Gripe comum

A gripe comum é causada pelo vírus da influenza. Esse vírus é bastante comum no nosso meio e acaba sendo transmitido de várias formas (principalmente através de contato com pessoas e objetos infectados).

Como sintomas, pode-se citar:

  • Cefaleia
  • Tosse
  • Dor de garganta
  • Febre
  • Congestão nasal
  • E dor no corpo do tipo muscular

Já o tratamento, será feito com medicações específicas para a doença e terá como base a tentativa de conter possíveis complicações como a pneumonia e descompensação de outros problemas de saúde (como hipertensão e diabetes).

Medicamentos (estatina)

Alguns medicamentos são capazes de causar dor no corpo, e, hoje deixaremos em destaque as estatinas.

Esses remédios são muito usados por conseguirem reduzir de maneira eficaz o colesterol e, desse modo, diminuir os riscos cardiovasculares.

Porém, em algumas situações, principalmente quando se utiliza ele de maneira inadequada, é possível que a pessoa comece a apresentar um quadro de dor muscular por conta da lesão que esse medicamento causa no músculo.

Por isso, é importante saber utilizar as estatinas de maneira correta, além de identificar se elas podem estar gerando um problema mais grave.

 

Como identificar o problema

Se você utiliza estatina, pode ser que comece a apresentar alguns dos sintomas a seguir:

  • Rigidez e desconforto muscular
  • Fadiga
  • Fraqueza ou câimbras
  • Aumento da sensibilidade dos músculos

Nesse caso, o mais indicado é que você entre em contato com o seu médico para que ele avalie sua situação.

Desse modo, é possível que o especialista peça que você realize a dosagem do CPK (uma enzima que mede a presença de lesão muscular) e faça um ajuste na dosagem do remédio.

 

Conclusão

Se você chegou até aqui, conhece bem mais a respeito de quais são as principais causas de dor no corpo, que são:

  • Fibromialgia
  • Artrite reumatoide
  • Síndrome dolorosa miofascial
  • Hipermobilidade articular
  • Doenças infeciosas
  • Estatinas.

No mais, apenas recomendamos, mais uma vez, que caso você suspeite de algum dos problemas, entre em contato com o seu médico para que possa conduzir o seu caso da melhor forma possível!

Gostou? Então compartilhe esse post com outras pessoas que você sabe que também tem dúvidas a respeito da presença de dor no corpo!

Dr. Marcus Yu Bin Pai

CRM-SP: 158074 / RQE: 65523 - 65524 | Médico especialista em Fisiatria e Acupuntura. Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorando em Ciências pela USP. Pesquisador e Colaborador do Grupo de Dor do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP. Diretor de Marketing do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo (CMAeSP). Integrante da Câmara Técnica de Acupuntura do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Secretário do Comitê de Acupuntura da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Dor da Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Revisor - Medicina Física e Reabilitação da Journal of the Brazilian Medical Association (AMB).
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